A gente pensa que se engana e começa a remoer um passado, muitas vezes longínquo, achando que vive como se ainda estivesse nele.
Já fui avessa a muitas recordações, ainda que benfazejas. O tempo não retroage e tanta coisa e tantos amores e amizades se desfazem, que rememorar nem sei o bem que faz. E se faz...
Estou numa de realidade que evito tantas vezes e quantos momentos me forem desejados, viver o momento passado, principalmente os esquecíveis, guardados no baú do inconsciente.
Já me disseram que quem recorda o passado é museu. Não sou de opinião tal e qual, mas também não sou totalmente avessa ao que diz essa premissa.
Aqui estou na Reitoria de uma Universidade que eu aprendi a gostar passo a passo, cada dia mais. E que rolem as minhas realizações, pois de intelectualidade é de que eu mais vivo.
Tenho vivido momentos e revivido aqueles que eu possa ficar alegre, sem deixar que o engano de pensar que o tempo voltou tome conta do meu ser todinho. Isso seria a maior das utopias.
Penso que desde ontem que esse tema anda passeando em minha mente. A razão nem sei por quê. Sabemos que instâncias psíquicas não são muito fáceis de serem interpretadas. Fosse o nosso Sigmund Freud vivo e estaríamos com a faca e o queijo na mão.
Que nem tudo que nos parece hilário, seja considerado assim. É preciso discernir a verdade da fantasia, o passado que não volta e o presente que vivemos, o futuro esperado e o depois que poderá vir.
Sei que já misturei alhos com bugalhos. Quem lê o meu blog , já conhece o meu estilo e já sabe quem sou eu, ou quase...
O que for muito pessoal, vou escancarando aos poucos. Não quero assustar e nem dar notícias inusitadas. Tudo tem o seu tempo certo...






