
A dor emocional, que permanece muda, dói e demora a se recuperar, como se a explosão do coração pudesse dar evasão aos temores e rancores guardados e resguardados.
Confesso, leitores, que já fui vítima de momentos imperiosos que fizeram doer a minha alma, como algo desconhecido que roía e corroía o meu ser.
Com o tempo, descobri que tudo tem um limite e uma vez atingido, o ser humano , se não quer ficar sequelado, ou sai pela tangente ou responde com flores ou uma boa dose de resposta tão verdadeira como transparente. Essa reação, por vezes, continua martelando , até que o tempo se encarregue de tornar esquecido o fato, o outro ou as mazelas das inconsequências.
O tempo, ah o tempo , tão senhor das verdades e das razões, tão responsável pela cura dos males sofridos e mazelados.
Hoje estive a pensar no que já fui, no que me transformei, no meu amadurecimento e no que aprendi depois de ter comigo arraigada uma dor do espírito que eu nunca soubera afastá-la.
A solidão, o desprezo e a incompreensão podem ser boas companheiras, se nos fortalecemos com um comportamento que só as vítimas podem ser capazes de tanto...
E lá nos vamos, eu e você , levados por um pânico já domado e incapaz de liberar, novamente, as nossas dores, que se tornaram isentas de um desperdício...





