Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

SÓ SE CONTA A MAMÃE...


Acordei-me cedo, mais cedo do que de costume. Senti-me indolente, quase sem coragem de partir para a luta do dia a dia. Se tivesse mamãe aqui lhe contaria tudo. E muito mais...
Seguindo a minha atual maneira de ser, criei forças e caí no banho para não contrariar às minhas obrigações.
É sempre, ou quase sempre assim. O acordar, às vezes, não é muito animador. O final de semana bem vivido nos leva a uma vontade de que ele dure mais...
Conversa puxa conversa, a gente pensa, em determinadas ocasiões, que está fazendo mal a alguém, sem imaginar que é ledo engano a postura que assume , sem razões de ser.
Na verdade, comigo isso não acontece. Mas, hoje , vi uma moçota , funcionária , tão aperriada com a amiga que agira com ela de forma injustificada, que senti , quase, na pele a dor de sua injustiça.
Repeti o que ouvira: as pessoas são más. Será?
Mas, penso que tenho uns segredos. Daqueles que, por necessidade, melhor será deixá-los escondidos no arquivo. Guardados a sete chaves.
Acho que segredos assim, só se conta a mamãe. Mas, onde está minha mãe saudável para escutar tudo que eu tinha para lhe dizer?
Fico por aqui, para não chorar...

domingo, 3 de julho de 2011

DOGMAS E RESPEITO...


Sinto-me muito alegre pelo sucesso da minha última crônica intitulada Oscar Wilde.
Confesso que cheguei a pensar que o referido texto pudesse não agradar a gregos e a troianos.
Os e-mails recebidos dão uma demonstração de que os meus leitores , como sempre soube, selecionados e qualificados, estão realmente aplaudindo as produções literárias.
Sem querer quebrar o fio da meada, só não faço o meu blog todo nesse estilo, pois também sei que as mudanças de tom, fazem o prazer dos leitores.
O escritor, também , é versátil , quase sempre.
Domingo nebuloso, com chuvas finas, dão um toque de inverno e um saudosismo próprio deste e que muitas vezes leva a um tédio sem maiores proporções. Faz parte da época...
É nesse clima de vem pra lá , vai prá cá , que o amor se faz, alimentando os corações dos penitentes.
Tudo é natural e nada mais espanta . Os tempos mudaram e com eles vamos assistindo várias eras, entre as quais a própria revolução sexual, mais uma vez.
Mudanças várias vão abrindo permissões que alarmariam qualquer um do século passado. Até a Justiça , confrontada com a Religião, dá a abertura que , por certo, justificada, não há porque polemizar.
Não faço parte tão ativa de nada, mas também não tenho os meus olhos vendados para a realidade tão manifesta quanto verdadeira.
No meu papel de psicóloga e de educadora, professora antes de tudo, venho desempenhando as minhas funções que incluem orientação, aconselhamentos e terapias.
Tenho , assim, desempenhado os meus deveres com o máximo de neutralidade e aceitação positiva incondicional, quando atuo como terapeuta, a minha profissão de escolha.
Que certos dogmas venham a se acabar e que a lei de Deus nunca seja esquecida. Dessa forma, penso eu, teremos de agir...e de pensar!!!

