Especial!!

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Linda!!!!

sábado, 9 de julho de 2011

ACHO QUE MUDEI OS MEUS PRINCÍPIOS....


Em tempos de monotonia ou, até mesmo, de tristezas camufladas, há uma latência em nossos pensamentos e de palavras embotadas.
Assim sendo, aprendi a me calar e esse emudecimento, evidentemente, atingiu a minha inspiração.
Além do mais, tentamos abafar esses sentimentos, que a poucos interessarão.
O melhor de tudo é que há uma esperança de que tudo passa. O esquecimento atua como válvula de escape e lá nos vamos, a passos lentos, vencendo , aqui e acolá, as desarmonias intrínsecas que , por vezes, abalam o indivíduo e lhe faz paralisado.
Acho que falei de forma exacerbada, ou não. O importante é que pretendo passar, nesta minha nova fase, o bom da vida e a beleza do mundo.
Debaixo de vendavais, aprendemos a tirar o essencial e nos comportamos, quando sensatos, de maneira a não diminuir a nossa auto estima, tão importante quanto necessária.Muita gente que o diga. Até mais do que eu...
O pouco que paro hoje em casa me deixa atraído, repentinamente, a escrever esse texto para atender aos pedidos dos leitores condicionados à leitura desse espaço.
Estou só e este estar só me leva a mil pensamentos que se misturam com a educação que recebi dos meus pais com os prazeres da vida que se tornaram tantos, que já não sei o que é malícia ou instinto no real sentido da palavra.
Juro que tenho sentimentos bons ,mas não asseguro com tanta certeza que a mudança dos tempos não me levou a mudar princípios e ousar devaneios tão fortes,
que talvez deixe para Freud (seus discípulos) a interpretação do que seria o meu proibido.Se é que tem...
Aí está a questão. Aí está a minha nova forma de ousar....Valha-me Deus!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

SEM CONOTAÇÕES FREUDIANAS...


Sinto que não é tão difícil condicionar os leitores. Isso me faz imaginar que o final de tarde é sempre uma lembrança de que o meu blog foi atualizado.
À medida que posto as minhas crônicas, me regozijo com o público, que vem demonstrando o maior interesse em devorar as leituras dos meus textos.
Possivelmente, algo interessante, ou não, constitui , talvez, uma curiosidade que se faz notória, através de tantos e tantos e-mails recebidos. Como tudo isso é bom!!! e que continuem vindo...
O frio da temporada de inverno, mesmo que suportável, me arrepia o corpo e até a alma .Sem conotações Freudianas, ou não!!!!
Voltei ao trabalho como se voltasse ao lar paterno. Em sua maioria, as louvações constituíram uma verdadeira consagração dos amigos que fiz na Universidade.
De longe, tal qual o e-mail que acabo de receber da FACETEG, Garanhuns, são depoimentos que me lavam a alma e, até, a mente.

Descubro ou redescubro o valor do carinho e do afeto de que precisa o indivíduo, constituindo o estímulo maior , que nos faz mais ávidos para continuar uma labuta iniciada em 1994.
A maneira como fui recebida por minha grande amiga, das horas certas e incertas, Rosário Lapenda , deu-me as maiores forças de que precisava, quando a fragilidade emocional pesava nos meus ombros.
Posso dizer, hoje, que os colegas de trabalho me levantaram a bandeira da vida, que se imbui de objetivos e de vontade de viver.
Mas, a tarde se arrasta como se quisesse me deixar mais reflexiva e amante destes momentos que ficarão guardados no meu baú da memória, para eclodirem, beneficamente, no meu viver.
Conversa vai, conversa vem, saio do tema central, para rever a noite, nebulosa e esplendorosa, ao mesmo tempo.
A varanda da minha casa, iluminada, me leva a caminhos longíquos, benfasejos e indicadores de ternuras, de afagos e de muito carinho.
Tudo isto reunido, faz de mim uma mulher maravilhosa, esperançosa de tudo e de todos.
Acho , mesmo, que "o amanhã vem depois."
Hoje, com tudo isto,ainda planto a árvore do bem querer. Cavo funda, tão funda quanto for preciso para plenamente me realizar...
E vocês sabem disso....

quarta-feira, 6 de julho de 2011

DOS PRIMEIROS PRAZERES....


