Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

domingo, 28 de agosto de 2011

E ÀS MINHAS VERDADES...



Sentada no sofá de minha sala comecei a observar , através das cortinas, o panorama urbano da minha linda Boa Viagem. Era um momento só meu e eu tinha necessidade de ver o adiantamento dos lindos e altos Edifícios, como se fosse único este momento. Talvez, até fosse. Ou é!
Domingo é sempre domingo, com seus momentos maravilhosos e alguns um tanto melancólicos.
Hesitei em fazer esta crônica. O escritor ou se desnuda tanto quanto eu, ou camufla determinados fatos para não dar lugar a uma possível tristeza, que poderá parecer,aos olhos de quem lê, uma pessoa infeliz ou solitária. Não é o caso, penso eu, que vivo muitos momentos de paz e de prazer.
Acho, porém, que ando brigando um pouco com o princípio lógico da identidade (O que é, é; o que não é, não é.). Essa luta se trava em minhas entranhas, para não deixa-la transparecê-la ao público.
Como já disse, em outra ocasião, poderia , nesse caso, parecer uma contestação, que eu deixei de adotar na minha vida.Isso me fez bem....
Na tentativa de não alimentar qualquer pequeno traço de sofrimento, luto contra o que é e o desejo de que não seja.
Não sei se falo por metáforas ou utilizo uma defesa como mecanismo, muito conhecido pelos psicólogos.
Mas, a minha observação, pelas cortinas, constituiu um, quase, bom momento. Precisava abstrair o que nunca pensaria viesse a me acontecer.
Estou, novamente, pensativa. As reflexões fazem parte da minha vida. Deixo , mesmo, para a posteridade , o direito de lerem e relerem o que escrevi e dou lugar aos meus leitores, presentes e ocultos, a sensação de sentimentos, alguns nunca manifestados.
Interessante a vida: de tudo existe. Existem os que me apreciam e revelam, os ocultos, os possíveis arrependidos no futuro e eu, tão eu, dotada de muitos bons sentimentos, como tantos outros.
A crônica , eu quase hesitei em escrevê-la. Sem juízos de valores, guardem para a posteridade. Com certeza, darei lugar a julgamentos vários. Não pude deixar de desabafar. Aplausos à minha transparência e às minhas verdades...
Postado por Eliana Pereira às Domingo, Agosto 28, 2011 0 comentários

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

QUE DE HUMANO TAMBÉM ENTENDO....


Incrível como a vida passa e a gente nem pensa. Incrível como os amores, sob todas as formas, assumem, às vezes, um estado de sentimentos opostos e a gente nem sabe explicar.
Insistimos em mudar tudo e todos e chegamos à conclusão que, apesar de muitos artifícios, fica difícil fazer retroagir no tempo. Ficamos na doce ilusão de uma esperança que, nem sempre, nasce ou renasce.

Estou em meio da noite, acordada e reflexiva. Luto por um sono, mas me conformo com a realidade do sábado ,amanhã, sem obrigações e sem trabalho.
Neste momento penso em tanta coisa e me perco nas justificativas que quisera pudessem existir.
Mas, a vida tece a sua rede de bons e de inusitados momentos, que pensar em seus motivos não levam a uma razão de ser.
Acho que , no final das contas, é a roda gigante que não para. Percebemos coisas inimagináveis: uns em cima e outros em baixo, trocando de lugares quando o OUTONO chega.
Concordei com minha irmã, ontem, quando me falou que o melhor de tudo é não contestar. Usando as palavras que o Advogado sempre usa,como também faz minha filha Lú, fiquei a pensar...
Sozinha em meu canto, completei de mim para mim: ela tem razão. Diminui o estresse e a paz se faz maior.
Mas, é noite, madrugada. É a hora em que tantos pensamentos saem à tona e os desejos recalcados afloram em nossas mentes. Afinal, somos feitos de carne e osso.
Falava Freud, na sua linguagem carregada de conteúdos libidinosos, que este (LIBIDO ) persiste e acontece , até mesmo, sem motivos manifestos. E haja interpretação e haja Psicanálise e haja eu que de humano também entendo...E também vivo...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

E O RESTO É RESTO!


