Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

domingo, 18 de dezembro de 2011

"O TEMPO DA TRAVESSIA....."


Perdoem amados leitores esses dias afastada. Acho que foi "o tempo da travessia."
Sei de muitos que sentiram a minha falta , de outros que não se incomodaram, dos curiosos e daqueles que, nutridos de sentimentos vários, estavam em busca de um novo texto. Valha-me Deus!!! É isso mesmo e nada mais.
Afastei-me da internet por conta de vários motivos e para que não tivesse que escrever esmagando com palavras, as entrelinhas.
E o tempo vai passando rapidinho sem testemunhas dos esquecimentos que chegam até nós sem ao menos percebermos que deixamos para trás um lugar, uma pessoa, um fato e o bem querer, ás vezes...
O tempo é de muito brilho. Pudera não ser. O verdadeiro cristão espera com ansiedade a comemoração do nascimento de Jesus. E eu vivo e revivo a minha adolescência como se pudesse ter ao meu lado tudo que passei. A casa toda iluminada, a alegria do meu pai, o contentamento de minha mãe e o afeto dos irmãos.
Dizem que recordar é viver. Absorta em meus pensamentos penso em tudo e em todos. Não há como esquecer. Tudo que passamos deixou em nós um pouco do que somos e do que vivemos. Quanto mais num lar que marcou época e muito mais!
O melhor de tudo é que neste período unimos nossas mãos, nos abraçamos , nos confraternizamos e até não lembramos de mágoas e nem de rancores. É preciso esquecer um pouco do amanhã e do daqui a pouco incertos. É necessário se afastar do tédio para que este não se aproxime de nós.
Dia lindo este de hoje. Absorta em meus pensamentos pensei em mim e em você.
Mesmo sentindo que "a minha alma tem o imaterial peso da solidão no meio de outros", foi assim...
Hoje é domingo, tão domingo quanto os outros, mas é o dia em que eu voltei ao blog para lhes dizer: Sejam muito felizes. Não importa que eu seja apenas "um coração batendo no mundo", mas respeitada pois até eu fui obrigada a me respeitar na alegria e na dor.!
Amo vocês....

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

O TEMPO É INEXORÁVEL....


Eita que tanta resistência, impedindo que eu faça uma crônica sobre o Natal e a mudança de ano: um terminando e outro nascendo outra vez.
Confesso , leitores, que há uma justificativa inexplicável e, ao mesmo tempo, com razão ou não.
Já esbocei alguns pensamentos, já me sentei para escrever algo e esse algo não sai. Há alguma coisa que não permite fluir a minha inspiração , sempre tão presente.
Penso que as incertezas do momento, as situações mutáveis, as alegrias solitárias e a falta de solidariedade e de fraternidade mais ausentes do que presentes constituem óbices´para esta minha resistência que insiste em se dizer presente.
Mudaram os tempos e mudaram as pessoas. O tempo é inexorável e tanta união desunida dos nossos vizinhos nos fazem crer que este momento cristão deixa ,às vezes, de ser de fé para constituir um desafeto que a gente teme e tenta fazer com que não exista. Acha tão impossível como sofrido, doído e insuportavelmente motivo de tantas e tantas desilusões.
O que será o Natal hoje para muitos? essa correria desenfreada sem tempo para refletir e se fazer melhor, mais caridoso, mais gente e mais humano...
A maturidade me fez também diferente. Papai Noel é lindo para os abonados. Ainda existirá o sapatinho na janela na quase vã esperança do presentinho sonhado e pedido nas cartinhas dos pequeninos?
O que fazem os ricos pelos descamisados, comprovadamente pobres, mas tão inocentes crianças como qualquer outra?
Muitos poucos pensam em rezar e no Nascimento de Jesus. O peru está na mesa para os que podem, confraternizando com quem e o quê? será o SAGRADO?
Como andam as famílias ? muitas delas crescidas sob a orientação dos pais , mas esquecidos do que aprenderam, guardando rancores e SUANDO ingratidões.
O que escrevo aqui não me leva a uma opinião formada.Não existem tantas vibrações. Sou capaz de pensar nos pequeninos pobres e lembrar dos abastecidos de roupas novas e champagne regado a peru.
E lá se vem o Ano Novo. Felicitações mecânicas e automáticas. Sentimentos esvaziados. O mundo cada vez mais competitivo e o amor em forma de desamor.
As famílias viraram núcleos. O espírito natalino é a explosão , muitas vezes, de choques entre os ricos e os pobres.
Sinto tudo e não entendo nada. O tempo é inexorável e eu estou um tanto perdida num turbilhão de incertezas.
Que escrevam sobre o Natal os menos sentimentais e os mais frios de ânimo...Valha-me Deus!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

SEM NINGUÉM SABER....


