Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

NÃO É FÁCIL....


Tantas traições , tantas atitudes incoerentes, tantas ingratidões e tantos interesses tornam a nossa vida difícil, quando se tem um coração fragilizado, mas coberto de bons sentimentos.
Não é fácil conhecer e reconhecer os verdadeiros amigos , quando se toma consciência de que alguns são sinceros pela metade. Deus dos céus!
Tento administrar a minha vida, viro páginas, sigo novos caminhos e termino caindo na ingenuidade que me é peculiar.
Não é fácil ser vítima de traições, quando estas circundam o terreno da afetividade que deveria existir de todas as maneiras e sem lacunas.
A tarde transcorre de forma avassaladora e ainda há quem fale em fantasias. Melhor seria assim. Sou criativa , mas vivo numa realidade que não me deixa criar fantasmas e nem poesia de criatividade insensata.Para isso, uso o meu intelecto...
Às vezes penso e sempre ajo com sensibilidade, salvaguardando os meus princípios e a minha integridade. Rezo para os bons e rogo por misericórdia.
Não é fácil ter uma vida de incertezas e a inocência que me faz cair na crença dos que já passaram dos limites do cumprimento da bondade, ainda que tenha de trabalhar a sua forma de viver e de conviver.
Não, não é fácil. Faço a minha parte, mesmo percebendo que, se não tenho um limite, termino sendo vítima de injustiças e de ingratidões. Além do mais abomino as traições. Estas ferem às minhas regras de fidelidade, os valores e às pessoas. E que pessoas!
Será que a minha postura é um tanto medieval ou a bondade , a fidelidade, a sinceridade, os remorsos e o bem querer vão embora, quando se esquece os princípios aprendidos?
Nesse caso é necessário capacitação ou só o arrependimento que sucede um imprevisto , por si só, se encarrega de mostrar o lado avesso da felicidade?
Rezo por todos nós e Deus é misericordioso...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

E LÁ VOU EU...


Ai, minha mãezinha, quanta saudade dos nossos tempos de convívio e das nossas conversas regadas a carinho e muitas confidências. Lembro-me que vc sempre me disse que eu não era bem compreendida.
Na verdade, herdei, ou talvez, adquiri de você os meus bons sentimentos, tão raros nos dias de hoje.
E a vida continua como haveria de continuar, sobre alicerces da saudade e de uma falta alucinante e sem remédios.Nem aqueles que você sempre me dava e diminuía a dor, fosse qual fosse ela...
Sabe , mãe, você sempre me fazendo falta nos momentos mais difíceis de minha vida. Não tenho mais a mão amiga que eu apertava, como se dessa maneira pudesse suportar as agruras da vida e ter esperanças no novo dia que , por vezes, me fazia sentir angustiada.
A vida e suas voltas e reviravoltas. E lá vou eu seguindo o meu trajeto debaixo de sol e de chuva, sob o calor de um ombro amigo ou sob os pingos e respingos de quem pensa mais depois que age ou, até, nem pensa.
Aprendi cedo com minha mãe a fidalguia de um gesto, o perdão incondicional, o amor a Deus e a dedicação aos necessitados.
A tarde que se vai é toda uma motivação para eu pensar e repensar. Descobri o quanto vale a bondade que eu incorporei e deixei presa a minha pessoa.
E lá vou eu fazendo novas descobertas, tendo ilusões e desilusões, amando e perdoando,entrando e saindo dos atoleiros.
E lá vou eu sem minha mãezinha junto , atravessando os caminhos tortuosos e perigosos. Aprendendo a andar sozinha, sem a proteção materna.
Desço dos meus tempos infantis, para, muito tarde compreender a maldade humana e desenhar na minha mente um novo mundo que, hoje é o meu mundo. Não importam as adversidades ou as glórias alcançadas!

Deus seja louvado!

* MINHA MÃE PADECE NO LEITO HÁ MAIS DE DOIS ANOS.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

FAZER O QUE?


