Especial!!

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Linda!!!!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A QUASE LOUCURA DENTRO DE MIM...


De todas as maneiras, tento esquecer aquele dia, aquela noite fatídica , que eu recordo a cada momento, sem que eu devesse lembrar por muitas razões e por diversas consequencias que poderão advir.
Nem sei se sou a mesma depois desse acontecimento. Tantas inquietações, tantos temores, tantos suores e tanto sofrimento. Aquele telefonema suplicante, carente de uma voz e que nem chegou a ser atendido.
Meu Deus jurava que ia MORRER...
Pensamentos insistiam em se misturar em minha mente. Pela primeira vez , pensei na morte e no depois, no céu, no inferno, para onde iria, como ficaria aqui em minha casa.
Depois, os afetos, os comportamentos de doação, as dúvidas, os clamores, a insegurança e a quase LOUCURA dentro de mim.
A gente dorme bem e se acorda sob o impacto de um infarto. A minha resistência e a minha insistência em viver, me trouxeram para casa. Os afetos dos meus entes queridos, os presentes, a mudança do visual da casa. Enfim, os parentes por laços sanguíneos,os amigos, as preocupações e o final. Este, doeu demais.
As decepções e os dissabores. O esquecimento do que passei, a falta de temores dos destemidos. Eu e o meu TERÇO...
Perdão, leitores, prometi só falar em alegrias doravante e , hoje, quebro a promessa por amor a um pensamento meu que , se não manifesto, iria corroer o meu ser, muito mais profundamente do que poderia vocês pensarem.
Lembro que imaginei que havia conquistado o amor de todos os amigos,colegas de trabalho, parentes e aderentes. Ledo engano!!!! Nem a doença foi capaz de tanto. Nem as possíveis consequências abrandaram os corações...
Não poderia pensar que a transitoriedade dos sentimentos também existe. Que o infarto "passou" e que agora não provoco mais a pena que eu nunca desejei ser vítima... É a vida girando como uma roda gigante. Tão presente quanto verdadeira...
E que Deus seja por mim e por todos.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

DÚVIDAS ATROZES....


Dúvidas atrozes preenchem a minha mente e a falta de conforto que elas me provocam, me levam a um conflito indecifrável.
Nem sempre é fácil ter a certeza das certezas num mundo conturbado, onde a confiança no outro , por vezes, é destruída sem razão e sem justiça.
O dia transcorreu como se eu pudesse crer na beleza da vida e na esperança que se busca, mesmo sem motivos para se ter...
Reitero , sempre, que afugentei os meus pensamentos atropelados por situações inusitadas, frias e calculistas. Deus dos céus!!!
Recebi de minha filha a recomendação de que focasse um tema e evitasse a mistura de conteúdos, que não caracterizam o bom estilo de um texto.
Asseguro, no entanto, que esta válvula de escape de escrever no meu blog me deixa sem censuras e se agrado ao público é porque a minha espontaneidade está se deixando ser atraída pelos meus leitores, quase sempre, os mesmos.
A vida é tão cheia de nuances que, em se tratando do cotidiano "das coisas", não posso, sempre, focar , apenas, um tema. Isso, eu faço de vez em quando.
O estilo do texto e as regras básicas de uma excelente crônica não pesam em minha forma de transmitir o meu pensamento, por mais que eu tente afugentar o que não quero pensar. Isso não faz bem. Eu que o diga, muito bem dito!
Mais uma vez sem ninguém, por circunstâncias de trabalhos dos meus entes queridos, vou preenchendo o espaço vazio e me fazendo mulher de verdade, no sentido de saber ser independente e gritar sozinha o meu viver...
Gritar, ouçam bem, é um direito de todos...
Mas, dúvidas atrozes preenchem a minha mente e eu me torno impotente diante das tomadas de decisões mais fortes . Tenho medo do sofrer e das mágoas com as quais não sei conviver.Nunca aprendi!
Tenho sede e tenho fome de carinho e essas dúvidas me fazem pensar no futuro insosso e temido. É isso aí e para que mais?

segunda-feira, 11 de julho de 2011

QUE AS ÁGUAS VÃO ROLAR...