Nem sei o que pensar. A realidade é, às vezes, tão insignificante, que não me dá vontade nem sequer de me deter em maiores delongas.
É mesmo: o Poder deve subir á cabeça, embora tão efêmero seja o seu período e tão lugar comum para mim, que nada me incomoda quando o tema é este.
Convivi e , até, convivo com entes queridos que , como diriam alguns, ocupam um lugar ao sol e me dão a certeza de que , ensinados e orientados, pela educação de nosso pai, sabem da verdade do que passam e não se expoem através do que não constitui a felicidade. Valha-me Deus, os que pensam ao contrário.
Sem nomes e sem sobrenomes, achei tão sem cabimento o fato que me aconteceu ontem, que sem gostar de ter pena de alguém, terminei por ter.
A figura perguntou-me se sabia com quem eu estava falando. Dono de um pequeno poder, achou, talvez, que me intimidasse com tamanha colocação.
Na verdade, na verdade, estou num patamar de vida real que respondi com o que poderia intitular de resposta certa na hora certa.
Meu pai,já falecido,escritor de inúmeros livros, ex político, Docente da UFPE, Advogado, era tão simples e honesto, que tenho em mim arraigados os sentimentos de humildade e a certeza, mais que certeza, que tudo passa. E como passa.
O pior, leitor amigo, é que terminamos num lugar tão próximos, que não valeria à pena tanto orgulho numa terra que nos há de comer.
Faço esta crônica não porque o fato tenha me incomodado. Muito pelo contrário, não poderia haver razões para tanto. O meu passado e o meu presente agregam tal poder, ou se duvidar, muito mais!
De que me adiantariam a soberba e o desejo de me sobressair, diante , apenas, de um mundo que faz do humanismo bem menor do que a tecnologia, sem coração e sem afeto?
Às vezes, ou quase sempre, vivo esses momentos com muita leveza. Afinal, se tivesse que ser concorrente, estaria talvez num degrau superior ao que imaginam aqueles que abominam a solidariedade e o bem querer...
Afinal, sou um grão de areia como todos são....coitados dos arrogantes e, até, ignorantes da realidade de que Deus nos espreita...
Só quero distância. E o resto é resto!

domingo, 21 de agosto de 2011

INSTRUMENTO DE NARCISO....


Nem parece que hoje é domingo. Acordei cedo, depois de uma noite de comemorações e salões abertos para mais uma curtição.
O meu aniversário teria que ser assim: comemorado e repetido mil vezes, se assim pudesse.
Vocês não imaginam o quanto bombou e o muito que eu celebrei, com tantos amigos , demonstrando um amor e uma amizade que estava eu longe de imaginar.
Este contentamento me fez bem. Também pudera, não fosse assim.
Passou o dia dezoito e continuaram as congratulações inesperadas e gratificantes.
Com um coração benevolente, sei que sou amada e o quanto foi a torcida para que me vissem tão bem, quanto estou: "divina e graciosa."
O comentário que me veio de Portugal falou bem, de modo, divertido , mas verdadeiro, da minha majestosidade.
Acabo de receber congratulações advindas dos Estados Unidos, através do meu facebook. Pelo visto, sem tom jocoso, percorri o mundo quase por inteiro. Pelo menos, estive em Portugal, Alemanha, ESPANHA e França. E, ainda, nos States.
Cheguei a pensar que tantas comemorações, de tantos amigos presentes, na proximidade , ou não, de um desfecho inusitado não há quem se arrependa da ausência ou da presença oculta.
Tenho, apenas, que dizer que dois docentes, que eu muito gosto, se fizeram distantes. É a hora de perguntar veementemente: que houve?
Arrependimentos doem muito. Fujam deste sentimento, antes que não possam mais, pois o perdão eu já lhes dei, com risos e sem mágoas. Dei a justificativa de esquecimento.Na verdade, estou brincando.
Mas, a noite foi longa. E os preparativos do desfecho. A camisola e os lençóis de bordado inglês. O espelho que eu fiz instrumento de Narciso. E a noite que findou tão tarde.
E eu que renasci, enganada, ou não, do meu final, da proximidade do encantamento ou da distância do que deixarei de póstumo.Guardem as minhas palavras. Poderão ser importantes....

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

DIVINA E MAJESTOSA...


Aniversário é aniversário. Não há como fugir deste dia que acontece ano a ano.
E ontem foi o meu. Diria que as comemorações foram muito mais do que eu esperava, sem falhas, sem faltas, sem argumentos e sem lacunas. Tudo foi tão bom, que diria que foi quase perfeito, já que a perfeição só encontramos em Deus.
As preparações superaram os outros anos. O meu Discurso na UPE demonstrou bem que havia uma causa justificada. Celebramos duas vezes. Houve a consagração do meu Renascimento.
Quem me conhece, sabe bem o quão contente estava eu, concentrando duas festas que aconteceram pela manhã na UPE e à noite em Restaurante da mais alta classe.
Não houveram convites. Intitulei o Dia como a comemoração que agregou aos que muito gostam de mim.
Além de tudo 45 telefonemas, 35 mensagens . Meus irmãos que se disseram presentes através de telefonemas bastante afetuosos e recheados de muito carinho. De cada casa ou de quase todas, tive as minhas sobrinhas que se revelaram com tantas felicitações. Não julgava ser tão querida pela juventude, cúmplices dos meus sentimentos puros
Mais do que nunca, avaliei a dimensão do amor que nutrem por mim tantos amigos e colegas de trabalho, sem falar na família, minha amada família, que nunca me abandonou.
Amanheci agraciada pelo carinho de meu esposo e de minha filha muito querida , que não poupou palavras e nem presentes. As suas mensagens me levaram às lágrimas, pois sua inteligência foi buscar no mais profundo inconsciente as músicas,que condiziam com o que ela sente por mim. Afinal virei "divina e majestosa."
O dia foi maravilhosamente vivido, muito mais do que alimentei as minhas expectativas. De nada e de ninguém senti falta. Também não existiram faltas. As pessoas que gostam de mim pareceram ser muito mais do que eu imaginava.
Muitos saíram dos seus Castelos para me abençoarem e dizerem, veementemente, que ultrapassei os limites entre a vida e a morte porque tenho um CORAÇÃO muito bom. Sorri e me perguntei: COMO PODE?

domingo, 14 de agosto de 2011

FORAM DECLARAÇÕES TROCADAS...