A minha última crônica postada é para ser lida e relida. Não sei se os meus leitores chegaram a essa conclusão, mas acredito que muitos tenham feito, ou não...
Mas, foi de perder o fôlego. Passara do tempo de saber a realidade da vida, quando ainda permanecia eu na inocência dos pequeninos.
Muito sutilmente, talvez, devagar aos extremos, tomei conhecimento dos primeiros prazeres, que não se resumiam ao alimento e aos lazeres, poucos em minha época.
Guardo na lembrança as sensações que tive quando pude experimentar o prazer de viver com o outro as mais doces paixões.
Nada me assusta em relação ao pudor, hoje em dia. Vivi um tempo tão puro e puritano, que só a evoluçao me fez entender o permitido e o não permitido. Aliás,nem sei o que é o não permitido...Valha-me Deus!!!
Em tempos outros , o filme de Maria Schineider chocou o mundo, mesmo atraindo multidões ávidas pelo extremado. Tudo que foge do trivial, e que fuga, é motivo de muita atração.
Penso que fiquei avessa ao filme e temi pelo Julgamento de tantas aberrações. Que se apaguem da minha memória julgamentos que a mim não me pertencem.
Hoje, também, não saberia como julgar...
Naquele tempo não podia ser diferente. Afinal estava educada nos padrões rígidos de uma formação, pautada nos rigores do púdico.
Confesso que acabado o meu curso de Psicologia, sentia já uma avidez , que não se comparava aos tempos da meninice.
Há uma hora para tudo. A responsabilidade é também capaz de nos dar segurança e certeza dos limites dos nossos limites.
Admiro o belo e o prazer não me é indiferente.
Que fiquem para trás os tempos da antiguidade, de vestuários fechados e de inibições muito fortes. Assim , também, já é, quase, demais.
Há uma dose para tudo...
Postado por Eliana Pereira às Quarta-feira, Julho 06, 2011 0 comentários

terça-feira, 5 de julho de 2011

A VIDA ME ENSINOU A SER " FALSA".....


A vida vai nos levando por caminhos diferentes daqueles que foram planejados e cujo desenrolar de nossas histórias apontavam para outros mares.
Se o destino existe, sou daquelas que acreditam, mesmo, às vezes, desacreditando.
Hoje conversávamos na Universidade sobre o que é a vida...difícil defini-la e explicá-la , não é?
Nem sequer pensei um dia em muita coisa que ultrapassei em dias de contentamento e em tempos de desafetos. Foram cruéis, como foram experiências máximas que me levaram às mudanças e que me deram oportunidade de ser hoje a mulher que sou.
Vida , vida minha. O diálogo em meu cantinho de trabalho foi longe demais... É que as pessoas se diferenciam em seus temperamentos e reagem de formas diferentes aos inusitados, ou não, acontecimentos que vêm mesclados de exaltações, de glórias ou de decadências.
De repente, falei e sorri , com tanta ênfase, que a platéia ficou paralisada. Diante de tudo e de todos, disse eu: a vida me ensinou ,até, a ser FALSA..
Quem diria!! a falsidade sempre foi para mim abominável. Jamais , em outros tempos, teria pronunciado tamanha "realidade."
Houve depois um momento de risos. É que partindo de mim foi terrível.
Acostumada a ser perfeita, percebi com muito tempo, que a vida me ensinou a ser muito mais do que falsa. Ela me ensinou o que os meus pais nunca me deram como lições de educação e de caráter.
Não me perguntem o porquê da verdade atravessada. Há dias em que a percepção do justo , nos leva a destino, até mesmo ignorado.
Parece que a maturidade, não estivesse mais perto da morte, foi e é muito mais satisfatória do que a inocência, um dia destruída.
Acho que esta chuva intermitente me deixou mais perto do inconsciente que gritava baixinho , sufocado por um comportamento púdico. Será que sou, agora, capaz de me soltar? Dizem que antes tarde do que nunca.
Sinto em mim uma independência , que eu não revelo. Ainda que o mundo venha a mudar...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

SÓ SE CONTA A MAMÃE...


Acordei-me cedo, mais cedo do que de costume. Senti-me indolente, quase sem coragem de partir para a luta do dia a dia. Se tivesse mamãe aqui lhe contaria tudo. E muito mais...
Seguindo a minha atual maneira de ser, criei forças e caí no banho para não contrariar às minhas obrigações.
É sempre, ou quase sempre assim. O acordar, às vezes, não é muito animador. O final de semana bem vivido nos leva a uma vontade de que ele dure mais...
Conversa puxa conversa, a gente pensa, em determinadas ocasiões, que está fazendo mal a alguém, sem imaginar que é ledo engano a postura que assume , sem razões de ser.
Na verdade, comigo isso não acontece. Mas, hoje , vi uma moçota , funcionária , tão aperriada com a amiga que agira com ela de forma injustificada, que senti , quase, na pele a dor de sua injustiça.
Repeti o que ouvira: as pessoas são más. Será?
Mas, penso que tenho uns segredos. Daqueles que, por necessidade, melhor será deixá-los escondidos no arquivo. Guardados a sete chaves.
Acho que segredos assim, só se conta a mamãe. Mas, onde está minha mãe saudável para escutar tudo que eu tinha para lhe dizer?
Fico por aqui, para não chorar...

domingo, 3 de julho de 2011

DOGMAS E RESPEITO...


