É UM ESPAÇO PARA EXPRESSÃO DE MINHAS INSPIRAÇÕES, EM FORMA DE TEXTOS/CRÔNICAS E, ATÉ, DE POESIAS. TRATA-SE DO MEU SEGUNDO BLOG E PRETENDO QUE SEJA ELE MAIS RESERVADO. O LEITOR HAVERÁ DE NOTAR MUDANÇAS, SENDO ELE QUEM IRÁ AVALIAR AS PALAVRAS QUE CHEGARAM PARA FICAR E OUTRAS PARA QUE O VENTO LEVE. IREI POSTAR PENSAMENTOS E DESTAQUES DO ESCRITOR NILO PEREIRA, COMO ADMIRADORA E FILHA QUE MUITO APRENDEU COM ELE E SEMPRE SEGUIRÁ AS SUAS IDÉIAS.
sábado, 28 de abril de 2012
NO FUSO HORÁRIO...
Madrugada morna que enfeitiça a minha alma e me traz de volta toda uma tranquilidade esperada. Como se fosse um sonho, desfrutei neste momento de um gostoso banho que alimentou a minha alma e deixou o meu corpo mais energizado.
Tenho andado no fuso horário. O dia longo foi tão intenso de emoções que não me permitiram conciliar o sono como todo dia.
A gente espera sempre algo, confia mais do que podia, acredita além do imaginário e cria, no final, mecanismos de defesa para colocar os desejos e as irrealidades nos seus devidos lugares.
Tenho mudado a minha rotina. Isso, nos relacionamentos e no avesso destes. Há sempre o que esperar e há também o que se deparar. Vivo e não aprendo. Por mais que a maturidade tenha me ensinado, não consigo aprender e compreender integralmente o ser humano. Talvez seja uma credibilidade acentuada e associada a muito bons sentimentos.
Mas, já me peguei com outras atividades. A leitura sempre haverá de ser o meu prato preferido. Meu pai me deixou esse legado de prazer, com o qual me apeguei e nunca haverei de abandoná-lo.
Ando às voltas com os livros. Adquiri hoje PSICOLOGIA JURÍDICA e ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE atualizados com todas as leis que regem tanto um como o outro. Fiz já as primeiras leituras. Pretendo me preparar nessa área. Afinal, sendo psicóloga, nunca deixarei de lado o meu saber inerente. E haja estudo em psicologia. O que é passado, eu deixei esquecido, conforme fui delegada e que tanto bem me fez. É que gostam muito de mim.
Mas, a madrugada continua morna, sem solidão e sem afetos/ desafetos. Diferente de muitas ou de quase todas, sorrio do momento e derramo, vez em quando, um pranto para ver se crio uma emoção forte.
Acho que neste instante relembro a tomada de consciência de hoje à tarde. Depois de ler um e-mail tive a certeza de ser por inteira. Qual nada... Sem entrar no âmbito da psicopatologia, me reparto e me deixo acreditar nas metades. É como se fosse uma parte alegria e a outra decepção...
Deixem, porém, que o meu banho ainda continue atuando. Não quero deixar de sentir o prazer que ele me dá. Ah não fosse este banho...
O PESO DA INCONSEQUENCIA...
Devagar, um tanto lentamente, algumas pessoas vão desaparecendo de nossas vidas e cabe a nós nos acostumarmos e, em certos casos, até gostarmos, pois passamos a tirar de nós o peso da inconsequencia.
Ontem escutei de uma grande amiga minha que a senhora sua mãe, já de 86 anos, havia dito: "Até a dor se acomoda." Achei fantástica a colocação e voltei para casa , tentando gravar e fazer dela uma premissa minha, ou melhor , dela, mas que eu incorporei.
Vida, vida minha. Pensava na felicidade e imaginava tê-la quando metade era alegria e a outra metade era dor. Um sofrimento que eu tentava camuflar, mas que insistia em me atormentar.
Hoje, percebo o quanto foi bom o afastamento e a saudade que nem pude ter. Cada vez, cada dia, acredito mais nas voltas que o mundo dá.
É tudo tão bem traçado que seria bom pudessem todos deixar o tempo correr sem mágoas, sem muitas tristezas, traçando novas metas, sonhando e imaginando dias melhores que também poderão vir.