Que as águas vão rolar. Tentativas frustradas de me conduzir com o máximo zelo e com muito carater, já me deram como resultados o inverso e o avesso do que plantei.
Deixem que as reações sejam individuais, pois a cada um pertence a sua liberdade de expressão, de pensar e de se conduzir, guardadas as devidas proporções e as leis que teremos de cumprir, com todos os seus rigores.
Com o Terço nas mãos, vou rezando, posto que me faz bem, já que a minha fé se sobrepõe a malícia dos que ainda não se afinaram com os sentimentos de amor, de ternura e de gratidão.
Tenho como hábito rezar o terço, costume adquirido com a minha santa mãe, devota dos Santos, que tanto lhe ajudaram em sua trajetória de vida.
Que as águas vão rolar, quando depois de tantos e quantos estudos, ainda haja quem cultive o mal querer, que se não a inveja do meu "pobre saber" , a maldade dos que não são justos.
O meu curso de Psicologia haverá de ter me servido na condução do meu comportamento que, talvez, seja mais habilidoso do que as atitudes dos que nunca entraram em contato com o emocional , vasculhando a mente em seus aspectos normal, neurótico e, por que não, psicóticos.
Infelizmente, pela falta de conhecimento e pelo não Diagnóstico de muitos, salientando os psicopatas, assistimos a vários crimes, cujo valor do psicólogo é incalculável. Mas, ninguém ainda viu , verdadeiramente, o quão importante é esse profissional nos atos criminosos. Um dia ainda verá....
Que as águas vão rolar, sem escrúpulos e sem pudor, quando o desatualizado e ignorante dos fatos aparentes e manifestos, falarem mais alto do que as maiores razões de todas as razões. Quando o meu pensar antes de agir, seja tão forte e tão resultado de minhas necessidades físicas e emocionais, que ninguém meta a colher, pois a razão é fortemente MINHA.
E se é minha, tem o seu motivo, pois sou carne e alma, dotada de sentimentos tão meus quanto, talvez, aos de ninguém....
Igualo-me ao que é verdadeiro, sem agressividade a mim e nem ao outro.
Que a razão vença, pelo menos em alguns casos, a emoção da qual nos vemos acomodados e vitimados, tantas vezes!!! E tantas vezes sofremos, realmente, o mal , que nos é injusto...

domingo, 10 de julho de 2011

MAIS ACONCHEGADA E ACONCHEGANTE...


Madrugadas não combinam com tristezas e muito menos com recordações de fatos que não foram tão benevolentes à nossa mente.
Ainda acordada, penso em tudo e passo para vocês o que traduz a beleza da noite e , jamais, as pequeninas coisas que causam o mal querer.
A madrugada me regenera a alma e me faz pensar no que a vida nos traz de bom, em detrimento do que esqueço no baú das desilusões.
Mais um domingo se vai, deixando para trás os ares bucólicos de sua tarde, quase sempre, igual tanto quanto muitas outras.
Há um quê de melancolia , que caracteriza o final de tarde de domingo, talvez, inexplicável ou significativo do término dos prazeres e início das labutas...
Mas, as madrugadas nâo combinam com tristezas e as estrelas do céu são suficientes para iluminarem tudo que preciso recordar.
Estou inquieta , mas contente. É a hora que me faz desfrutar os prazeres mais profundos e de curar os males que, de tão injustificados, são levados ao vento e desaparecidos no espaço.
Já falei em muitas outras crônicas das minhas mudanças e dessas fazem parte as decepções , cujo teor dos piores, eu mando embora sem pudor e SEM SAUDADES...
Penso que a madrugada é, como dizia o meu pai, o canto de Deus escondido nas estrelas.
Pudera eu não querer, neste momento, curtir o frio que me faz mais aconchegada e aconchegante. E nessa condição, vou satisfazendo a minha necessidade de afeto aguçada e deixando para trás o vazio de outros males que deixei no tempo, esquecido e maltratado...

sábado, 9 de julho de 2011

ACHO QUE MUDEI OS MEUS PRINCÍPIOS....


Em tempos de monotonia ou, até mesmo, de tristezas camufladas, há uma latência em nossos pensamentos e de palavras embotadas.
Assim sendo, aprendi a me calar e esse emudecimento, evidentemente, atingiu a minha inspiração.
Além do mais, tentamos abafar esses sentimentos, que a poucos interessarão.
O melhor de tudo é que há uma esperança de que tudo passa. O esquecimento atua como válvula de escape e lá nos vamos, a passos lentos, vencendo , aqui e acolá, as desarmonias intrínsecas que , por vezes, abalam o indivíduo e lhe faz paralisado.
Acho que falei de forma exacerbada, ou não. O importante é que pretendo passar, nesta minha nova fase, o bom da vida e a beleza do mundo.
Debaixo de vendavais, aprendemos a tirar o essencial e nos comportamos, quando sensatos, de maneira a não diminuir a nossa auto estima, tão importante quanto necessária.Muita gente que o diga. Até mais do que eu...
O pouco que paro hoje em casa me deixa atraído, repentinamente, a escrever esse texto para atender aos pedidos dos leitores condicionados à leitura desse espaço.
Estou só e este estar só me leva a mil pensamentos que se misturam com a educação que recebi dos meus pais com os prazeres da vida que se tornaram tantos, que já não sei o que é malícia ou instinto no real sentido da palavra.
Juro que tenho sentimentos bons ,mas não asseguro com tanta certeza que a mudança dos tempos não me levou a mudar princípios e ousar devaneios tão fortes,
que talvez deixe para Freud (seus discípulos) a interpretação do que seria o meu proibido.Se é que tem...
Aí está a questão. Aí está a minha nova forma de ousar....Valha-me Deus!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

SEM CONOTAÇÕES FREUDIANAS...


