
Não é preciso mais um Despertador. A dor de cabeça me mantém alerta de forma muito mais precisa. Não é possível dormir ou, de meia em meia hora, o sono se vai e me vejo atormentada sem remédios que me provoquem o bem estar.
Rezo sem pausas. E ainda me vejo atravancada pelos insensatos ou talvez pelos muito imaturos(só foi um) que me excluem de facebook, como se isso me fizesse sentir alguma sensação de raiva ou me acometesse de ira. Penso que orei tanto por essa pessoa,quarta feira , e não me arrependo, e o troco foi tão muito ou tão pouco. Logo nesse momento, foi mal. Tanta dor e tanta tolice . Bom seria fosse esta a minha dor...
Falo nessa ridicularia, como dizia Nilo Pereira, meu pai, porque a dor é tão intensa que me impede de elaborar frases e conteúdos metafóricos, tão próprios do que sempre escrevo.Dessa maneira, me perco na insensatez dos impulsivos, própria dos lentificados.
Ai vida, vida minha, não importa a ninguém. Seria um passado articulado num presente/futuro do mal querer.
Aqui estou mais uma vez e nem posso imaginar quantas ainda. Há um imprevisível e uma sensação de ansiedade, quase angústia alucinante que não me deixa pegar no sono.
Não gostaria de escrever tamanha dor. Imaginem, leitores, que não posso fugir da realidade. Quem escreve , ou usa uma máscara ou se escancara em desabafos. Este é o meu modo de ser quase sempre.
A noite se vai. Quantos estarão contentes e quantos estarão marcados.
Penso muito em Deus. E me disseram que quando Ele marca é porque não quer perder de vista.
Impossível ter a certeza que além da sua cruel dor, minha mãe sente cada filho e cada momento.
Se isso pode acontecer, a noite será para mim menos tensa. Sempre aprendi que em todas as situações a mãe não esquece o seu filhinho.
Valha-me Deus, a escuridão da noite me inebria de saudades e de esperanças. Que bom, quando a Esperança não morre....