O tempo é inexorável, mas é um professor que ensina , ao longo do seu trajeto, as perdas e os ganhos(Lya Luft), o futuro que nunca foi igual ao imaginado, as belezas das novas formas de vida.
Desapareceram pessoas de minha vida e vieram outras. Com os dias e os meses passados, somando e subtraindo, pesando o passado e o presente, posso dizer que tive muitos ganhos.
Havia uma paz sonhada. Se eu percorri o caminho em busca, não sei bem. Sei apenas que atravessar alguns atoleiros me deram uma vivência, que me fizeram amar mais. Enfim, achei o muito do que buscava....
sexta-feira, 27 de abril de 2012
NEM SÓ AS ESTRELAS...
A essa altura da noite, passando da meia noite, nem é mais hora para eu escrever seja sobre o que for, principalmente sobre aquilo que me faz intranquila. Isso porque, exatamente porque, me acho presa a um dogma que poderia me deixar em apuros.
Impressionante esses pedaços de nossas vidas que guardamos sob sete chaves, ainda que falemos para quem mais confiamos todo dia e o dia todo.
Mas, a vida em seus giros inusitados ou não, são capazes de nos levar às nuvens, quase perto do céu, assim como nós o imaginamos.
A casa está um tanto vazia. Já quase madrugada, meu esposo dorme vítima de fadiga por um dia de tantas atribuições. Vida de médico é essa mesmo. Também é o verdadeiro DOUTOR. É aquele que mesmo sem Doutorado sempre será um Doutor. Amo a Medicina. Eu e todos.
Ainda assim, aproveito o silêncio do meu lar para refletir e ouvir a televisão que sempre está a nos dar os noticiários mais escandalosos ou violentos. E é nossa quase obrigação ouvir, incorporar e formar juízo de valores, mesmo que não queira.
Estava até sonolenta, pois acometida de uma forte dor de cabeça, procurei relaxar e às custas de um analgésico caí na cama , como quem quer fugir desta tensão.
De repente, não mais que de repente, caracterizando uma enxaqueca, a dor foi embora , sabe Deus para onde...
A alegria tomou conta de mim. Também pudera. Além de tudo, vivencio um tempo de paz tão satisfatório, que vocês leitores, só me vendo podem tirar essa conclusão sem precipitação.
Mas, se a noite é um tanto de mistério, é também um momento de sossego. Pena que as estrelas escondidas tenham esquecido que era hoje um dia certo para me inspirarem.
Perdoem, meus diletos amigos, se o texto não foi tão eloquente. O importante é que não penso mais em tudo que me era malquerença.
Nem só as estrelas serão as únicas inspiradoras...
quinta-feira, 26 de abril de 2012
NÃO, NÃO É FÁCIL...
Não, não é fácil...
A verdade e a mentira,
O amor e o desamor.
Não , não é fácil...
Mostrar a face
E esconder o pranto.
Ser grande e não ser nada,
Agradar a um e desagradar a outro.
Receber a ingratidão
E partir sem dor.
Não , não é fácil...
Conhecer a pureza
E desconhecer a maldade.
Poder ser o sentimento puro,
E viver e conviver com a infidelidade.
Não, não é fácil...
Ser a alegria
E esconder a tristeza.
Não, não é fácil...
Querer ser eu mesma
E não poder mostrar a minha face.
Ser "verdadeira"
E não ser a verdade.
Não , não é fácil...
quarta-feira, 25 de abril de 2012
ATÉ PARA MIM ESTÁ DIFÍCIL....
Coisas de foro íntimo devem ser guardadas e resguardadas. A gente escancara a nossa vida até um limite pessoal, que não permite ultrapassá-lo. Assim tem sido a minha postura, principalmente depois de experiências vividas e revividas. Acho que dessa maneira as pessoas agem, deixando a intimidade um tanto guardada, evitando as adversidades do que chamamos falta de fidelidade e que surgem nos momentos mais inusitados.
Decepções que são nossas, saudades que não atingem a sensibilidade alheia, momentos de desprazeres e a necessidade de ser uma , quando o nosso eu é, senão outro, o avesso contido de uma realidade, uma irrealidade sensata.
