Especial!!

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Linda!!!!

domingo, 18 de setembro de 2011

PORQUE HOJE É DIFERENTE...


Nem sempre é assim. Hoje é diferente. Bateu-me uma saudade e uma reflexão, um tanto doída, da minha infância e adolescência, onde o meu passado foi o início do que sou agora, acrescido de um legado hereditário que me foi muito marcante e responsável por umas e outras.
Fazendo parte de uma prole de seis filhos, onde ocupava e ocupo o quinto lugar na escala dos filhos, fui mais uma entre os outros todos.
Evidentemente, usando a terminologia e o conceito de Freud, a gente sempre esconde em nós mesmos um pedaço que deixamos guardado numa caixinha de memória.
Mas, hoje é diferente. Recordo , com saudades ou não, de uma série de brincadeiras que transcorriam entre nós e de outras rivalidades que davam lugar a brigas, puxões de cabelos e até aos célebres beliscões.
Nunca me desnudei ao ponto de revelar o meu desejo de ser filha única, podendo assim realizar a vontade de ter o meu quarto sozinha, alimentando o meu traço , também, de perfeccionismo, que seria mais viável.
Não posso dizer que fui tão feliz quanto queria. Alimentava sonhos escondidos que seriam impossíveis de serem satisfeitos pela minha mãe querida, mãe de verdade, abnegada e maravilhosa.

Tímida por natureza, ou não, fui sempre recatada e demonstrei sempre uma satisfação, que não correspondia às minhas verdades, tão escondidas , muito mais do que almejava.
Mas, hoje é diferente. Essas lembranças chegam a mim sem que eu pedisse, sem licença e sem que eu tivesse ido em busca para recordar conteúdos que eu já havia pensado tivesse mandado embora.
Hoje é diferente. Tento mudar a tarde de domingo tão igual a tantas outras e substituo pelo inesperado, não tão bom quanto o meu período de pós-Faculdade.
Nesta fase estava mais graciosa, mais eloquente, mais distanciada dos tabus e mais verdadeira. Posso hoje recordar com muita saudade este período que antecedeu ao meu casamento, a vinda de minha filha querida e ao trabalho, tão importante em minha vida.
Acho que estas minhas recordações estariam para eclodir e, como hoje é diferente, veio à tona e me provocou uma liberação de tensões( Catarse ), que me deixou leve e transparente. Precisava desnudar esta faceta e sentir que os leitores são, agora, mais partícipes da minha vida.
A maturidade me devolveu, ou melhor, me deu uma maior vontade de viver e as minhas experiências, latentes ou manifestas, fazem de mim uma mulher que transborda de desejos, sem amarras e sem pudores injustificáveis. Porque hoje é diferente...

sábado, 17 de setembro de 2011

SEM MEDO DE SER FELIZ!!


Deixem-me que eu saia um pouco do cotidiano e curta a vida num sábado de alegrias tão marcantes, que me fazem fugir das ansiedades difíceis de serem afastadas sem mudanças e sem prazeres.
Deixem-me que eu fuja um pouco do dia a dia um tanto sem graça e traga para mim o sabor da vida , que me faz mais leve e mais fagueira.
Já disse Petter Buffett que a vida é o que você faz dela... Partindo desse princípio, pude hoje aproveitar o que a noite tem para oferecer, buscando um caminho que me conduz a um bem estar saudável e necessário.
A noite estava esplendorosa. Além do passeio na orla marítima, tive a satisfação de jantar em Restaurante que me embalou com músicas suaves e selecionadas para um público refinado.
Deixem-me, assim, que eu esqueça as imperfeições da vida, mudando um rumo que, uma vez traçado, pode ser modificado usando de mecanismos que me permitam ser um tanto mais feliz, um tanto mais eu.
Deixem que eu tenha o privilégio de ser quem eu sou, sem amarras e sem dogmas, livre de obrigações estabelecidas e com direito a assumir a minha própria identidade.
Deixem que eu desfrute de um sábado mais movimentado onde eu tenha o direito de ouvir a luminosidade da lua, por mais sinestésica que seja tamanha colocação.
Deixem que eu volte para casa mais leve e fagueira. Que eu me desnude e que eu vá dormir do jeito que me convier, sem medo de fantasmas e sem necessidade de seguir o que já me foi imposto como pecado que não tem perdão.
Deixem-me que hoje eu me liberte das traições e possa sonhar sem censuras e sem
medo de ser feliz!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

VENCEREI O MEDO...


