Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

ISENTAS DE UM DESPERDÍCIO....


A dor emocional, que permanece muda, dói e demora a se recuperar, como se a explosão do coração pudesse dar evasão aos temores e rancores guardados e resguardados.
Confesso, leitores, que já fui vítima de momentos imperiosos que fizeram doer a minha alma, como algo desconhecido que roía e corroía o meu ser.
Com o tempo, descobri que tudo tem um limite e uma vez atingido, o ser humano , se não quer ficar sequelado, ou sai pela tangente ou responde com flores ou uma boa dose de resposta tão verdadeira como transparente. Essa reação, por vezes, continua martelando , até que o tempo se encarregue de tornar esquecido o fato, o outro ou as mazelas das inconsequências.
O tempo, ah o tempo , tão senhor das verdades e das razões, tão responsável pela cura dos males sofridos e mazelados.
Hoje estive a pensar no que já fui, no que me transformei, no meu amadurecimento e no que aprendi depois de ter comigo arraigada uma dor do espírito que eu nunca soubera afastá-la.
A solidão, o desprezo e a incompreensão podem ser boas companheiras, se nos fortalecemos com um comportamento que só as vítimas podem ser capazes de tanto...
E lá nos vamos, eu e você , levados por um pânico já domado e incapaz de liberar, novamente, as nossas dores, que se tornaram isentas de um desperdício...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

QUE PASMEM OS INOCENTES!


A grande procura do meu blog tem me dado um entusiasmo e uma alegria , que me fazem bem. Penso que esse fato proporciona a minha pessoa um bem estar e um tônico para o meu coração.
E lá se vai , caminhando comigo, uma vontade de escrever, como uma dedicação, além da inspiração, que me faz digitar palavras que chegam para ficar e outras que o vento leva.
A noite vai chegando com ares de domínio. Difícil fugir dos mistérios da noite tantas quantas são as suas características, iluminadas, ou não, por uma lua, que às vezes se faz presente e , por outras, desaparece entre as nuvens de pareidolias ...
Esta é a minha hora de solidão e o meu sossego de labutas das quais eu insisto em participarem da minha vida.
Perambulo pela casa toda e penso em mim e em vocês. Rezo o Terço e faço Preces. Não é fácil seguir essa rotina que, para mim, já é quase o meu cotidiano. Aquele momento de felicidade sem a plenitude do tudo. Metafórico, ou não, verdadeiro em sua totalidade.
Leio, geralmente, nesse ínterim, hora em que me deixo avançar nas letras e na minha intelectualidade. Não poderia deixar atrofiar a minha mente. Quando me dedico à leitura, aprendo, torno-me enriquecida e, até, deixo vir à tona aprendizagens de tempos e tempos atrás.
Falava eu da procura do meu blog. Verdade seja dita: quando me dediquei a escrever em blogs não pensei que o meu estilo , tão meu, fosse do agrado de tantos e quantos leitores. Parecia que eu precisava de uma força propulsora para que não deixasse morrer este dom herdado e fruto do meio ambiente em que vivi.
A maturidade foi, para mim, o pulo inicial do que estava latente para eclodir mais tarde. E foi justamente neste momento que eu deixei livre a minha mente, sem amarras e sem tabus impostos, para escancarar de vez o que apertava o meu coração e tolhia a minha alma. Conheci alguns desconhecidos, que nem mesmo eu sabia existirem.
Que pasmem os inocentes!

sábado, 1 de outubro de 2011

A DOR DE UM DESMANTELO....