Sinto que não é tão difícil condicionar os leitores. Isso me faz imaginar que o final de tarde é sempre uma lembrança de que o meu blog foi atualizado.
À medida que posto as minhas crônicas, me regozijo com o público, que vem demonstrando o maior interesse em devorar as leituras dos meus textos.
Possivelmente, algo interessante, ou não, constitui , talvez, uma curiosidade que se faz notória, através de tantos e tantos e-mails recebidos. Como tudo isso é bom!!! e que continuem vindo...
O frio da temporada de inverno, mesmo que suportável, me arrepia o corpo e até a alma .Sem conotações Freudianas, ou não!!!!
Voltei ao trabalho como se voltasse ao lar paterno. Em sua maioria, as louvações constituíram uma verdadeira consagração dos amigos que fiz na Universidade.
De longe, tal qual o e-mail que acabo de receber da FACETEG, Garanhuns, são depoimentos que me lavam a alma e, até, a mente.

Descubro ou redescubro o valor do carinho e do afeto de que precisa o indivíduo, constituindo o estímulo maior , que nos faz mais ávidos para continuar uma labuta iniciada em 1994.
A maneira como fui recebida por minha grande amiga, das horas certas e incertas, Rosário Lapenda , deu-me as maiores forças de que precisava, quando a fragilidade emocional pesava nos meus ombros.
Posso dizer, hoje, que os colegas de trabalho me levantaram a bandeira da vida, que se imbui de objetivos e de vontade de viver.
Mas, a tarde se arrasta como se quisesse me deixar mais reflexiva e amante destes momentos que ficarão guardados no meu baú da memória, para eclodirem, beneficamente, no meu viver.
Conversa vai, conversa vem, saio do tema central, para rever a noite, nebulosa e esplendorosa, ao mesmo tempo.
A varanda da minha casa, iluminada, me leva a caminhos longíquos, benfasejos e indicadores de ternuras, de afagos e de muito carinho.
Tudo isto reunido, faz de mim uma mulher maravilhosa, esperançosa de tudo e de todos.
Acho , mesmo, que "o amanhã vem depois."
Hoje, com tudo isto,ainda planto a árvore do bem querer. Cavo funda, tão funda quanto for preciso para plenamente me realizar...
E vocês sabem disso....

quarta-feira, 6 de julho de 2011

DOS PRIMEIROS PRAZERES....


A minha última crônica postada é para ser lida e relida. Não sei se os meus leitores chegaram a essa conclusão, mas acredito que muitos tenham feito, ou não...
Mas, foi de perder o fôlego. Passara do tempo de saber a realidade da vida, quando ainda permanecia eu na inocência dos pequeninos.
Muito sutilmente, talvez, devagar aos extremos, tomei conhecimento dos primeiros prazeres, que não se resumiam ao alimento e aos lazeres, poucos em minha época.
Guardo na lembrança as sensações que tive quando pude experimentar o prazer de viver com o outro as mais doces paixões.
Nada me assusta em relação ao pudor, hoje em dia. Vivi um tempo tão puro e puritano, que só a evoluçao me fez entender o permitido e o não permitido. Aliás,nem sei o que é o não permitido...Valha-me Deus!!!
Em tempos outros , o filme de Maria Schineider chocou o mundo, mesmo atraindo multidões ávidas pelo extremado. Tudo que foge do trivial, e que fuga, é motivo de muita atração.
Penso que fiquei avessa ao filme e temi pelo Julgamento de tantas aberrações. Que se apaguem da minha memória julgamentos que a mim não me pertencem.
Hoje, também, não saberia como julgar...
Naquele tempo não podia ser diferente. Afinal estava educada nos padrões rígidos de uma formação, pautada nos rigores do púdico.
Confesso que acabado o meu curso de Psicologia, sentia já uma avidez , que não se comparava aos tempos da meninice.
Há uma hora para tudo. A responsabilidade é também capaz de nos dar segurança e certeza dos limites dos nossos limites.
Admiro o belo e o prazer não me é indiferente.
Que fiquem para trás os tempos da antiguidade, de vestuários fechados e de inibições muito fortes. Assim , também, já é, quase, demais.
Há uma dose para tudo...
Postado por Eliana Pereira às Quarta-feira, Julho 06, 2011 0 comentários