Inquietações mil
Contrastavam com a sua apatia...
Tudo era um espetáculo
Sem platéia e em surdina.
Era dia e era noite,
Difícil interpretar
Fácil era sentir.
A fórmula tão metafórica
Ficara nos meus pensamentos.
Sorria , espantando os males,
Chorava , escondendo as dores.
Vida, vida nossa,
No entrelaçar das palavras,
A carência afetiva falava alto.
Hoje, não sei quem é você.
Amanhã, talvez,
Vencerei o medo.
Eu serei mais eu,
Você será você...

terça-feira, 13 de setembro de 2011

DE UMA SOLIDÃO ACOMPANHADA...


Debrucei o meu corpo sobre a cama, fechei os meus olhos e deixei que os meus pensamentos dessem asas à imaginação, ao passado, ao presente e vislumbrasse o futuro que, carregado de fantasmas, insistia também em povoar a minha mente.
Não estou só, mas os dias atuais obrigam cada um aos seus compromissos. A sensação que eu tenho, neste momento, é de uma solidão acompanhada.
Penso em tudo e me entrego aos devaneios mais profundos, que me trazem saudades, vivências do momento e de um futuro incerto.Teimo em me deixar vítima de um medo infundado.
As amigas, os parentes e até os aderentes já não me inspiram aquele sentimento de proteção , necessidade esta que fez morada em minha alma. Pergunto-me várias vezes o porquê de omissões (tantas omissões!) e a razão sem razão que me faz perder o sono.
Tenho medos. Estes sentimentos me atordoam. Apego-me aos temores e me deixo cair, muitas vazes, num pranto que não encontra mais a mão amiga e tão afetuosa , que um dia eu já tive. Minha mãe será sempre a lembrança mais viva de que foi para mim: o carinho na hora certa, a doação sem limites, o amor incondicional, a certeza de todas as certezas, quando tantas vezes me vi perdida.
Fechei os meus olhos , que, semi cerrados, não conseguiram deixar que eu mergulhasse nas profundezas dos abismos , às vezes, irracionais, mas tão concretos e presentes nos meus pensamentos e reflexões mais fortes, inimagináveis e secretas.
Estou ávida por desejos que , ainda recalcados, têm sede de verdades.
Vocês , tão vocês, serão, talvez , o meu alento e a esperança de que um dia, caídos em si, serão os meus companheiros sem reservas, sem lacunas e sem desamores...
Deus seja louvado!

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

UMA SAUDADE DANADA...


O tempo não volta, mas as recordações insistem e persistem em minha mente, trazendo uma saudade danada que alimenta sentimentos de desejos de um retorno, vivido e revivido.
Hoje estou um tanto melancólica, traço este que me acomete vez ou outra, volta e meia e meia volta.
A minha passagem por um colégio, onde os garotos e as garotas eclodiam de felicidade e deixavam transparecer uma jovialidade, sem artifícios e sem cosméticos, deixou em mim um certo desejo de reviver o meu tempo, já que o viver seria impossível.
Lembrei-me do livro de Lya Luft, PERDAS E GANHOS, e procurei me contentar com o que ela escreve, já que amenizava o meu quase sofrimento.
Já em casa, procurei seguir os seus conselhos. Afinal, a minha experiência não teria sido em vão. Além do mais, trabalho ativamente, passeio e me alegro dentro dos limites dos meus limites e há em mim um contentamento que , por vezes, me faltou em plena época de juventude. Ainda me sido atraente em muitos aspectos, que abrangem o intelectual , o físico e o emocional. Momentos de melancolia não são o meu dia a dia. Isso já é muito e o necessário.
Mas, naquele momento, não nego, a impetuosidade dos jovens me levou à vivência de uma saudade doída e muito sentida. Por mais que tente esquecer, não consigo. Confesso que ultrapassei. O sono profundo que eu tirei, nesta tarde, aproveitando as benesses do meu ar condicionado novo, contribuiu para tanto.
Olho-me no espelho e me sinto bem. Não existem rugas aparentes e o bem estar provocado pelo descanso, me faz ver a vida com os olhos de quem ainda tem muito a dar , a receber e a viver. Estou numa fase intermediária sem mazelas e sem mágoas...Que mais quero eu? É a vida....
Mais uma vez, vivo e revivo a minha infância e a minha adolescência. Pesando e medindo, recordar só me traz um passado de felicidade. A minha família , os meus cinco irmãos, tantas brincadeiras, os ensinamentos do meu pai e as doações de minha mãe querida.Nunca mais voltarão, mas nunca deixarão de fazer parte de mim...
Impossível acabar com a saudade. Quando ela bate, se instala nem que passe e dê lugar ao presente.
Os tempos mudaram. Também, não poderia se perpetuarem. A minha filha e o meu esposo dão a mim, hoje, muitos bons motivos para eu curtir a vida. E eu volto à realidade, sentindo a beleza que supera a tudo e a todos!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