Já vivi e , talvez, revivi situações em que escondi o pranto, calei palavras, defendi o indesejado e fui a outra porque ser eu poderia ser tudo que não podia ser.
Amo metáforas. Apelo para mistérios. Atiço os leitores, pois afinal, afinal, não me seria possível falar, senão, por subterfúgios, contanto que a minha vida não se torne uma morte.
Difícil, por vezes, entender o que o autor fala e escreve. É que existem momentos difusos para mim e para outros e colocar na tela a verdade tão verdadeira, seria tirar uma máscara que não é possível de ser retirada em todo momento.
Há instantes na vida de um escritor em que ou ele abre o seu coração, mesmo em parte, ou se corrói todo. Assim sendo, entendam leitores, saem mistérios, são usadas palavras metafóricas, engana-se os leitores, mas o dito satisfaz a sua necessidade, própria de quem não pode mais com um material que lhe atravanca a alma e o peito quase dilacerado.
Aí está o meu texto. Aí está a minha sensibilidade.Aí estão as minhas decepções, os meus sonhos e os meus prazeres. Não importam o que ficou sem compreensão e sem respostas. Até para mim está difícil...
domingo, 22 de abril de 2012
FICA PARA DEPOIS.....
Sempre admiti que tinha e tenho uma imaginação muito fértil. Penso que a minha inteligência e as minhas experiências me deram esse dom, se é que é dom essa característica.
Hoje, precisando relaxar de uma semana um tanto apática, pus-me no mar, fazendo peripécias que talvez nem combinassem tanto com a idade um pouco madura da qual faço jus.
E sobre ondas e sob o mar imaginei que o meu corpo molhado era o mais que eu queria. A noite já tinha sido entremeada por um pesadelo que envolvia a minha família original e que me fez acordar chorando, tamanha a dor emocional que o sonho me trouxera. Com todos os meus conhecimentos psicanalíticos, dei um show de possível má interpretação. Busquei o meu aprendizado de livros lidos e preferi acreditar na ressurreição de Sigmund Freud. Valha-me Deus o que me esperava. Também as suas interpretações sexuais foram inéditas e ousadas e isso me atraía, posto que é preciso ser profundo e transparente, não sei o quanto, mas é.....
Mas, o mar esteve delicioso. Cada gotícula de água no meu corpo, me dava uma sensação ousada de bem estar. Não sou tão Santa para deixar que o puritanismo´seja tudo que me é satisfatório.
Penso que a minha imaginação fértil e divertida me levou ao êxtase da satisfação. Naquele momento não contavam o pudor e nem os dogmas incorporados. Deixei que fosse eu sem amarras e sem o proíbido. Que tanta imaginação floreei e me vi feliz. Eu só não posso escancarar a todo momento. Fica para depois...
sábado, 21 de abril de 2012
QUEBRANDO PARADIGMAS...
A gente sempre fica sem entender muita coisa.Outras se tornam claras e evidentes sem que tenhamos que fazer esforço e nem nos preocuparmos com tal e qual.
Acordei cedo, vislumbrando um céu muito azul, tão lindo como um colírio que nos leva a delirar por tanto deslumbramento.
Deixei as incógnitas de lado até porque já se foi o tempo em que me incomodava com reversos e com pequenas adversidades. Deixei para trás e segui em frente. É como se o ontem tivesse sido tão ameaçador, que construí um hoje bem diferente.
Não foi fácil quebrar paradigmas. As lágrimas que escorreram dos meus olhos em tempos idos, deixei que desaparecessem com o tempo. Afinal, afinal, não havia justificativa e terminei por assimilar que julgar o outro , pode ser julgar a nós mesmos. E por que não?
Vida, vida minha, tão minha que quase me torno egoísta. Pedi aos céus que não me deixassem desapegada da solidariedade, temendo um lugar terrível quando daqui me fosse.
Coisas da imaginação. Hoje me pego com a beleza das coisas e a estética dos ambientes. Fiz do meu mundo um mundo que ainda não conhecia.
A vida e suas nuances. Ainda não entendi muita coisa, leitores. Injustificáveis atitudes são para mim, entretanto, o momento certo do PERDÃO e , muito mais que isso, o tempo dos meus ganhos e a certeza de que Deus sabe mesmo quem sou eu...
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