Ainda passam das vinte e duas horas. Nem sei o motivo real que me fez quase passar o dia para escrever uma crônica sobre o Dia dos Pais.
Tive ímpetos de passar em branco, como se a emoção forte já não mais pertencesse a minha pessoa.
Há uma grande saudade do papai, de toda a nossa cumplicidade, da nossa família unida e reunida em torno da figura maior. Tantos ensinamentos e tantas heranças intelectuais.
Hoje , tudo isto terminou. Paira no ar a memória que não nos deixa esquecer quão feliz o nosso pai nos fez.
O tempo passa e , de repente, a figura do nosso pai se faz presente, mais presente ainda. Lembro de tantos momentos juntos, das conversas trocadas, das confidências feitas, das suas emoções e dos seus medos.
Papai sendo único para nós e sendo o homem doente que tanto pediu para não se ir. Das orações que nos pediu, dos instantes de felicidade e dos seus últimos momentos.
Papai , que eu chamei para me socorrer na minha maior aflição que tive.
A vida e as suas mudanças. Eu e meus irmãos sem a figura paterna, sofrendo juntos e nos agarrando ao legado que por ele foi deixado.
Dá uma vontade de viver o presente e acrescer o passado, como se retroagir fosse possível , sob uma esperança ausente por forças da razão.
Por outro lado, a homenagem da minha querida filha ao seu pai. Um pai dedicado, amoroso, orientador dos passos que mostrou a ela a realidade da vida, que, precocemente, lhe apontou, com carinho, o caminho do seu crescimento.
Esposo e pai, ao mesmo tempo, cumpridor de tudo que prometeu e como responsável que é.
Juntos, num almoço íntimo, em Restaurante onde só pais faziam a festa, comemoramos a felicidade do dia que se repete sempre, mas que hoje se fez maior. Foram presentes e foram palavras, foram declarações trocadas e o texto desde a mais tenra idade, quando ela repetia : Da sua única e querida filha, Lú.
Aos pais tão pais quanto ele e quanto ao meu pai já encantado, guardado no meu arquivo abstrato, um mundo de FELICIDADES!
Postado por Eliana Pereira às Domingo, Agosto 14, 2011 0 comentários

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

VERDADE SEJA DITA....


Acho que tinha muitos motivos , guardadas as grandes preocupações com figura fraterna doente, naquele momento. Vou rezar e tudo passará. Meus entes fraternos nunca serão rejeitados. Tenho um temperamento sublime, quase perfeito.
O fato é que amanhecera bem. A noite tinha sido bem dormida e bem tranquila. Trazia um semblante saudável e me vestia de maneira a me ajudar a constituir um bem estar , que penetrava na minha alma, tal qual eu sempre quis.Estava me sentindo jovem e chique...Perdoem a modéstia declarada!

A gente percebia que eu estava quase saltitante. Nem todo dia é assim. Saí explodindo de contentamento. Existiam, hoje, momentos que acarretavam a manifestação desta conduta. Mas, o pior é que tornar público é difícil.
Sexta- feira um tanto atípica, sem sombras de inquietações que fazem parte, também, de uma semana que termina sem novidades boas, como dizia minha mama.
Hoje foi diferente.
Escrevo este texto, pois é de obrigação e , até , de prazer meu externar o tamanho da beleza que preenchia o meu dia. Acho que dou asas à imaginação e passo adiante o que há de bom nesta vida tão complexa, muitas vezes, mas nem sempre.
Estranho como toda esta sensação me levava a sentir uma juventude que ainda insiste em habitar em mim.
Amadureci amando o que há de bom e conservando traços de contentamento, quase, infantiis, que me impulsionam e me deixam mais leve,mais solta e fagueira.
E a noite chegou . Já em casa , o ambiente lapidado, evidentemente, deu continuidade ao meu humor que pululava de satisfação.
Penso que estou mais nova, mesmo com a aproximação do meu aniversário, dia 18 de agosto. É o que referem os amigos queridos, não só para me verem feliz como por verdade seja dita.
Quero brindar a vida, a minha vida. Quem passou pelo que passei, vivi outra vez e só me resta comemorar. Aqueles que me aninham e me cativam estão na lista das palmas , mil vezes palmas...


Postado por Eliana Pereira às Sexta-feira, Agosto 12, 2011 0 comentários