As lembranças vão e voltam. Recordo-me dos meus tempos de cursinho Pré-vestibular. O professor deu para a turma fazer uma Redação a seguinte frase:
"Há lágrimas que correm pela face e outras que rolam pelo coração." Usei o meu dom de escrever, já de longas datas, e terminei por tirar dez, com direito de ler para a sala toda. Deus dos céus!
Mas, foi hoje, exatamente hoje, que me lembrei do fato com prováveis causas para tanta recordação.
A tarde me provocou uma inquietação psico motora, digna de registro e de consideração.
Havia em mim um choro contido e um porquê escondido. Nem sempre consigo dissimular o meu pranto e mostrar uma face mascarada. Difícil!
Acho que, por essa e por outras, chorei por vários motivos, por razões adversas, por carência afetiva, por injustiças sofridas, por fantasmas criados, por traições inesperadas, por muito amor , por desamor manifesto e por minha mãe doente, sofrida e amargurada, por certo...
É possível que o vazamento de muita água na minha suíte tenha sido a razão menor que eu referi, ao vivo.
Na verdade , havia guardado, o que não é bom, alguns fatos reais e um pranto que eu tentava esconder , manifestando uma "independência" que eu nem tenho de toda.
A tarde tinha tudo para me provocar o reverso desta Medalha, mas a minha fragilidade temporária eclodiu com um choro convulso e , em certas horas, com lágrimas sentidas que molharam, apenas, o meu rosto . Essa foi , talvez, a minha forma de expressão mais coincidente com o meu estado de espírito e mais sofrida.
A vida tem dessas coisas e de outras também. Chorei o pranto que me sufocava até o ponto do seu limite. Esgotei até o término de minha dor.
Acho que dei lugar a um esvaziamento de tensões. Fala-se que quem vê cara, não vê coração. E eu , mais uma vez, me desnudei de corpo e alma para dar lugar a um momento de paz.
Não é assim?
Fala o grande compositor Chico Buarque: Amanhã vai ser outro dia...
Deixei que o meu coração falasse alto. Este era, também, o meu momento, alimentado de "RAZÕES QUE A PRÓPRIA RAZÃO DESCONHECE." Fazer o que?

domingo, 18 de setembro de 2011

PORQUE HOJE É DIFERENTE...


Nem sempre é assim. Hoje é diferente. Bateu-me uma saudade e uma reflexão, um tanto doída, da minha infância e adolescência, onde o meu passado foi o início do que sou agora, acrescido de um legado hereditário que me foi muito marcante e responsável por umas e outras.
Fazendo parte de uma prole de seis filhos, onde ocupava e ocupo o quinto lugar na escala dos filhos, fui mais uma entre os outros todos.
Evidentemente, usando a terminologia e o conceito de Freud, a gente sempre esconde em nós mesmos um pedaço que deixamos guardado numa caixinha de memória.
Mas, hoje é diferente. Recordo , com saudades ou não, de uma série de brincadeiras que transcorriam entre nós e de outras rivalidades que davam lugar a brigas, puxões de cabelos e até aos célebres beliscões.
Nunca me desnudei ao ponto de revelar o meu desejo de ser filha única, podendo assim realizar a vontade de ter o meu quarto sozinha, alimentando o meu traço , também, de perfeccionismo, que seria mais viável.
Não posso dizer que fui tão feliz quanto queria. Alimentava sonhos escondidos que seriam impossíveis de serem satisfeitos pela minha mãe querida, mãe de verdade, abnegada e maravilhosa.

Tímida por natureza, ou não, fui sempre recatada e demonstrei sempre uma satisfação, que não correspondia às minhas verdades, tão escondidas , muito mais do que almejava.
Mas, hoje é diferente. Essas lembranças chegam a mim sem que eu pedisse, sem licença e sem que eu tivesse ido em busca para recordar conteúdos que eu já havia pensado tivesse mandado embora.
Hoje é diferente. Tento mudar a tarde de domingo tão igual a tantas outras e substituo pelo inesperado, não tão bom quanto o meu período de pós-Faculdade.
Nesta fase estava mais graciosa, mais eloquente, mais distanciada dos tabus e mais verdadeira. Posso hoje recordar com muita saudade este período que antecedeu ao meu casamento, a vinda de minha filha querida e ao trabalho, tão importante em minha vida.
Acho que estas minhas recordações estariam para eclodir e, como hoje é diferente, veio à tona e me provocou uma liberação de tensões( Catarse ), que me deixou leve e transparente. Precisava desnudar esta faceta e sentir que os leitores são, agora, mais partícipes da minha vida.
A maturidade me devolveu, ou melhor, me deu uma maior vontade de viver e as minhas experiências, latentes ou manifestas, fazem de mim uma mulher que transborda de desejos, sem amarras e sem pudores injustificáveis. Porque hoje é diferente...

sábado, 17 de setembro de 2011

SEM MEDO DE SER FELIZ!!


