Especial!!

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Linda!!!!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

QUE BOM QUANDO A ESPERANÇA NÃO MORRE....


Não é preciso mais um Despertador. A dor de cabeça me mantém alerta de forma muito mais precisa. Não é possível dormir ou, de meia em meia hora, o sono se vai e me vejo atormentada sem remédios que me provoquem o bem estar.
Rezo sem pausas. E ainda me vejo atravancada pelos insensatos ou talvez pelos muito imaturos(só foi um) que me excluem de facebook, como se isso me fizesse sentir alguma sensação de raiva ou me acometesse de ira. Penso que orei tanto por essa pessoa,quarta feira , e não me arrependo, e o troco foi tão muito ou tão pouco. Logo nesse momento, foi mal. Tanta dor e tanta tolice . Bom seria fosse esta a minha dor...
Falo nessa ridicularia, como dizia Nilo Pereira, meu pai, porque a dor é tão intensa que me impede de elaborar frases e conteúdos metafóricos, tão próprios do que sempre escrevo.Dessa maneira, me perco na insensatez dos impulsivos, própria dos lentificados.
Ai vida, vida minha, não importa a ninguém. Seria um passado articulado num presente/futuro do mal querer.
Aqui estou mais uma vez e nem posso imaginar quantas ainda. Há um imprevisível e uma sensação de ansiedade, quase angústia alucinante que não me deixa pegar no sono.
Não gostaria de escrever tamanha dor. Imaginem, leitores, que não posso fugir da realidade. Quem escreve , ou usa uma máscara ou se escancara em desabafos. Este é o meu modo de ser quase sempre.
A noite se vai. Quantos estarão contentes e quantos estarão marcados.
Penso muito em Deus. E me disseram que quando Ele marca é porque não quer perder de vista.
Impossível ter a certeza que além da sua cruel dor, minha mãe sente cada filho e cada momento.
Se isso pode acontecer, a noite será para mim menos tensa. Sempre aprendi que em todas as situações a mãe não esquece o seu filhinho.
Valha-me Deus, a escuridão da noite me inebria de saudades e de esperanças. Que bom, quando a Esperança não morre....

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O FRUTO PODRE DA DESUMANIDADE....


Noite fria, cinzenta
Acordada e solitária.
Noite que me deixa atordoada.
Há um quê de nostalgia
E um descaminho sem volta.
A gente imagina e idealiza um futuro,
Aquele que se baseia no alicerce da infância,
E o inusitado aparece
Com uma força assustadora.
Muita Dor de cabeça e a possibilidade de fim...e do final.
Creio em Deus, mas tremo de medo.
Não fui feita para o desamor.
Esperei tudo da vida ,
Menos o desprezo doído e castigante.
Noite fria, cinzenta
Traz de volta o meu sossego,
Se não, traz de volta
Tudo que a minha mãe plantou de bom
Para, quem sabe, colher
O fruto podre da desumanidade...
Hoje, ela sofre até ver
A sua santa semente florescer.
Noite fria, cinzenta
Mãe: estou sòzinha...

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

VIREI A CABEÇA....


Acho que virei a cabeça. Bem que Freud tinha razão quando tanto se referia ao instinto de morte , a agressividade impulsora. A gente sempre pensa no instinto de vida , como se o lado oposto não existisse.
Virei a cabeça. Um dia , como este, depois de um ano de um evento em que jurava ter virado a página, começo a me revelar com rebeldia. Incrível. Nem eu acreditava.
Atribuo às emoções não satisfatórias, este meu lado revelador , incongruente e digno de quem quase perde as forças.
Imagine, leitores , que fui à cozinha e comi de tudo. Lavei os meus desejos recalcados há doze meses. Das comidas açucaradas às salgadas , eu comi até perder o fôlego.
Sempre tive medo de que um primeiro passo , como este, fosse o começo do pior. É que a razão, hoje, emudeceu perante emoções tão gritantes. Tem gente que age sem pensar, caracterizando muitas vezes um retardamento dos pensamentos, ou sei lá o que. Tem gente que não teme o futuro. Tem gente tão rancorosa que nem as marcas do sofrimento lhe deixaram fragilizada. Difícil acreditar. Valha-me Deus!
Já disse e reitero, tenho pena de criaturas vazias de bons sentimentos e nulas de solidariedade.
Estou um tanto amarga. É aquela velha história: um dia sim, outro não.
Temo pelas minhas reações futuras. Às vezes, penso que não respondo por mim. Bem, que será difícil isto acontecer.Revoltas, apenas revoltas.
Virei a cabeça, mas não consegui, por mais que tentasse, o objetivo maior que tenho em mente. E, por isso, virei a cabeça e DANE-SE QUEM QUISER. Remorsos à parte e pós- evento. Não quero presenciar....

sábado, 19 de novembro de 2011

O ABOMINÁVEL, EU DEIXEI PASSAR....