A última edição da Revista Mente (psicologia// psicanálise e neurociência) traz alguns Artigos interessantes, de maneira sintetizada, mas focando temas que merecem e devem ser lidos pelos profissionais da área.
Confesso que me atraiu, logo de início, a matéria Psicopatologia do Herói- o narcisismo de Dorian Gray.
O personagem criado por Oscar Wilde, o segundo, talvez, maior escritor inglês, depois de William James, deseja ardentemente nunca envelhecer. Faz com que , de forma angustiada e alucinógena, uma pintura agregue os sinais do tempo e o retrato, que reflete sua decadência moral, se torna uma grande obsessão.
Muito avançado para a sua época (nasceu em 1854 ) era um narcisista em grau extremado: admirava a si e se perguntava quais marcas seriam mais assustadoras: as do tempo ou as do pecado?
Em tempos de Faculdade, cursando Psicologia, fiz um estudo sobre a obra. Na verdade, na verdade, para aos que se interessam , será bom ler este Livro e quem sabe, talvez, fazer um Artigo Científico de grande conteúdo.
Iniciei hoje o meu texto de forma diferente. Nem sempre haverei de dar ênfase total aos meus sentimentos pessoais, até porque um pouco de liberdade é preciso e esta importância de variedade de assuntos faz a diferença.
Já dizia Jean Paul Sartre: Ser livre não é fazer aquilo que se quer, mas de fato fazer aquilo que se pode. E lá se vão os meus pensamentos , que eu gostaria de externar,também, voando de galho em galho, sem ninguém saber.
A ética, a moralidade, as leis não nos permitem ser tão livres quanto desejaríamos ser.
Guardo assim no cantinho da memória e do meu coração os meus pensamentos mais íntimos, contanto que ninguém se queixe de acusações ou de mal entendidos que passam por bem entendidos...Valha-me Deus!!!
A tarde de dezembro se vai como se o tempo passasse mais depressa. As pressões das obrigações no período natalino dão a nós essa percepção, salvaguardados aqueles que padecem e cujo dia parece não terminar.
Voltemos a Oscar Wilde que eu gostaria que ficasse marcado em suas características pessoais.
Não sei se seria muito dizer que compartilho com ele tantas e tantas formas de pensar, essencialmente a sua sensualidade estética e o seu narcisismo. Pena que tivesse morrido aos 42 anos...
A minha juventude foi o alvo do que disse, principalmente. Desejaria eu ser um dândi como ele?

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O QUE HÁ DE BOM....


A fadiga era tanta e as minhas andadas mais do que o necessário, acho eu, me deixaram tão sonolenta que o final de tarde e a noite foram poucas para que eu me recuperasse.O coração deu sinais...
Às vezes quero me prolongar na cama , mas as remedarias, popularizando um termo que deveria ser mais adequado, não me permitem.
Hoje ainda é pausa na UPE. Aquele que trabalha em Universidade tem esses dias de vestibular para folgar, salvaguardados os que se imbuem de sofreguidão e garra e se enquadram em obrigações várias neste evento, ganhando um pouco mais que acrescenta o pão de cada dia. São os escolhidos... Valha-me Deus!
A esta altura do campeonato, não pretendo ser partícipe desta obrigação, nem por vontade própria e nem por convites especiais. Deus sempre soube o que fazer.
Ontem foi um dia atípico. O verão era e é a estação que vivenciamos, mas a chuva reapareceu como quem quer se fazer lembrada. São coisas da natureza.
Contrariando, novamente, a minha filha, que acha que eu diversifico os meus temas, lá vou eu entrando , agora, em outro foco e me deixando levar pelo espírito natalino que nos faz refletir sobre o amor e o desamor, a solidariedade e o descaso, a fraternidade e o desprezo, a confiança no presente e a "certeza" do futuro glorioso.
Aprendi com os meus pais o espírito de união e a luminosidade presentes no ano que vai para de novo nascer.
Hoje sofro um pouco de solidão que não chega a me fazer um mal tão grande , mas me enche de uma tristeza difusa quando me aprofundo no abismo dos dias, sem muitas explicações.
Estamos em dias de amor e principalmente do perdão. Assusta-me a distância de próximos e a incerteza de tudo e de todos.
E as obrigações aumentam. Dezembro é muito dezembro. Meu esposo e eu que digamos. Com as comemorações várias, há no meio dois acontecimentos iluminados: a formatura em Medicina de meu marido e o aniversário de nosso bem maior, caindo num dia único e constituindo a grande coincidência.
O sol dá prenúncios de seu aparecimento. A casa se veste e eu me deixo levar por um esmero exacerbado.
Faltam dois quadros na parede para celebrar o que há de bom...