Deixem-me que eu saia um pouco do cotidiano e curta a vida num sábado de alegrias tão marcantes, que me fazem fugir das ansiedades difíceis de serem afastadas sem mudanças e sem prazeres.
Deixem-me que eu fuja um pouco do dia a dia um tanto sem graça e traga para mim o sabor da vida , que me faz mais leve e mais fagueira.
Já disse Petter Buffett que a vida é o que você faz dela... Partindo desse princípio, pude hoje aproveitar o que a noite tem para oferecer, buscando um caminho que me conduz a um bem estar saudável e necessário.
A noite estava esplendorosa. Além do passeio na orla marítima, tive a satisfação de jantar em Restaurante que me embalou com músicas suaves e selecionadas para um público refinado.
Deixem-me, assim, que eu esqueça as imperfeições da vida, mudando um rumo que, uma vez traçado, pode ser modificado usando de mecanismos que me permitam ser um tanto mais feliz, um tanto mais eu.
Deixem que eu tenha o privilégio de ser quem eu sou, sem amarras e sem dogmas, livre de obrigações estabelecidas e com direito a assumir a minha própria identidade.
Deixem que eu desfrute de um sábado mais movimentado onde eu tenha o direito de ouvir a luminosidade da lua, por mais sinestésica que seja tamanha colocação.
Deixem que eu volte para casa mais leve e fagueira. Que eu me desnude e que eu vá dormir do jeito que me convier, sem medo de fantasmas e sem necessidade de seguir o que já me foi imposto como pecado que não tem perdão.
Deixem-me que hoje eu me liberte das traições e possa sonhar sem censuras e sem
medo de ser feliz!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

VENCEREI O MEDO...


Inquietações mil
Contrastavam com a sua apatia...
Tudo era um espetáculo
Sem platéia e em surdina.
Era dia e era noite,
Difícil interpretar
Fácil era sentir.
A fórmula tão metafórica
Ficara nos meus pensamentos.
Sorria , espantando os males,
Chorava , escondendo as dores.
Vida, vida nossa,
No entrelaçar das palavras,
A carência afetiva falava alto.
Hoje, não sei quem é você.
Amanhã, talvez,
Vencerei o medo.
Eu serei mais eu,
Você será você...

terça-feira, 13 de setembro de 2011

DE UMA SOLIDÃO ACOMPANHADA...


Debrucei o meu corpo sobre a cama, fechei os meus olhos e deixei que os meus pensamentos dessem asas à imaginação, ao passado, ao presente e vislumbrasse o futuro que, carregado de fantasmas, insistia também em povoar a minha mente.
Não estou só, mas os dias atuais obrigam cada um aos seus compromissos. A sensação que eu tenho, neste momento, é de uma solidão acompanhada.
Penso em tudo e me entrego aos devaneios mais profundos, que me trazem saudades, vivências do momento e de um futuro incerto.Teimo em me deixar vítima de um medo infundado.
As amigas, os parentes e até os aderentes já não me inspiram aquele sentimento de proteção , necessidade esta que fez morada em minha alma. Pergunto-me várias vezes o porquê de omissões (tantas omissões!) e a razão sem razão que me faz perder o sono.
Tenho medos. Estes sentimentos me atordoam. Apego-me aos temores e me deixo cair, muitas vazes, num pranto que não encontra mais a mão amiga e tão afetuosa , que um dia eu já tive. Minha mãe será sempre a lembrança mais viva de que foi para mim: o carinho na hora certa, a doação sem limites, o amor incondicional, a certeza de todas as certezas, quando tantas vezes me vi perdida.
Fechei os meus olhos , que, semi cerrados, não conseguiram deixar que eu mergulhasse nas profundezas dos abismos , às vezes, irracionais, mas tão concretos e presentes nos meus pensamentos e reflexões mais fortes, inimagináveis e secretas.
Estou ávida por desejos que , ainda recalcados, têm sede de verdades.
Vocês , tão vocês, serão, talvez , o meu alento e a esperança de que um dia, caídos em si, serão os meus companheiros sem reservas, sem lacunas e sem desamores...
Deus seja louvado!