Especial!!

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Linda!!!!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

TUDO É UMA QUESTÃO DE VALORES....


Ando às voltas com as minhas brigas internas. Bem, que por fora me mostro bem comportada e utilizo de todos os mecanismos para manter um bom controle.
Quando a gente se encontra na década dos 50, surgem mil indagações, umas tantas reflexões e outras quantas respostas que não teriam vez em tempos de juventude.
Lembro-me que o meu pai dizia que em casa era um ,pelo tratamento íntimo que recebia, e fora era outro , muito reconhecido e louvado.
Acho que algo parecido passa comigo, não tanto , mas quanto.
Estou matutando em mil pensamentos. Ao meu redor , encontro de tudo. Os que se lamuriam sem necesidade, ou sim, os orgulhosos por merecimento ou "por coisa nenhuma", os agradecidos e os odientos. Existem aqueles que pensam , cada um a sua maneira, seja plausível, realista ou até louvável.
Insisto muito no tema de que tudo é uma questão de valores. Não importam as justificativas. Importam ,sim, os valores que atribuem as suas condutas.
Vejo gente desfilando em carros esplendorosos, sem que tenham exatamente o que substancialmente deveriam comer, sem terem Planos de Saúde e lá se vão as mil precariedades que poderiam possuir, quando o ostentar é o seu valor principal.
Eu, nunca pude imaginar parar numa UTI de Hospital, ser cirurgiada e submetida a implantação de stents. Fôra eu uma desprovida de responsabilidades, estaria fazendo uso dos proventos para coisas fortuitas e irrisórias.Que Deus seja louvado!
Conversa vai, conversa vem, pois hoje estou para pensar e matar o tempo, interessante o que ouvi hoje de colega minha no corredor da Universidade.
Disse-me ela: olha, desde que lhe vi que achei que você é uma pessoa boa. Vi muito mais: que você tem um coração muito bom...
Tocou no meu ponto chave, doído e sofrido. Melhor seria ter o meu coração de verdade bom, do que uma afetividade e uma generosidade tão presentes. Será?
Fico à cata das respostas de meus leitores. Afinal, afinal, com tudo que penso , ainda estou muito em paz!E que cada um construa a sua felicidade....e que a solidariedade nunca falte...

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

QUE EU ABOMINEI...


QUE EU ABOMINEI...
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Não estou triste, mas pensativa. Depois de um dia e uma noite exauridos, encontro-me na Universidade, que eu tanto amo.
Recordo com muita nitidez que ontem, quando já iniciada a exaustão, não tinha mais como suportar ver a minha face refletida num espelho, tal qual poderia significar a minha tristeza.
Mas, a vida não é como se quer e nem podemos mudar as coisas, como desejaríamos. Bom seria , se pudéssemos...
Exatamente ontem fui parar, por obrigação ou por prazer, num evento onde a sala era toda decorada, canto a canto, num espelho de grau, que me mostrou, sem esconderijo, as imperfeições da maturidade.
Impossível acreditar que a vida havia me preparado este momento que eu abominei, tal qual o grande escritor Oscar Wilde no século xix, tão narcisista e tão avançado para a sua época.
Não estou triste e, sim, muito pensativa. Melhor seria que eu pudesse esquecer que existiu uma juventude dourada, onde a beleza natural era,para mim, muita coisa. E até mais do que o leitor possa imaginar.
A maturidade me deu experiência e as aprendizagens foram muitas. Tudo isto não me foi suficiente para que eu abandonasse a minha sensualidade estética , inerente a minha pessoa.
O texto assim começado e já avançado, posto que não pretendo me estender, deu-me o que refletir, mesmo eu não querendo perseverar nesta tecla.
Pensei em tudo. Pensei em vocês leitores. Mas, era necessário um desabafo .
O espelho da sala do evento tinha a característica de aumentar tudo. Exaurida , de corpo e de alma, estava atônita e estarrecida. Impossível modificar a vida. Mais impossível , ainda, deixar de querer cultuar a beleza juvenil, pois cresci e amadureci , trazendo arraigada a minha pessoa esta característica, da qual não conseguia me livrar...
Terríveis as sensações experimentadas. Estava mais distante do que já fui. Com todos os enriquecimentos da minha fase atual, pretendia voltar no tempo, que jamais voltaria.
E este não poder voltar doeu em mim , como vocês leitores estariam longe de imaginar.
Voltando a minha Universidade, com trabalhos a fazer, vou tentar esquecer que a minha juventude existiu...
Hoje desnudo um sentimento com clareza. É assim que vocês chegam a conclusão de como sou eu, sem máscaras e sem camuflagens!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

ANTES QUE SEJA TARDE...


