Especial!!

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Linda!!!!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

NINGUÉM BRINCA.....


Tenho em mim a sensação de que não é preciso escurecer para saber que a noite está chegando. Não é preciso ver o dia clarear para imaginar que o dia chegou.
Cada um dentro de si traz uma espécie de detector de sentimentos que nos faz sentir bem presentes sentimentos de tristeza, de decepção , de impotência e de escuridão perante acontecimentos que nos deixam impactados e , muitas vezes, transtornados, mesmo que a noite não tenha chegado.
Em outras ocasiões, os sentimentos são opostos. Acontecem sensações de alegrias, de euforias, de intensos prazeres, ainda que o dia não esteja claro, como prenúncio de luz e, até mesmo, de energias positivas manifestas.
Trata-se, aqui, de uma abordagem metafórica e de uma relação imaginada pelos pensadores, como se a luz viesse do dia e a escuridão aparecesse na noite.
Na verdade, na verdade , estas situações são quase idealizadas e , algumas vezes, verdadeiras, ou não.
O ser humano é movido por sentimentos e estes não coincidem com o dia ou com a noite. Nem sempre.
Passamos por situações, muitas vezes, inusitadas, capazes de fazerem um ser humano agir perante a sua escuridão interna ou mediante uma claridade que vem de dentro. Essas são, idealisticamente falando, as nossas noites e os nossos dias.
Após várias leituras e reflexões várias, cheguei a esta conclusão e passei a pensar de modo diferente e a agir conforme o meu eu.
Às vezes, pensamos que a noite estrelada é sempre um bom momento. Será? já imaginei assim e já tirei conclusões precipitadas.
Hoje , tenho a minha maneira de proceder, até porque a noite nunca será a escuridão na minha vida, quando tudo grita por satisfação e sou regida por alegrias minhas e que me rodeiam.
A crônica é complexa. Mais ainda, é difusa. Leiam e releiam. A analogia faz sentido. Tirei dos sábios e com sábios ninguém brinca....

terça-feira, 15 de novembro de 2011

UM DIA A SAUDADE BATE...


Sinto que ganhei muitos leitores, enquanto perdi outros. Nada de espantoso ou de extraordinário. A vida é feita de "Perdas e Ganhos". A escritora Lya Luft que o diga e exemplifique com o seu saber e experiência dignos de registro.
As pessoas têm os seus limiares de amor , de ódio e até de tolerância. É isso aí , sem tirar e nem pôr.Já passei e passo. Fazer o que?
Ah... não fossem os nossos mecanismos de defesa!
Este sentimento não me aflige e nem me toca. Sei que tudo que vai, volta. Um dia a saudade bate e começa tudo outra vez.
Sem misturar o tema, contrariando a minha filha, exímia no bom Português e Advogada por formação, estive hoje curtindo o mar, numa solidão abençoada.
Acordamos tarde e o meu esposo, por aconselhamento médico, pode e deve ir à praia até às nove horas da manhã. Já não deu mais para ele: o sol fortíssimo jamais lhe permitiria tal comportamento de se aventurar.
Sozinha,diante do mar, pus-me a refletir e a sonhar. Dizem que o sonho é bom, desde que não chegue a ser alucinógeno. Chega a um ponto em que a realidade se sobrepõe e cabe ao nosso bom senso dar um basta.
O mar estava extremamente lindo. Ondas iam e vinham, levando os meus devaneios a um apogeu de sentimentos e emoções que esgotavam o meu contentamento. Tanta beleza natural descortinava em meus olhos.
Tentei fazer uma sumária comparação com o ser humano e desvendar o quase mistério das subidas e descidas a que se submetem.
Incrível a vida. É dia sim e dia não. É puro contentamento ontem e tristeza hoje.
Neste momento , por ser psicóloga, entendo mais um pouco do comportamento humano. Mas, e aí, disse o escritor Fernando Pessoa: "A realidade não precisa de mim", como então mudar o que não pode ser mudado?
Acho que a vida é mais do que complexa. É inusitada. E lá vamos nós, nesta roda gigante , girando sempre e procurando ganhar forças para seguir em frente....

domingo, 13 de novembro de 2011

TEVE DE TUDO....