Dia sim, dia não, bate aquela vontade danada de escrever. Acho que hoje não seria bem o dia. Parece que forcei a barra.
Na verdade, sábado à noite, enclausurada em casa sem destino certo, voltei-me para este meu prazer favorito, sem maiores inspirações.
Tenho lido muito e toda essa leitura me enche de idéias que , por vezes, se misturam e eu acabo alheia às minhas criações que fazem o meu tom.
Ai vida, vida minha, com todas as matizes de cinza , tento tirar dos meus privilégios o melhor que poderia ser bom, ou de quase todo bom...
A vida e suas nuances, indagações e sentimentos que eu deixo descobertos e outros que eu faço adormecer sobre o meu travesseiro, que já se acha guardando tantos e tantos segredos: aqueles sentimentos que eu não poderia acordá-los, tão secretos como pessoais.
Já tentei fazer mudanças. Algumas foram feitas e outras encomendadas. Nem sempre é fácil se desnudar e , também, difícil é segregar a dor de um desmantelo.
Acho que sou o resultado de uma infância inacabada e de uma adolescência curtida sem o sabor de quero mais.
Vivi momentos de adolescência, orientados pela ética profissional do meu pai e pela ética humanitária de minha mãe. Tudo me foi recomendado e encomendado. A finalidade sempre foi o meu bem estar.
Na verdade, na verdade, acho que a falta de opções, que eu deixei sombreadas, foram vividas como se fossem faltas de qualquer outra coisa .
A essa altura, revivo o passado que já se foi, tentando resgatar algumas lacunas que eu deixei perdidas, sem saber o porquê.
Mas, a noite se vai num vazio que eu preencho com os meus devaneios, esperando que a lua resplandecente ilumine a minha vida, mesclada de muitas esperanças. Há muito o que esperar...

* Amo a vida e este sentimento eu mostrei nas entrelinhas....

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

MAS, O TEMPO É INEXORÁVEL.....


Sentada na minha sala, donde posso sentir a ventania que se apresenta como se fosse o mês de agosto, descortino, ainda, o escurecer que torna o início da noite um tanto melancólico.
Estou só. Esse meu estado me leva a pensamentos e a mil reflexões profundas, que eu tento cativá-las ou deixo que se vão, tamanha força arrebatadora que nem sempre são de bom tamanho.
Não lembro do tempo, ou lembro, em que , há muitos anos idos, a minha casa era povoada de tantos familiares que faziam a algazarra de minha infância e de minha adolescência. Parece que acabou-se sem deixar rastros.
Deixo que o meu inconsciente faça me recordar destes momentos, quando a sua voz se torna muito insistente, mesmo falando tão baixinho. Aí , não tenho como fugir. O esquecimento , nem sempre, é fácil de ser dominado!
Mas, o tempo é inexorável. Tantas situações e tantas mudanças se passaram. Chegou a maturidade e com ele as rugas e as rusgas inesperadas e sofridas. Tentativas de voltar no tempo se tornam impossíveis. O espelho mostra a verdade de nós mesmos e o retrospecto do nosso passado, que já não retorna, posto que muito de muitas coisas se acabaram.
Sentimentos meus são vividos e outros revividos. Sinto saudades e sinto a amargura do que haveria de ter se desenvolvido, no desenrolar da vida,e que tomou rumos diferentes e o desencanto tomou o seu lugar.
Estou saudosa de um tempo e esperançosa de outros. Escrevo por dom e faço desses textos uma válvula de escape, além de uma catarse (liberação de tensões ), quando me vejo rodeada de leitores tão queridos e tão fiéis.
Conheço a todos, deixo-me levar pela certeza de que os meus textos são lidos e muito lidos. Perdoo os admiradores em silêncio. Estes, um dia, serão os mais falantes.
Já falei e reitero: sem querer , deixo o legado da dor do arrependimento e , no ar, os meus sentimentos de que levarei para a Casa do Pai o meu Perdão e uma dor, que só Deus irá compreendê-la...
Fiquem em paz, mesmo quando o arrependimento lhes fizer morada. Estarei rezando!!

domingo, 25 de setembro de 2011

AFINAL, AFINAL...


