Quando li o meu texto que postei ontem: PERDOA, vi que não havia escrito para ser lido uma única vez e sim, duas ou mais vezes. Há nele um toque de angústia, uma incerteza na vida, um quê de interrogação, uma injustiça embutida, algo diferente que não correspondia com a minha mãe, uma súplica de perdão não só a minha pessoa, mas perdão em relação a outros ou outras pessoas. E este perdão, com certeza, minha mãe , se é possivel, ouvir, estará dando, pois faz parte da generosidade de seu coração. Sempre fez.
Dia nebuloso, inesperadamente chuvoso, leva o indivíduo a trocar de tempo inusitadamente. Nem sei se isso é bom ou não. Nem sei se o humor de cada um se altera ou , apenas, faz parte do cotidiano de muitos acontecimentos.
Acho que cheguei em casa mais tarde do que de costume. Já era tempo de mudar um pouco , ainda que venha a me sentir mais fatigada. Afinal, afinal, acordo com os galos. Disso, não esqueçam.
Confesso que li o texto de ontem mais de cinco vezes e de tão sentido, feito com a mente de muitas emoções, chorei tantas vezes fiz a leitura...
A vida e suas contingências. A falta de amor e o esquecimento do futuro. O arrependimento latente e o alimento da alma regada apenas pelo presente dos dias. E lá vou eu, com dúvidas e perguntas sem respostas, carente e de auto estima baixa por uma convivência que não corresponde a um bem querer. Será apenas isso? Deixo a resposta no ar. Quando a gente é muito diretivo, não dá espaço ao leitor para pensar no filosófico das frases. Não entrego de bandeja, o meu conhecimento e a minha pessoa. Quando assim fiz, fui surpreendida....
É UM ESPAÇO PARA EXPRESSÃO DE MINHAS INSPIRAÇÕES, EM FORMA DE TEXTOS/CRÔNICAS E, ATÉ, DE POESIAS. TRATA-SE DO MEU SEGUNDO BLOG E PRETENDO QUE SEJA ELE MAIS RESERVADO. O LEITOR HAVERÁ DE NOTAR MUDANÇAS, SENDO ELE QUEM IRÁ AVALIAR AS PALAVRAS QUE CHEGARAM PARA FICAR E OUTRAS PARA QUE O VENTO LEVE. IREI POSTAR PENSAMENTOS E DESTAQUES DO ESCRITOR NILO PEREIRA, COMO ADMIRADORA E FILHA QUE MUITO APRENDEU COM ELE E SEMPRE SEGUIRÁ AS SUAS IDÉIAS.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
terça-feira, 21 de agosto de 2012
PERDOA!!!!
Acordei meio baratinada. Minha mãe não estava boa para eu dar o meu telefonema e conversarmos tempos a fio. Meu Deus, que saudade de tanta coisa, de tempos idos e do meu conforto. Chorei pelo passado e pelo presente. Não era igual a toda a prole. Faltavam os meus telefonemas interditados e a certeza de que sempre fomos para ela iguais ,muito iguais. A sua presença e o seu presente. Tudo muito estranho. E eu sozinha neste apartamento, chorando para mim mesma.
Neste instante, olhei a casa toda. Senti-me confortada por um ambiente que estava lapidado com o toque mágico de minha filha. Na hora de ser advogada, ela é com todos os saberes. Na hora de desenhar o ambiente, é tão arquiteta empírica como tantas por formação.
Estranho este momento. Observei tudo e sentei-me. Diferentes a percepção e a sensação juntas, brincando em minha mente. Parecia que aquele deslumbre eu estava vendo pela última vez. Novamente, deixei a minha imaginação, antes contida, voar alto para que eu pudesse dar uma interpretação mais exata e mais certa. Não me achava tão bem quanto desejara.
Lembrei da minha infância. A união fraterna e a proteção dos pais. O ontem e o hoje. A certeza que não virou certeza. A dúvida de tudo que sentia neste instante.
Fui até a varanda. Descortinei o tudo de sempre. Boa Viagem e as suas atrações. O lugar tão marcante e tão belo. A sensação estranha dos últimos tempos. Lembranças do bom e daquele dia que tudo foi diferente. O medo e o pedido de nunca mais.
No meu quarto, senti tudo aconchegante. Consegui tirar de mim o que sentia. Lembrei-me do banho que sempre me encantava....
Roguei por minha mãe. Ela estaria sabendo tantos motivos meus. Balbuciei o seu nome tal qual eu sempre disse: MAMÃE. E acrescentei: perdoa!
Neste instante, olhei a casa toda. Senti-me confortada por um ambiente que estava lapidado com o toque mágico de minha filha. Na hora de ser advogada, ela é com todos os saberes. Na hora de desenhar o ambiente, é tão arquiteta empírica como tantas por formação.