Quisera poder hoje superar todas as minhas inspirações para escrever/descrever tudo que se passou comigo há um ano , mesma data e mesma hora.
Existem fatos tão inesperados que, ainda passados doze meses, insistem e persistem em nossas mentes, por mais que tentemos esquecê-los, mesmo devendo lembrá-los para não esquecer toda a gratidão que se faz necessária, posto que Deus , em primeiríssimo lugar, esteve à frente de todos os comandos.
Tudo foi inusitado. Não haviam prenúncios de nada. Nesta mesma hora, 23 horas, estava indo deitar,tão inocente e tão leve , para acordar às tres da madrugada, acometida de todos os sintomas clássicos que caracterizam o inesperado infarto. Travou-se a luta entre a vida e a morte. Dores incalculáveis que atingiam os peitos, as costas e os braços , além dos vômitos em jato e dos suores excessivos. Inesquecível quadro...
A troca da camisola pelo vestido, a rapidez em pegar o carro e , com o meu esposo(médico) dirigir-me ao Hospital. Um minuto a mais poderia ser fatídico.
As dores insuportáveis se misturavam aos meus pensamentos do que poderia me acontecer. O medo e os temores de não resistir. A possibilidade de deixar a minha princesa sem mim. A chegada ao Hospital, o diagnóstico , a cirurgia e a UTI. Os instantes e as horas de mobilização, a família reunida e o engano meu de não pensar que ainda estava vivendo o perigo de vida ameaçada.
As inquietações e os medos. Os dias se passando lentos e as ocorrências pertubadoras, algumas inconsequências e o carinho de muitos médicos que me socorreram e usaram de competência e de muita humanidade.
Acho , às vezes, que tudo estava escrito. A minha vida resistindo a muitas ocorrências. Enfim , as estrelas que pareceram mudar de lugar para chegarem até a mim e me darem a luminosidade que só pertence a elas.
Não consegui esquecer todo esse espetáculo de gravidade que me acometeu há um ano atrás. Duas artérias mais importantes do coração sofrendo o entupimento que me punha em risco. O cirurgião e as marcas indeléveis de suas mãos que trabalharam para não me deixar morrer.
Um ano se passou. Tanta coisa se modificou. Eu aprendi com a dor a suportar o advento do momento e do pós momento. A Solidão que não me abateu, as palavras de carinho e de aconchego, as distâncias e os desprezos, o amor e os rancores. Aprendi que nem tudo acontece como idealizamos e sonhamos....que o inesperado não é privilégio só de outros. Conosco , também , pode ocorrer.
Um ano se passou e a certeza de Deus no meu caminho foi a maior certeza em que eu pude confiar.
O ABOMINÁVEL, EU DEIXEI PASSAR....

* A ilustração está bonita , mas a essência do quadro caracteriza a minha posição na cama, já quase despida, em lençóis, tentando enxugar os suores. Por isso , a postei.
Hoje, vejo que a VIDA é mais bela do que eu pensava....

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

NINGUÉM BRINCA.....


Tenho em mim a sensação de que não é preciso escurecer para saber que a noite está chegando. Não é preciso ver o dia clarear para imaginar que o dia chegou.
Cada um dentro de si traz uma espécie de detector de sentimentos que nos faz sentir bem presentes sentimentos de tristeza, de decepção , de impotência e de escuridão perante acontecimentos que nos deixam impactados e , muitas vezes, transtornados, mesmo que a noite não tenha chegado.
Em outras ocasiões, os sentimentos são opostos. Acontecem sensações de alegrias, de euforias, de intensos prazeres, ainda que o dia não esteja claro, como prenúncio de luz e, até mesmo, de energias positivas manifestas.
Trata-se, aqui, de uma abordagem metafórica e de uma relação imaginada pelos pensadores, como se a luz viesse do dia e a escuridão aparecesse na noite.
Na verdade, na verdade , estas situações são quase idealizadas e , algumas vezes, verdadeiras, ou não.
O ser humano é movido por sentimentos e estes não coincidem com o dia ou com a noite. Nem sempre.
Passamos por situações, muitas vezes, inusitadas, capazes de fazerem um ser humano agir perante a sua escuridão interna ou mediante uma claridade que vem de dentro. Essas são, idealisticamente falando, as nossas noites e os nossos dias.
Após várias leituras e reflexões várias, cheguei a esta conclusão e passei a pensar de modo diferente e a agir conforme o meu eu.
Às vezes, pensamos que a noite estrelada é sempre um bom momento. Será? já imaginei assim e já tirei conclusões precipitadas.
Hoje , tenho a minha maneira de proceder, até porque a noite nunca será a escuridão na minha vida, quando tudo grita por satisfação e sou regida por alegrias minhas e que me rodeiam.
A crônica é complexa. Mais ainda, é difusa. Leiam e releiam. A analogia faz sentido. Tirei dos sábios e com sábios ninguém brinca....