sábado, 2 de julho de 2011

OSCAR WILDE


Saio do tom dos meus textos, acreditando que não agradarei a todos. O cotidiano é sempre mais leve. Em termos, evidentemente.
Não tenho feito as minhas crônicas diárias por motivo de muitas ocupações, que incluem o trabalho profissional e os domésticos. Entrei com força neste cerco de obrigações. Isso me faz bem, muito bem.
Ao lado disso, venho lendo alguns livros, salientando a Biografia de Oscar Wilde escrita por Daniel Salvatore Schiffer.
Quem me conhece, sabe bem a minha trajetória de vida, pautada por estudos intensivos desde a mais tenra idade. Se não me tornei rica financeiramente, consegui um conhecimento abrangente que, ao meu ver, me faz notada.
Estava fazendo a leitura sobre Oscar Wilde sem muitas pressas. Isto não significando que fosse desinteressante.Muito pelo contrário.
Li um bom pedaço do livro, até que minha filha, Advogada, tomou posse do mesmo , tamanho o seu interesse, e fez uma leitura dinâmica, se apressando em chegar ao seu final. Cada capítulo lhe enchia de curiosidades. Inteligente filha!
Lembro que na noite do dia 19 de novembro de 2010, inesquecível noite, havia lido uma matéria que falava sobre a prisão do grande escritor, injustificada em todos os sentidos. Este Depoimento era dado por um Juiz da atualidade.
Pretendia , eu, fazer uma crônica sobre o que tinha lido, quando o destino me levou para onde nunca tinha imaginado. São os caminhos da vida, dando as suas voltas e machucando o CORAÇÃO.
Fazendo um retrospecto da biografia, sabemos que O escritor , comparado à riqueza literária de William Shakespeare, viveu, apenas , 46 anos para o prazer.
Nascido em 1854, caracterizou-se pela sensualidade estética e pelo seu lado homossexual. Diríamos que foi um homem avançado para a sua época. Viveu o século XXI em pleno século XIX.
Foi orador dos mais brilhantes, poeta e dramaturgo. O retrato de Dorian Gray, seu único romance, é uma obra sobre a corrução da alma.
Trajado ao seu modo, usava paletó de veludo, usava bengala. Seus cabelos escuros, divididos ao meio, constituiam sua marca registrada.
O grande golpe na sua vida foi a sua prisão por atentado ao pudor. Esses dois anos passados na prisão acabaram com a sua saúde.
Sua obra De profundis foi originado na prisão.
Podemos dizer que conheceu a glória e a decadência.
Morreu pobre , com o diagnóstico possível de uma meningo encefalite, resultado da infecção no tímpano do ouvido direito, que machucara ao bater num banco da capela do presídio WANDSWORTH.
Sem recursos para tratamento,abandonado pelo amante e pela mulher, foi-se embora para não mais voltar, decadente e sofrido. Morreu num quarto de Hotel, na França.
Oscar Wilde , um dos maiores escritores ingleses, se não o maior, deixou para a posteridade muitos conceitos, respostas e pensamentos.
Fixei na minha memória uma resposta à pergunta do porquê não escrevia mais:

"Não escrevo mais porque escrevi tudo o que tinha para escrever.
Escrevia quando ainda não conhecia a vida. Mas, agora que conheço
o seu sentido, não tenho mais nada a dizer. A vida não poderia ser
escrita. Só pode ser vivida. E VIVI O SUFICIENTE!"

Diante de tudo que relatei, fico pensativa com tudo que disse sobre Oscar Wilde: impossível não admirá-lo e não ler O retrato de Dorian Gray, além de suas outras produções literárias.Fica aqui o recado ....

quarta-feira, 29 de junho de 2011

E PONTO FINAL....


Resolvo dar uma pausa no meu trabalho, na tentativa de me dar um pouco do relax que se faz necessário, principalmente quando a labuta do dia já atingiu o limite dos meus limites.
Aqui há hoje uma quietude, quase inquietante e incômoda.
Quando o ambiente, antes , era ocupado por muita gente, faz falta o barulho das vozes que preenchem o espaço. As pessoas me fazem falta.
Dia chuvoso, nublado e um tanto melancólico. Essas características não anulam o bem estar , que advém do trabalho, sempre prazeroso, que estimula o ser humano ávido pela atividade da qual resulta a gratificação financeira e emocional.
Aqui tudo é calma, mas uma tranquilidade que, se inquietante, é tão boa quanto necessária.
Havia em mim tanto impulso para trabalhar, que os dias, contados nos dedos, do meu tempo de reclusão pelo evento estavam constituindo um tempo mais prolongado do que realmente foi. É a PERCEPÇÃO variável de acordo com a motivação do momento.
Esta minha crônica traduz o prazer que me faz trabalhar, ao contrário do que tenham, talvez , imaginado alguns indivíduos impensados, ou não.
Tudo que sinto hoje é tão satisfatoriamente vivenciado e tão maravilhoso em meu ser, que seria uma lacuna não passar para vocês tanto sentimento.
Disse e reitero que o trabalho é a escola da vida. Com ele, eu aprendi a vida no seu cotidiano, tão cotidiano que supera o muito que seria sem trabalhar...
Deixo , aqui, uma louvação ao trabalho. E ponto final...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O VAZIO DAS HORAS...


