Ando às voltas com as minhas brigas internas. Bem, que por fora me mostro bem comportada e utilizo de todos os mecanismos para manter um bom controle.
Quando a gente se encontra na década dos 50, surgem mil indagações, umas tantas reflexões e outras quantas respostas que não teriam vez em tempos de juventude.
Lembro-me que o meu pai dizia que em casa era um ,pelo tratamento íntimo que recebia, e fora era outro , muito reconhecido e louvado.
Acho que algo parecido passa comigo, não tanto , mas quanto.
Estou matutando em mil pensamentos. Ao meu redor , encontro de tudo. Os que se lamuriam sem necesidade, ou sim, os orgulhosos por merecimento ou "por coisa nenhuma", os agradecidos e os odientos. Existem aqueles que pensam , cada um a sua maneira, seja plausível, realista ou até louvável.
Insisto muito no tema de que tudo é uma questão de valores. Não importam as justificativas. Importam ,sim, os valores que atribuem as suas condutas.
Vejo gente desfilando em carros esplendorosos, sem que tenham exatamente o que substancialmente deveriam comer, sem terem Planos de Saúde e lá se vão as mil precariedades que poderiam possuir, quando o ostentar é o seu valor principal.
Eu, nunca pude imaginar parar numa UTI de Hospital, ser cirurgiada e submetida a implantação de stents. Fôra eu uma desprovida de responsabilidades, estaria fazendo uso dos proventos para coisas fortuitas e irrisórias.Que Deus seja louvado!
Conversa vai, conversa vem, pois hoje estou para pensar e matar o tempo, interessante o que ouvi hoje de colega minha no corredor da Universidade.
Disse-me ela: olha, desde que lhe vi que achei que você é uma pessoa boa. Vi muito mais: que você tem um coração muito bom...
Tocou no meu ponto chave, doído e sofrido. Melhor seria ter o meu coração de verdade bom, do que uma afetividade e uma generosidade tão presentes. Será?
Fico à cata das respostas de meus leitores. Afinal, afinal, com tudo que penso , ainda estou muito em paz!E que cada um construa a sua felicidade....e que a solidariedade nunca falte...