Causa-me estranheza e ,até, tristeza as várias faces do homem, intercaladas por tantas e quantas mudanças.
Não sei se já é hora de chorar ou de sorrir. Um dia estou assim e outro dia sou o oposto do ontem, causado pela insegurança fatídica que não me deixa ser uma só.
A Psicologia me ensinou muita coisa e me deixou preparada para, terapeuticamente, ajudar o outro.
Bom seria que sempre encontrássemos o nosso vizinho preparado e aberto para nos ouvir e para refletir.
Momentos são momentos. Não restam dúvidas. Só não os imaginava tão mutáveis quanto pouco verdadeiros.
A vida sofreu mudanças. Também pudera assim não fosse. Dentre elas a evolução da tecnologia, a violência desenfreada e o desconhecimento gradativo do nosso vizinho. Que horror!!!!
Imaginem, leitores, o quanto é difícil agir e formar juízos de valores. Entendam como quiserem ou como puderem. O certo é o incerto. O amanhã, tão bem preparado, é o ontem que nunca se fez presente.
As ilusões nos levam ao apogeu de uma "felicidade" enganadora e pavorosa. Levam aos maiores degraus da gangorra e nos soltam do alto, sem dó e sem piedade.
Mundo, mundo meu, quando imagino que aprendi, volto à estaca zero e, novamente, ingenuamente, me vejo atada e enganada por sonhos que nunca se tornarão realidade.
Que dizer da vida, finalmente? Os terapeutas fazem a sua parte e a gente assimila e pratica no momento que nos é conveniente.
Estou presa a conceitos que , talvez, não deveria ter aprendido. Tenho bons sentimentos que, às vezes , parecem ´dispensáveis.
É a vida contra a própria vida. É um quê de angústia no ar e a necessidade de sobreviver. Se não para todos, para muitos outros....
Que a razão prevaleça, antes que seja tarde!!!!
DÁ PARA ENTENDER?

terça-feira, 2 de agosto de 2011

NOS BATENTES DA CAPELA...


Doces lembranças de velhos tempos , onde a inocência fazia parte de nossas fantasias tão temporárias. Não existiam maldades e nem leviandades...
A tarde de hoje me levou a rememorar antigos tempos e saudades de meu colégio, sem mentiras,sem competições, cheia de sonhos, mas tão passageiros.
Para onde foram as minhas colegas , que eu nunca julguei não vê-las mais? Era tanto apego, tanta união e tanta cumplicidade. Sentávamos nos batentes da Capela e ali fazíamos planos e sorríamos com tanta pureza e tanta certeza de uma amizade para sempre.
Imaginei hoje que seria impossível prever que amizades tão consolidadas, ou não, se acabassem sem despedidas, numa fração de segundos. E assim aconteceu.Aconteceu mesmo.
Veio a formatura de nível médio e o desenlace em frações de segundos. Porventura, como imaginar que todas as minhas colegas seguiriam caminhos, talvez, opostos e a vivência , que parecia para sempre, desaparecesse no tempo, deixando uma melancolia e uma saudade , que eu contive por não ter outro caminho?
A tarde me traz hoje um quê de pensamentos distantes e me faz crer nas mudanças inesperadas e no passado que eu julguei futuro.
Ledo engano. A vida e suas nuances. As contradições do esperado. O mundo que se transformou. O agora que pode desaparecer...Deus dos céus.
Às vezes , tenho medo de encantamentos. Tenho medo dos finais e das incertezas do para sempre.
Tanta saudade e tantos dissabores. Penso em Bernadete, em Sônia, Lígia e Ana Maria. Parece que , se fosse possível, retroagiria no tempo e combinava com vocês para nunca nos distanciarmos.
Assim , como sinto a falta de vocês, procuro experimentar a vida em seu momento exato. Será sofrível mudar e este pavor , eu deixo trancado nem que seja no inconsciente.
Valha-me Deus!!!

domingo, 31 de julho de 2011

FELIZ PELA METADE...


Não sei se hoje seria o dia mais adequado para eu escrever. Situações adversas das quais me envolvi, deixou-ne intranquila e , mais que isso, estressada.
Mais um final de semana vai se passando. Aos trancos e barrancos, fui criando mecanismos de defesa para que vivesse e sobrevivesse.
Entre tantos e quantos, venci as batalhas, mesmo que tenham ficado sequelas, que a gente vai derrubando por necessidade.
Falo por metáforas. Por linhas e entrelinhas, no entanto, dá para o leitor entender que matei leões e amansei gatinhos.
Não viajei, como se é de imaginar. A minha viagem se restringiu a uma volta em torno do quarto, onde os pensamentos, profundamente, foram ativados e dos quais tirei sentimentos e conclusões, que apontam para o melhor.
Um dia, serei capaz de ser mais clara e os fantasmas aparecerão vestidos, sem necessidade de , vocês leitores, decifrarem o que pareceu encoberto.
Quando falo por metáforas, é porque o momento de me desnudar ainda não chegou.
Sinto, agora, neste momento, um contentamento que me gratifica e me faz bem, sem necessidade de pedir ou de procurar o inatingível. Também, não é fácil, a toda hora, senti a paz celestial tão desejada.
Penso que quebrei a pausa de reclusão das crônicas do blog por desabafo, nem que apareça camuflado. De qualquer forma, meus leitores antigos, já me entendem latente ou manifesta.
Estou feliz pela metade. Essa felicidade plena , nem é fácil de encontrá-la e nem pretendo neste instante tamanho bem estar.
Nada impede de continuar a pausa no meu blog. Esse texto surgiu "de supetão" e a roda giratória da vida leva a gente para mil lugares.
Se lerem de forma meticulosa, provavelmente darão um comentário de jeito comedido. É a hora de esperar por vocês e de me vangloriar só pelo fato de que fui lida. Esta é a glória de todo escritor: escrever e saber que alguém tenha lido...

sábado, 23 de julho de 2011

CONVERSAR COM DEUS...