Sinto-me muito alegre pelo sucesso da minha última crônica intitulada Oscar Wilde.
Confesso que cheguei a pensar que o referido texto pudesse não agradar a gregos e a troianos.
Os e-mails recebidos dão uma demonstração de que os meus leitores , como sempre soube, selecionados e qualificados, estão realmente aplaudindo as produções literárias.
Sem querer quebrar o fio da meada, só não faço o meu blog todo nesse estilo, pois também sei que as mudanças de tom, fazem o prazer dos leitores.
O escritor, também , é versátil , quase sempre.
Domingo nebuloso, com chuvas finas, dão um toque de inverno e um saudosismo próprio deste e que muitas vezes leva a um tédio sem maiores proporções. Faz parte da época...
É nesse clima de vem pra lá , vai prá cá , que o amor se faz, alimentando os corações dos penitentes.
Tudo é natural e nada mais espanta . Os tempos mudaram e com eles vamos assistindo várias eras, entre as quais a própria revolução sexual, mais uma vez.
Mudanças várias vão abrindo permissões que alarmariam qualquer um do século passado. Até a Justiça , confrontada com a Religião, dá a abertura que , por certo, justificada, não há porque polemizar.
Não faço parte tão ativa de nada, mas também não tenho os meus olhos vendados para a realidade tão manifesta quanto verdadeira.
No meu papel de psicóloga e de educadora, professora antes de tudo, venho desempenhando as minhas funções que incluem orientação, aconselhamentos e terapias.
Tenho , assim, desempenhado os meus deveres com o máximo de neutralidade e aceitação positiva incondicional, quando atuo como terapeuta, a minha profissão de escolha.
Que certos dogmas venham a se acabar e que a lei de Deus nunca seja esquecida. Dessa forma, penso eu, teremos de agir...e de pensar!!!

sábado, 2 de julho de 2011

OSCAR WILDE


Saio do tom dos meus textos, acreditando que não agradarei a todos. O cotidiano é sempre mais leve. Em termos, evidentemente.
Não tenho feito as minhas crônicas diárias por motivo de muitas ocupações, que incluem o trabalho profissional e os domésticos. Entrei com força neste cerco de obrigações. Isso me faz bem, muito bem.
Ao lado disso, venho lendo alguns livros, salientando a Biografia de Oscar Wilde escrita por Daniel Salvatore Schiffer.
Quem me conhece, sabe bem a minha trajetória de vida, pautada por estudos intensivos desde a mais tenra idade. Se não me tornei rica financeiramente, consegui um conhecimento abrangente que, ao meu ver, me faz notada.
Estava fazendo a leitura sobre Oscar Wilde sem muitas pressas. Isto não significando que fosse desinteressante.Muito pelo contrário.
Li um bom pedaço do livro, até que minha filha, Advogada, tomou posse do mesmo , tamanho o seu interesse, e fez uma leitura dinâmica, se apressando em chegar ao seu final. Cada capítulo lhe enchia de curiosidades. Inteligente filha!
Lembro que na noite do dia 19 de novembro de 2010, inesquecível noite, havia lido uma matéria que falava sobre a prisão do grande escritor, injustificada em todos os sentidos. Este Depoimento era dado por um Juiz da atualidade.
Pretendia , eu, fazer uma crônica sobre o que tinha lido, quando o destino me levou para onde nunca tinha imaginado. São os caminhos da vida, dando as suas voltas e machucando o CORAÇÃO.
Fazendo um retrospecto da biografia, sabemos que O escritor , comparado à riqueza literária de William Shakespeare, viveu, apenas , 46 anos para o prazer.
Nascido em 1854, caracterizou-se pela sensualidade estética e pelo seu lado homossexual. Diríamos que foi um homem avançado para a sua época. Viveu o século XXI em pleno século XIX.
Foi orador dos mais brilhantes, poeta e dramaturgo. O retrato de Dorian Gray, seu único romance, é uma obra sobre a corrução da alma.
Trajado ao seu modo, usava paletó de veludo, usava bengala. Seus cabelos escuros, divididos ao meio, constituiam sua marca registrada.
O grande golpe na sua vida foi a sua prisão por atentado ao pudor. Esses dois anos passados na prisão acabaram com a sua saúde.
Sua obra De profundis foi originado na prisão.
Podemos dizer que conheceu a glória e a decadência.
Morreu pobre , com o diagnóstico possível de uma meningo encefalite, resultado da infecção no tímpano do ouvido direito, que machucara ao bater num banco da capela do presídio WANDSWORTH.
Sem recursos para tratamento,abandonado pelo amante e pela mulher, foi-se embora para não mais voltar, decadente e sofrido. Morreu num quarto de Hotel, na França.
Oscar Wilde , um dos maiores escritores ingleses, se não o maior, deixou para a posteridade muitos conceitos, respostas e pensamentos.
Fixei na minha memória uma resposta à pergunta do porquê não escrevia mais:

"Não escrevo mais porque escrevi tudo o que tinha para escrever.
Escrevia quando ainda não conhecia a vida. Mas, agora que conheço
o seu sentido, não tenho mais nada a dizer. A vida não poderia ser
escrita. Só pode ser vivida. E VIVI O SUFICIENTE!"

Diante de tudo que relatei, fico pensativa com tudo que disse sobre Oscar Wilde: impossível não admirá-lo e não ler O retrato de Dorian Gray, além de suas outras produções literárias.Fica aqui o recado ....