terça-feira, 15 de novembro de 2011

UM DIA A SAUDADE BATE...


Sinto que ganhei muitos leitores, enquanto perdi outros. Nada de espantoso ou de extraordinário. A vida é feita de "Perdas e Ganhos". A escritora Lya Luft que o diga e exemplifique com o seu saber e experiência dignos de registro.
As pessoas têm os seus limiares de amor , de ódio e até de tolerância. É isso aí , sem tirar e nem pôr.Já passei e passo. Fazer o que?
Ah... não fossem os nossos mecanismos de defesa!
Este sentimento não me aflige e nem me toca. Sei que tudo que vai, volta. Um dia a saudade bate e começa tudo outra vez.
Sem misturar o tema, contrariando a minha filha, exímia no bom Português e Advogada por formação, estive hoje curtindo o mar, numa solidão abençoada.
Acordamos tarde e o meu esposo, por aconselhamento médico, pode e deve ir à praia até às nove horas da manhã. Já não deu mais para ele: o sol fortíssimo jamais lhe permitiria tal comportamento de se aventurar.
Sozinha,diante do mar, pus-me a refletir e a sonhar. Dizem que o sonho é bom, desde que não chegue a ser alucinógeno. Chega a um ponto em que a realidade se sobrepõe e cabe ao nosso bom senso dar um basta.
O mar estava extremamente lindo. Ondas iam e vinham, levando os meus devaneios a um apogeu de sentimentos e emoções que esgotavam o meu contentamento. Tanta beleza natural descortinava em meus olhos.
Tentei fazer uma sumária comparação com o ser humano e desvendar o quase mistério das subidas e descidas a que se submetem.
Incrível a vida. É dia sim e dia não. É puro contentamento ontem e tristeza hoje.
Neste momento , por ser psicóloga, entendo mais um pouco do comportamento humano. Mas, e aí, disse o escritor Fernando Pessoa: "A realidade não precisa de mim", como então mudar o que não pode ser mudado?
Acho que a vida é mais do que complexa. É inusitada. E lá vamos nós, nesta roda gigante , girando sempre e procurando ganhar forças para seguir em frente....

domingo, 13 de novembro de 2011

TEVE DE TUDO....


Teve de tudo, desde o banho de mar até uma nuvem que trouxe uma chuva gostosa e nos fez curtir um banho diferente.
Teve de tudo: Porto de Galinhas é uma festa. Os banhistam fazem o seu turismo e se deliciam nas águas, quase mornas , de um dia especial.
Teve de tudo. Sem nenhum planejamento, fomos parar neste Paraíso para desfrutarmos de um passeio, que não é o nosso cotidiano.
Teve de tudo: de gente nova, crianças , maduros e até idosos. Havia uma apelação do corpo exibido por jovens às senhoras recatadas, paradas num tempo que se foi, trajando as suas vestes de praia, recordação de tempos antigos, mas ainda o seu universo velado e regado a sua castidade dos tempos.
Teve de tudo: a energia, que me trouxe esta manhã, até o almoço regado a camarão, para os que podem.
Teve de tudo: a carrocinha de sorvetes e a audácia de um dia me permitir saborear um picolé de limão.
Teve de tudo: conversas fiadas, fofocas que nos fazem sorrir e os célebres papos intelectuais, comentados e enriquecedores.
Teve mesmo de tudo: o poder do mar de energizar as pessoas e de lhes fazer bem humoradas.
Teve de tudo: a volta ao Hotel, a sensibilidadfe à flor da pele, a sensualidade aguçada e o entrelaçar de corpos, formando um só.
Teve de tudo: e vocês, leitores, ainda queriam mais?