E QUE HORA....


Começam novas buscas pelo meu blog. É uma sensação de carinho e apreço que me deixam enaltecida. E haja contentamento!
Deixei que viesse o anoitecer. O Dia da Pátria já não comove a muitos e, entre eles, a mim. As razões não são claras, mas posso dizer que desde a mais tenra idade não fui atraída pelo dito. Era sempre um dia de muito estudo, meu trivial de sempre.
Nunca esqueçam que estudar fez parte do meu viver.
A ida à praia programada para muito cedo não se realizou. Sob um céu nublado e uma ventania significativa, preferi o aconchego da minha cama, muito mais satifatório, talvez, do que a falta dos raios de sol batendo em meu rosto.
O dia passou tão repentinamente , que pareceu ter o relógio muita pressa em trabalhar. Essas percepções não são raras...
E lá se vai o feriado sem deixar muitas saudades. Acho que um sentimento, apenas, de esquecimento.
Vivi um dia tão sem exaltações, mesclado do trivial e alimentado por pensamentos que giraram em torno de expectativas , que são muitas para mim, deixando-me um tanto ansiosa e , ao mesmo tempo, alegre.
É a roda gigante que não para e nem se deixa levar por nada e nem por ninguém.
Sabe, leitores, daqueles dias que o texto sai apenas por sair.
Vou embora tomar meu banho, pois estou mais para os lençóis bordados do que para o clamor das seduções, que também têm a sua hora. E que hora!
Postado por Eliana Pereira às Quarta-feira, Setembro 07, 2011

sábado, 3 de setembro de 2011

DOMINAR A MIM MESMA!


Acordei cedo, contrariando todas as minhas vontades de dormir mais, em pleno sábado, sem trabalho e sem obrigações.
Nem sei se seria este o meu momento para escrever. O escritor tem a sua inspiração e a sua hora.
Levada por uma solidão que não me faz tão bem quanto desejaria, começo a digitar palavras que eu tento fazê-las congruentes ao ponto de parecer um texto, quase um belo texto.
Há um "som" que , em silêncio, me entedia, ou melhor, me deixa confusa quanto a direção que eu devo tomar.
Setembro chegou. O céu está iluminado e o sol já emite os seus raios. Tudo isso me leva a um dúbio sentimento: o de desfrutar a natureza ou o de partir para o que há de urbano, sem graça e sem muitos agrados.
A solidão não constitui o meu melhor estado de ser. Acredito que de tanto conhecê-la já tenho toda a ferramenta para fazer um livro que poderia se intitular A SOLIDÃO QUE EU CONHEÇO.
Na verdade, na verdade, são muitas as solidões. Umas desejáveis e outras que se perpetuam como se difícil fosse sair desse atoleiro...
Mudo o panorama dos meus sentimentos. Ando a casa toda, alimento-me sem freios e me deparo com um silêncio sepulcral, mas que me deixa esperançosa pelo bem que dele pode emanar.
Pensamentos, sempre pensamentos. Provavelmente, espero alguém para substituí-los pelas palavras e pela conversa que me faz tão bem
Os telefones não tocam. Difícil, um pouco, atravessar este momento e, pior que tudo, o desejo de explodir em palavras, deixando de lado o mutismo que me vejo obrigada a suportar.
Talvez, este texto não seja dos melhores. Desculpem, leitores, se hoje não consigo forjar o que se passa no fundo d'alma.
Muita coisa mudou e , na minha condição de aprendiz dos novos momentos, ainda não consegui, de todo, dominar a mim mesma!