Teve de tudo, desde o banho de mar até uma nuvem que trouxe uma chuva gostosa e nos fez curtir um banho diferente.
Teve de tudo: Porto de Galinhas é uma festa. Os banhistam fazem o seu turismo e se deliciam nas águas, quase mornas , de um dia especial.
Teve de tudo. Sem nenhum planejamento, fomos parar neste Paraíso para desfrutarmos de um passeio, que não é o nosso cotidiano.
Teve de tudo: de gente nova, crianças , maduros e até idosos. Havia uma apelação do corpo exibido por jovens às senhoras recatadas, paradas num tempo que se foi, trajando as suas vestes de praia, recordação de tempos antigos, mas ainda o seu universo velado e regado a sua castidade dos tempos.
Teve de tudo: a energia, que me trouxe esta manhã, até o almoço regado a camarão, para os que podem.
Teve de tudo: a carrocinha de sorvetes e a audácia de um dia me permitir saborear um picolé de limão.
Teve de tudo: conversas fiadas, fofocas que nos fazem sorrir e os célebres papos intelectuais, comentados e enriquecedores.
Teve mesmo de tudo: o poder do mar de energizar as pessoas e de lhes fazer bem humoradas.
Teve de tudo: a volta ao Hotel, a sensibilidadfe à flor da pele, a sensualidade aguçada e o entrelaçar de corpos, formando um só.
Teve de tudo: e vocês, leitores, ainda queriam mais?

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

NÃO HÁ COMO ESCONDER....


Não há como esconder ou dissimular os sentimentos que, vividos e revividos, ainda não foram , de todo, esquecidos, posto que foi forte demais.
Nem há como esquecer do mês de novembro.
Recordando o tempo faltariam dez dias para eu vivenciar o que nunca fui capaz de imaginar. E aí estão , somados e diminuídos, a certeza, que hoje eu sei, de que faltariam dez dias para o inusitado, tão cruel e tão marcante.
A noite é um mistério. Há um quê de mistério e um misto de alegria e dor. Tanto pode ser alvissareira como traidora, tão traídora como foi no dia vinte de novembro de um ano que se foi, ou que se vai...
Se é que sei muito sobre os meus leitores, desconheço a agonia de algum deles, uma dor tão doída que seria impossível saber avaliá-la, graças a Deus.
Desculpem, amados leitores. Falei na crônica anterior da versatilidade de um escritor. Hoje, revivo, com tanta nitidez, a noite que eu julguei tão boa e que, nada mais, nada menos, estava deitando para acordar tão ruim e tão arruinada.
Deus, meu Deus. Precisava, talvez, de um momento desse para pensar e refletir no que vem depois. Nesta madrugada tive medo, muito medo. Mil fantasmas povoaram a minha mente. E para onde eu iria, como seria a "vida" após a morte?
Vivia alheia a essa realidade que, mais cedo ou mais tarde, nos chama, sem possibilidade para fugirmos dela.
Rezei chorando, pedi a Nossa Senhora soluçando, pensei na minha Princesa sem mim e nem sei mais o que roguei com fé, mas fraquejando diante de tanta dor...
E lá se foram dias alterados na minha rotina, a possibilidade de ocorrências adversas. E lá se foram os dias, os meses e quase um ano.
Tantos dias de afagos temporários. Julguei-me boa e tive a certeza de uma união perene.
Não, não foi necessário tamanho sofrimento para eu ser acariciada. Deus continua no meu caminho. Que quero mais da vida, norteada por tantos agradecimentos meus?
Leiam, reflitam e comentem, se julgarem oportuno...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

BLOG DE MARIA ELIANA PEREIRA: O TOQUE DO MEU BANHO....

BLOG DE MARIA ELIANA PEREIRA: O TOQUE DO MEU BANHO....: Tinha todos os motivos para tirar uma boa soneca esta tarde. A semana, apesar do feriado, rendeu-me um trabalho danado. Foram Projeto...

O TOQUE DO MEU BANHO....