Estranho este momento. Observei tudo e sentei-me. Diferentes a percepção e a sensação juntas, brincando em minha mente. Parecia que aquele deslumbre eu estava vendo pela última vez. Novamente, deixei a minha imaginação, antes contida, voar alto para que eu pudesse dar uma interpretação mais exata e mais certa. Não me achava tão bem quanto desejara.
Lembrei da minha infância. A união fraterna e a proteção dos pais. O ontem e o hoje. A certeza que não virou certeza. A dúvida de tudo que sentia neste instante.
Fui até a varanda. Descortinei o tudo de sempre. Boa Viagem e as suas atrações. O lugar tão marcante e tão belo. A sensação estranha dos últimos tempos. Lembranças do bom e daquele dia que tudo foi diferente. O medo e o pedido de nunca mais.
No meu quarto, senti tudo aconchegante. Consegui tirar de mim o que sentia. Lembrei-me do banho que sempre me encantava....
Roguei por minha mãe. Ela estaria sabendo tantos motivos meus. Balbuciei o seu nome tal qual eu sempre disse: MAMÃE. E acrescentei: perdoa!
METADE JÁ ESTÁ EM MIM....
Um dia a gente cansa e para um pouco para pensar. Não existe necessidade de ficar submissa a gregos e a troianos, quando se ocupa uma posição de idêntica qualificação, quer na área do saber, profissional , familiar e de amizade.
Um dia a gente dá um basta. Para isso, não é fácil e muito menos ausente de sofrimento. Pesa nos ombros e muito mais na área afetiva, quando se é adepta de uma generosidade e de muitos bons sentimentos.
Passei por situações adversas e graves. Nem eu mesma sei por quê. Talvez, muitos outros saibam mais do que eu. Às vezes desconfio que sim e em relação aos menos próximos, foram tão pusilânimes que reagiram de forma quase monstruosa, mesmo sabendo que um dia irão responder aqui ou Lá.
Ai vida, vida minha. A minha inteligência emocional desta vez falou mais alto. É o limite que esbarra em nossas emoções e sentimentos. Resolvi parar. Acho que já provoquei indagações. Já tive também de lutar pelo esquecimento. Não, não é fácil.
Escrevo este texto como uma parada de final de expediente. Sinto que a vida me ensinou muito, mas por outro lado me provocou inúmeras insatisfações. Sofri por injustiças e me alegrei por amor. Difícil entender e muito pior passar por esta ou aquela situação.
Mudei de vida quando dei um não a tantas e quantos. Acostumada a uma subserviência e a um traço de inocência que não condiz com a minha maturidade, dei um giro muito grande e umas passadas além de meus passos.
A vida e suas nuances. Penso que ainda vou conquistar a paz sonhada, pois metade já está em mim. Valha-me Deus!!!
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
E HAJA ESTRADA....
O Programa Fantástico de ontem à noite se superou em notícias as mais variadas. Uma grande abordagem foi sobre o infarto, dando depoimento sobre um caso de indivíduo que chegou a ter mais de setenta paradas cardíacas e conseguiu sair dessa. Caso inédito. Mencionou ainda que a maioria das pessoas que correm para o hospital infartados, não chegam vivos.
Considerando os relatos de quem já foi vítima e sobreviveu, acho a estatística verdadeira. Na certa, deve ser um momento terrível, que só sabe quem já foi acometido. Deve haver uma razão na nomenclatura médica para esses dois termos: infarto ou enfarte.
Entre os síntomas clássicos desse episódio, salienta-se a dor que é insuportavelmente crucial. Deixa o indivíduo confuso, como se a morte próxima fizesse, e faz, a criatura pensar, debaixo de todo este tormento, como será o após morte e como deixará os seus entes queridos mais próximos, de maneira súbita. Acho que os parentes mais afastados e os amigos terão sempre um jeito de se conformarem. Afinal, a vida continua. Não sejamos inocentes...Não sou alheia a este assunto, não é?
Mas, o mundo gira e muito rápido. Estive comemorando sábado o meu aniversário regado apenas a muito amor. Evidentemente, que não faltaram presenças e presentes. As mensagens telefônicas e até pelo face traduziram um carinho que , sinceramente, não era esperado, diante da vida tão modificada para mim. Valeu!!!! Os ausentes foram os faltosos justificáveis e perdoados.
Mas, tudo continua e a gente se obriga a viver e a sobreviver. Já me encontro na Reitoria/ Gabinete desde cedo, cumprindo a minha responsabilidade que é muita.
Sinto que os temas do meu texto saem hoje diversificados. Que minha filha esqueça de ler este escrito. Tem ela em si a orientação, que ela passa e repassa, para que o texto aborde um tema e não tenha o autor o hábito de variar assuntos. Caso, faça algum comentário, só tenho a responder que sou uma escritora amadora.