Eram seis horas da manhã e o sol nem despontara. Fiel a minha obrigação de caminhar, levantei-me cedo.
A hora era propícia e o dia prometia ser lindo. Estava de roupa de banho nova e tudo isto junto constituía uma motivação.
Já na praia, reduto de quem mora muito perto do mar de Boa Viagem, fiz o que me era desejado e , até mesmo, imposto. Afinal, afinal. Estresses e sedentarismo não combinam mais comigo, se é que um dia combinou.
Tenho até arrependimentos de x, y e z feitos antes do evento. Fazer mais o que? a não ser nunca repetir a dose. A luz vermelha, quando acende, é sinal de alerta.
O dia estava esplendoroso e substituía os temores da madrugada de insônia, trazendo pensamentos que não podiam e nem deviam acontecer.
Na praia, fiz o que quis: caminhei e tomei o meu salutar (penso eu ) banho de mar.
Borboletas voavam sobre o mar, dando demonstrações de liberdade plena e trazendo, como já ouvi dizer, a felicidade.
Curti esses momentos de corpo e alma. Estava num relax que combina bem com os meus desejos.
Sinto o sol sobre a minha pele, com todos os protetores usados, como sendo a vida que nos torna mais vivos, mais viçosos e, porque não dizer, mais belos.
Neste momento, hora nostálgica e característica comum a todos os domingos, penso, reflito e , até, ouço músicas.
Afinal, afinal, posso sentir melhor uma tarde de domingo que alça voo para mais um dia de labuta. E tudo aponta para o "cotidiano das coisas...."

sábado, 24 de setembro de 2011

Ó TU MADRUGADA...


Ó tu, madrugada,
Fria e misteriosa,
Por que não passas,
Para deixar o sol nascer?
Ó tu, madrugada,
Gélida e cinzenta,
Que tantos pensamentos
Trazes a mim?
Acordada, eu te vejo nua...
Já é tempo de te ir,
Deixa que eu esqueça
O que o teu silêncio
Faz me lembrar:
Da minha dor
E do meu penar...

* tres e quinze da madrugada.

QUE FAZEM MISÉRIAS COM O SER HUMANO....


Nunca pensei em mudar o meu modo de pensar e de me comportar, muito mais rápido do que o tempo ensina. Sempre abrimos um interstício, que nos permite raciocinar e tomar decisões.
A vida , no entanto, tece a sua rede de acontecimentos e , a gente termina por refletir sem tempo para estagnar.
Olha que substituir a companhia do ser humano pela máquina tem sido uma prática constante. Pasmem, vocês, que realmente, foi difícil, mas foi mais rápido do que o imaginado, para mim....Que mudança! Deus dos céus!
Quando tudo era imaginado quieto, ou melhor aquietado, descobri-me num canto qualquer, sem o afeto que sempre devotei e, nem sei o porquê, esperei retorno.
Hoje, tenho o meu notebook como companheiro, substituindo amores e desamores. Crio esse mecanismo de defesa para me defender de malícias e sobretudo dos interesses que fazem misérias com o ser humano, quando presentes em pessoas a quem nunca deixei de amar. O pior é isso: não ter maldades e ser ingênua em proporções não desejadas...é amar sem ser amado.
A natureza é também outro substituto. Quando a gente tem um aliado, como é o mar para mim, ocupo bom espaço de tempo com banhos , que me deixam mais forte e mais viçosa.
Leitores, tenho em vocês uma confiança e um amor virtual tão grande, que me acostumei com os seus comportamentos. Sei os que comentam, os que leem em silêncio, os que estabelecem barreiras, os muito dignos e os que eu tento esquecer com o desprezo que me dão. Tenho medo dos que se calam.
Na semana passada, foi inédito. Irmã minha, quase sem querer, disse que leu o meu blog e que eu escrevo muito bem. Obrigada irmã. Naquele dia, você nem sabe, achei que estávamos mais e mais unidas, como sempre fomos....
Mas, o assunto em pauta, é a máquina substituindo o homem. Esse tema é antigo. Já falavam Tomas Merthon ( Homem algum é uma ilha ) , Padre Mosca( da minha Paróquia) e os solitários que, em surdina, já eram os adeptos, muito mais adeptos do que sabíamos.
Momentos são....
Que eles passem depressa, dando lugar ao Humanismo tão defendido por Nilo Pereira, que eu tive a glória de ser meu PAI!!!