Tenho vivido um momento de muitas reflexões. São incertezas, talvez, que o indivíduo tem nas suas melhores fases, ou não.
De qualquer forma, estou fazendo uma certa pausa no meu blog. Preciso mudar alguns valores, mesmo tarde demais ou num período que poderia ter sido muito antes.
Durante todo este tempo tenho conhecido e DESCONHECIDO pessoas. Esse sentimento, nem sempre, me proporciona uma homeostase. Sem equilíbrio, não é fácil.
Dúvidas e várias interrogações permeiam a minha mente e eu me vejo sozinha perdida, talvez, nas respostas que não são fáceis de achá-las...
Confesso, leitores, que sempre quis pesquisar sobre interesses de um indivíduo em relação a outras pessoas. Deixei para lá e essa lacuna ao me perseguir, deve ter me proporcionado um estado de ansiedade, que eu tento e não consigo me livrar dele.
Com tantas indagações, ainda, acho que o meu trabalho pode ser a minha válvula de escape. Será?
Há em mim , de repente, um aperto no coração e uma opressão no tórax, que luto e reluto para conviver com eles, mas tudo é muito difícil.
Um dia , prometi me desnudar e vou fazê-lo com o meu corpo e com a minha mente.
As decepções me fazem mal e o não entender tanta coisa parecem ser prenúncio de um final , que gostaria de retardá-lo.
Sempre digo que não se deve fazer nada que dê lugar a arrependimentos.
Ando navegando num barco que me "presentearam", porque eu não sei...
Com tranquilidades e com sobressaltos, vou , tudo indica, deixar o blog por algum tempo. Essa decisão trará saudades para alguém e , quem sabe, alguns regozijos.
Fazer o que? Também tenho o direito de parar , um pouco, o tempo. E que Deus, quando me levar, eu vá sem choros , sem beijos e sem arrependimentos. Esses comportamentos não me farão bem.....
Em vida , fui o resultado de muita incompreensão. Mas, tudo tem a sua razão. Fiquem em paz. Já é tempo de conversar com Deus.

sábado, 16 de julho de 2011

É A VIDA....


Não é com demasiada frequencia que dou asas à minha imaginação, buscando lugares ou construindo castelos de areia , provavelmente, irrealizáveis.
Talvez, o dia de hoje tão chuvoso como movido a frio, tenha feito com que eu me transportasse e, mentalmente, imaginasse o que nunca tenha passado em meu caminho.
Interessante o indivíduo e um tanto engraçada a vida, como me parece raríssimas vezes. No mais , a vida é muito complicada, principalmente quando não sabemos buscar os mecanismos necessários.
Mas, essa tarde, quase, bucólica, um pouco escura, fez me sentir na Suíça. A Suíça que eu vi nos livros e em filmes.A grande Suíça... Exatamente no frio invernoso dos seus seis meses. Sinto-me bem.
E nessa minha imaginação, senti-me de capuz, com as roupas mais pesadas possíveis, em lugares regados ao vinho e ao bom queijo.
Extremamente digno de uma interpretação Freudiana, quando a Suíça nunca esteve nos meus sonhos, ou teve, e a minha mente e os meus desejos nunca passaram por este lugar, conscientemente..Deve haver uma mistura de conteúdos pensados ontem e , por certo censurados. Não esqueçam que sou Psicóloga.
Há sempre uma explicação para tudo, ou não. Esse deslumbre alucinado é inédito, mas no caso sem aparentes explicações. É a vida ...E alguém poderá explicá-la.
Se não sou dada ás imaginações raras, um dia , como este, surgiu do nada ou do fundo do meu inconsciente.
Quem sabe precisasse experimentar o frio de sentimentos, que eu desprezo, mas que , talvez, na pele fosse necessário para mim. Fosse mais concreto e mais verdadeiro.Mais real.
Deixo tudo para os psicanalistas. Precisava relatar a minha vida desde o comecinho, não é? e aqui não dá , não dá mesmo.Nem eu quero, jamais.
Dia ,ou quase noite, eu respiro o vazio do tempo e o preenchimento das horas, num redundante vai e vem , onde de forma contraditória, eu conheço e reconheço a alegria de viver.
Entenda quem puder. Caso contrário, guarde o texto no seu baú das memórias esquecidas...Assim fará o melhor, leitores queridos...

(*) Crônica postada hoje, domingo, 17 de julho de 2011, em PORTUGAL, no blog de Ceicinha Câmara: NOTÍCIAS DA LUSOFONIA.