Ando às voltas com os livros. Desta feita, leio O COLECIONADOR DE LÁGRIMAS de Augusto Cury. Indo ao Aeroporto ontem à noite saborear um cafezinho mais gostoso, coube ao meu esposo amado me presentear com esta obra.
Ainda ontem iniciei também, por experiência, a minha labuta de me submeter a provas. Como mulher guerreira, acho que vou longe e haja estrada, e haja vitória, e haja vivência...
sábado, 18 de agosto de 2012
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
ENGANEM-SE OS TOLOS.....
Escutamos muitas vezes, como verdade absoluta, que as relações interpessoais não são fáceis de serem conduzidas. Eu que o diga, na minha condição de psicóloga e de estudiosa da Sociologia e da Filosofia.
Ando às voltas com o silêncio. Acho que este fala até mais alto do que várias palavras reveladas, trabalhadas, vindas, por vezes, recheadas de sentimentos ausentes de carinho , de apoio e até de falsidade. Digo por convicção e por experiência.
O silêncio é menos enganador, quando interpretado...
Os grupos se formam, algumas vezes, por escolhas. Mesmo assim, ando às voltas com o silêncio. Difícil sensação de indagações e de razões por mim criadas, mas injustificadas. Mecanismos de defesa que me protegem de alguma possível somatização.
Lidar com grupos exigem muita destreza, liderança, possibilidade de poder participar e lá se vão uma série de pré- requisitos que não são tão fáceis o quanto parecem ser.
Ao lado disso e fugindo de realidades adversas, tenho procurado estudar e ler muito. Nessas minhas leituras, tive contato com alguns pensamentos de Nelson Rodrigues, salientando e lembrando que foi ele o autor da frase: "Toda unanimidade é burra." E é isso mesmo leitor. Não fosse assim, não estaria convivendo com diferentes pessoas e com mil formas de ser e de se comportarem.
Mas, 0 silêncio dói quando parte de pessoas em quem depositamos a maior das cumplicidades. Valha-me Deus, dói demais...
Entrando na Filosofia e olhe que essa não é fácil, entendi sempre o que disse Sartre: "O inferno é o outro." E ai de quem não souber lidar com o próximo.
São vários tipos de pessoas que se comportam de formas diversas, sendo essas formas, por vezes, inerentes a uma só. Que Deus me ajude!!!
Ainda tenho que percorrer muitas estradas. Penso que já estou no meio do caminho, quando em surdina, também, estou preparando a minha estrada. Enganem-se os tolos....
Só não penso no poder, seja financeiro ou o poder da autoridade. Este é efêmero. E, afinal, sabemos: "Chegamos e iremos de mãos vazias. Só levaremos o passaporte de nossas ações."
Além do mais, já me indaguei se é difícil conviver com o poder....Longe dele!!!!
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
CERTAS ÁGUAS ROLAREM....
Os dias vão passando e eu tento parar um pouco a minha imaginação que, por vezes, voa alto demais. Quando se deseja, e até é necessário, manter um estado de bem estar, o melhor será dar uma parada e deixar que o imaginário não caminhe junto com a realidade dos fatos.
Os acontecimentos vão se sucedendo, uns muito bons e outros adversos às nossas aspirações, sem que possamos impedir que se concretizem.
Já dizia o genial Fernando Pessoa que "A realidade não precisa de mim." Penso que as coisas vão se encaixando e sofrer por antecipação seria uma falta de pensar lógico e ameaçador de muitas mazelas e de um coração sofrido e dolorido . Valha-me Deus!
Não sou dada a muitas recordações. Guardo na minha memória os melhores momentos, mas não deixo que as lembranças de fatos que não mais voltam, façam parte de minha rotina. Melhor será virar a página de muitas histórias que de pitorescas nada tiveram.
Sou adepta de que um tempo que não volta mais deve ficar oculto e , no mínimo, adormecido. Na certa as suas consequencias estarão transformadas em valores e formas de comportamento, que por si só, já são o suficiente nas marcas do meu agir.
Ultimamente, tenho vivenciado momentos que quase me fazem desabar. Qual uma pessoa bem orientada, afastei de mim essas contradições da vida, até porque quem não pode saber de fatos, "de supetão", como é o meu caso, melhor será deixar certas águas rolarem....
Falei em texto recente que me calei diante da vida. Esta foi a forma que encontrei para poder ter um pouco de paz, se é que era apenas esse estado de sentir o meu desejável. Penso que já foi alguma coisa. E que julguem conscientemente, sem penas de mim, mas com generosidade...
O leitor mais perceptivo deve ter pensado que nem tudo em minha vida é semeado de flores. Tendo pensado ou não, calei-me como um recurso em meu viver.
Passou tempo de boa convivência com pessoas que hoje dão adeus por justa causa. Fiquei desencontrada, mas já imaginei mil maneiras de sair desta. Que mudem os tempos e que eu mude também. Não posso "ficar às margens de mim mesma."
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