*Escrevi este texto em vinte minutos. Se não agradar a gregos, poderá agradar a troianos....

domingo, 4 de dezembro de 2011

"A ÂNSIA DE VIVER E O DESEJO DE MORRER."


Os poucos sargaços não me impediram que eu entrasse no Mar de Boa Viagem e tomasse um gostoso banho, constituindo o tônico de minhas energias e me fazendo sentir a alegria de viver.
Domingo é sempre o descanso de quem luta e de quem trabalha.
Apesar desses empecilhos, impedindo um pouco a travessia, senti-me bem e refleti o que pude , pois estava na ordem do dia. Ou por outra , havia uma inspiração que me fazia pensar e destruir em mim o que disse Fernando Pessoa: "A ânsia de viver e o desejo de morrer."
Manhã deliciosa. Não poderia ter deixado de vivenciar este momento e de apagar essa vontade de morrer, quando apenas filigranas não são suficiente e o necessário para abrir em mim um coração dilacerado.
Na verdade, na verdade , aprendi a viver as minhas ansiedades e a usar os mecanismos de defesa para afastar o mal estar de incompreensões.
Parece dramático, mas não é . Já falava Nietzche, em tempos outros: "Temos a arte para que a verdade não nos destrua."
Tentei enganar as minhas verdades. Fui ao próximo e desisti diante de atoleiros que atrapalharam o meu caminho.
Mas, voltemos ao mar. Morar em Boa Viagem é para mim um encanto. Desses que me faz bem e me revigora. Com um bronze na medida, estou pronta para me sentir bem melhor do que se pensa.
Tudo isto me faz lembrar a linda poesia do grande escritor e poeta, autor de frases célebres, FERNANDO PESSOA:
Suavemente grande avança
Cheia de sol e onda do mar
Pausadamente se balança
E desce como a descansar (" MAR MANHÃ)

Postado por Eliana Pereira às Domingo, Dezembro 04, 2011 0 comentários Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar

sábado, 3 de dezembro de 2011

O PUDOR DESMEDIDO...


Noite, noite minha...
De tanto amá-la
O encanto foi-se embora.
Há um sono
Que não chega
Uma monotonia velada,
Uma solidão que me agonia.
Noite, noite minha,
É preciso recuperar as forças.
Tanto amor à flor da pele
E o prenúncio de uma insensatez...
Cada momento, cada instante,
Um banho que me revigora
E alivia todos os males.
Não há como criticar:
A vida é minha e a noite também.
Esqueçam o pudor desmedido,
E me deixem desnudada...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

COMO HAVERIA DE CHEGAR.....


Dezembro começou, trazendo a expectativa de um final de ano que somado e subtraído totalizou um saldo equitativo, ou não, do que foi esperado e do que aconteceu.
A vida e suas nuances. Sentimentos vários coincidentes ou não, ou se opondo aos nossos desejos sempre regados do melhor e cultivados na fé e na esperança.
Dezembro chegou, como haveria de chegar...Sinto que os pensamentos oscilam , mas existe sempre uma superação, a gosto ou a contragosto, mas impossível de não acontecer.
Dezembro chegou e com ele o balanço de tudo.Tantos acontecimentos bons e tantos sofríveis. Minha mãe , que eu não esqueço, sofrendo sobre uma cama, possivelmente a derradeira cruz que um dia haveremos , também, de carregar.
Dezembro chegou e com ele os planos e os planejamentos, a possível execução e os prognósticos. O que poderemos esperar profissionalmente e o núcleo familiar, constituindo o foco de nossos bons sentimentos.
Dezembro começou , dando início a outro ANO. Tantas interrogações e tantas felicitações. A incerteza do momento, as mudanças e as separações inusitadas. As promessas cumpridas e outras não. A saudade do que não é mais certeza.
A incógnita do momento. A equação que eu não resolvi, depois de tantas e tantas vezes resolvida. O desespero da SOLIDÃO. A fraternidade que não veio. O coração batendo forte e descontroladamente. O perdão e a confraternização virtual. Eu no meio de um turbilhão de dúvidas e de motivos escondidos...
Que a meia noite de 31 de dezembro seja como nosso Deus quiser. Estarei sempre com Ele e com o meu próximo também...