Vivemos tantas e tantas horas, nos deliciando com as belezas que o tempo nos proporciona.
Da varanda, descortino um céu tão lindo que me enche de miragens e , embalada por essa visão, tenho os mais belos sonhos, enquanto construo os castelos visionários, tão bem feitos , como se fosse verdade.
Confesso, meus leitores, que hoje estava fatigada. A noite de ontem foi longa na espera de minha filha, enquanto levantei cedo , cumprindo o"desiderato" dever de meu trabalho na Universidade.
( Olha, que utilizo este termo porque incorporei, por gostar...)
Ainda bem , que a tarde me permitiu dormir o sono dos justos.
O outro lado da moeda me mostra agora um arrastar das horas, que não me preenchem, em nada, o prazer do tempo que vivo.
Há, poucas vezes, um vazio desnorteante, como se o objetivo do meu viver não tivesse, tanto ou quanto, uma motivação satisfatória.
Perambulo pela minha casa toda e crio pouca coragem para ler, meu eterno prazer cotidiano.
A vida, nem sempre é igual. Há um interstício que temos que aguentar, quase insuportavelmente, por vezes, já que a vida, no seu vai e vem, também é insossa e sem estímulo.
O arrastar das horas nos faz mal, enquanto o tempo, que se esgota rapidamente, nos faz falta.
Ouvi hoje que a nossa PAZ é a gente que faz...
Baseada em tantas premissas, vou criando, aqui e acolá , os mecanismos de defesa para que nunca me deixe desabar o mundo que eu quero ver e ter.
O amor já tenho, com todos os sentidos. Por onde preciso mais lutar, tão acariciada nos momentos mais necessários?
Valha-me Deus...e haja imaginação minha e de vocês, amados leitores....
Que voemos até onde pode alcançar a nossa imaginação...

domingo, 26 de junho de 2011

O SENTIDO DA VIDA.....


Tarde fria, nostálgica, procuro me valer de meu bem estar para não lembrar que o feriadão terminou.
Tento seguir os Mandamentos que me levam a uma autoestima, desta feita seguindo tudo que o tempo vem me ensinando e me fazendo mais próxima da alegria de viver.
Tenho vivenciado momentos diferentes, tão diferentes que me fazem sentir o que não estava tão acostumada. Deixei que passasse muito do meu tempo, sem que os momentos prazerosos fossem o alvo da minha vida...
Mas, a tarde não dispensa um clima de ressaca de quem aproveitou, ao seu modo, todo contentamento das festas juninas. Há um quê de saudade e uma melancolia adocicada pelas recordações tão boas, que me alimentam e me retroalimentam na NOVA mulher que sou hoje.
Subi e desci degraus, experimentei o bom e o ruim , fui fada e fui feiticeira, senti o doce e o amargo, fui exaltada e humilhada, mas hoje sou tudo que sonhei e me fez rainha. Aprendi mais do que imaginara aprender. Na Roda gigante , me sinto agora no, quase, topo do brinquedo da vida.
Tarde, nostálgica tarde, com todo este sentimento, ultrapasso os caminhos tortuosos com mais facilidade e os atoleiros já não me constituem tanto perigo, como foram.
Faço um retrospecto do meu viver e , com nova filosofia de vida, deixo de lado o que me abalou e guardo, em mim, tantas e tantas aprendizagens que eu busquei no auge de tantos auges...
Já é quase noite. A tarde sumiu e deixou a nostalgia gostosa dos dias passados e bem vividos.
Que o nosso Bom Deus esteja sempre ao nosso lado para que sejamos o AMOR E A SOLIDARIEDADE.
Aí teremos achado o sentido da vida...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

MENOS A FALTA DE AMOR....


Não é comum acontecer assim. Adormeci sem sentir , sem que sinais maiores de sono acometessem a minha mente.
Provavelmente, depois de alguns passeios, estava cansada e, recostada na cama, terminei por dormir.
O livro aberto sobre mim, leitura que eu fazia com muita concentração, contribuiu para esse inusitado sono.
Confesso, leitores, que acordei atordoada. Casa oca sem a minha filha, que preenche todos os espaços. Tento sempre me acostumar às suas viagens, mormente agora em pleno período junino. É a síndrome do ninho vazio.
Mas, com tudo que ainda tenho por fazer, incluindo as minhas orações, debrucei-me no computador, como uma fuga das obrigações que sempre soam como deveres e , como tais, pesam um pouco em nossos ombros e na nossa alma.
Aqui na cidade, considero que já se foi o São João. Os dois dias subsequentes servirão ainda como alento para um descanso , que sempre chega na hora certa.
A noite sombria, um tanto friorenta , arrepia os meus pelos e me levam, como exceção, a um banho morno, para que possa continuar o sono que sem lavandas e sem hidratantes provocam pesadelos.
O habitual é tão necessário, como se fosse fora do contexto não cumpri-lo com todos os rigores.
Esse sono, que me insiste em tomar conta, me leva a um pouco de ansiedade, sentimento proibido no meu estado atual.
E lá vou eu: metade vontade, metade torpor, a uma tomada de banho, parecendo ser a minha obrigação maior.
Dessa maneira, haja o desejo de preparar-me para o sono da noite, mais prazeroso que a soneca da tarde. E haja tudo, menos a falta de AMOR!!!