Tinha todos os motivos para tirar uma boa soneca esta tarde. A semana, apesar do feriado, rendeu-me um trabalho danado. Foram Projetos para análise de todo lado. Isso na Universidade.
Sabe daquelas semanas esbaforidas, onde a responsabilidade fala alto e a gente se apega de corpo e alma, tentando cumprir o que é possível e até o impossível?
Mas, não sei se graças a Deus, espero ter chegado ao final de semana sem amarras profissionais, pois chega um ponto que extrapola as forças e a boa vontade. Valha-me Deus!
Este não seria ou não será o tema central do texto. Abri o caminho , porém não cheguei ao tema suave e delirante que, por merecimento, tenho direito de sobra, mais amplo do que o imaginado.
Pulo de um lugar a outro, falando das minhas vontades, vez ou outra, de mudar o tom das minhas crônicas, deixando de lado este super ego que me abafa e me deixa ser apenas um pedaço de mim.
Já prometi e não cumpri. Há dias em que , não sendo de ferro, preciso escancarar os meus sentimentos, as minhas necessidades e os meus desejos.
Falei, em outros textos, do valor que tem para mim o toque do meu banho e o meu narcisismo exacerbado que eu tento, por vezes, abafar sem razão de ser.
Chegou para mim a maturidade , caminhando lado a lado com outros desejos latentes e outros sutilmente manifestos.
Quem pensa que a década dos cinquenta anos mata a sede do amor , não sabe ou não vive a realidade, por sentimentos púdicos em excesso. Explodem com problemas inventados e reinventados, vivendo e agilizando um tempo que pode estar longe de acontecer.
De corpo e alma, sinto o meu prazer e me desnudo toda , sem razões para esconderijos, pois estou , apenas, vivenciando o que sinto, e o que gosto, sem amarras e sem pudores, a não ser os pecaminosos que eu afasto por muito amor a Deus. Aprendi, introjetei e pratico com muito bem estar a educação passada por meus pais.
E lá se vai a tarde, ainda, guardando em minha alma um certo receio de espantar os leitores desacostumados com a minha forma de escrever.
O escritor é versátil, muitas vezes. E se ele se esconde sob um manto de castidade e se deixa levar por um super ego muito atuante, não é ele.
Dizem que uma relação de amor começa com a transparência. Hoje sou assim...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A SAUDADE DE TODO DIA....


Os tempos mudaram. O dia 02 de novembro já não é vivido e revivido como nos meus tempos de adolescência. Reservávamos esta data para dedicarmos , integralmente, aos mortos , nas visitas aos túmulos e com orações o dia todo.
Lembro-me do meu pai, hoje encantado e tão distante. Não permitia que os filhos fossem à praia e a cor vermelha nas roupas era quase uma proibição.
Os tempos mudaram. Os sentimentos desapareceram e a saudade é a saudade de todo dia.
Confesso, leitores, que as mudanças foram grandes e dignas de registro, mas sinto, ainda , uma tristeza no ar e há uma lacuna que me provoca uma inquietação psico motora que me deixa sensível e no mais , hora em hora, recordo os meus entes queridos, especialmente do meu pai.
Sociologicamente, a vida dá as suas voltas, não sei se para melhor ou para pior. Os shoppings abrem e as praias lotam. A ordem do dia é se distrair. Os mortos são mortos , sem muito direito a recordações.
O dia se passou tão rápido, que a sensação que me dá não coincide com um feriado, mas também, não dedico , como gostaria, a uma reflexão digna de um amor saudoso, fazendo jus à saudade maior. É a saudade de todo dia.
Sinto-me como se nem soubesse o que fazer e como agir. Há em mim um tempo que se foi e uma necessidade de aproveitar o dia. É tudo um tanto diferente e confuso, mas não é aquele de antigamente.
Lá em baixo toca um som e a gente toda se deixa embalar pela música e pelo desejo de balançar o corpo num gingado e num possível esquecimento de alguém que já se foi.
Penso que não há mais sentimento de falta, porém abafo um pranto que me leva a uma tristeza mesclada por outras preocupações, que não implicam um retiro e nem tantas orações. Tantas quantas eu gostaria que fossem.
Na verdade, só posso definir como já disse: há uma saudade no ar ,mas é a SAUDADE DE TODO DIA....