Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

E PONTO FINAL....


Resolvo dar uma pausa no meu trabalho, na tentativa de me dar um pouco do relax que se faz necessário, principalmente quando a labuta do dia já atingiu o limite dos meus limites.
Aqui há hoje uma quietude, quase inquietante e incômoda.
Quando o ambiente, antes , era ocupado por muita gente, faz falta o barulho das vozes que preenchem o espaço. As pessoas me fazem falta.
Dia chuvoso, nublado e um tanto melancólico. Essas características não anulam o bem estar , que advém do trabalho, sempre prazeroso, que estimula o ser humano ávido pela atividade da qual resulta a gratificação financeira e emocional.
Aqui tudo é calma, mas uma tranquilidade que, se inquietante, é tão boa quanto necessária.
Havia em mim tanto impulso para trabalhar, que os dias, contados nos dedos, do meu tempo de reclusão pelo evento estavam constituindo um tempo mais prolongado do que realmente foi. É a PERCEPÇÃO variável de acordo com a motivação do momento.
Esta minha crônica traduz o prazer que me faz trabalhar, ao contrário do que tenham, talvez , imaginado alguns indivíduos impensados, ou não.
Tudo que sinto hoje é tão satisfatoriamente vivenciado e tão maravilhoso em meu ser, que seria uma lacuna não passar para vocês tanto sentimento.
Disse e reitero que o trabalho é a escola da vida. Com ele, eu aprendi a vida no seu cotidiano, tão cotidiano que supera o muito que seria sem trabalhar...
Deixo , aqui, uma louvação ao trabalho. E ponto final...

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O VAZIO DAS HORAS...


Vivemos tantas e tantas horas, nos deliciando com as belezas que o tempo nos proporciona.
Da varanda, descortino um céu tão lindo que me enche de miragens e , embalada por essa visão, tenho os mais belos sonhos, enquanto construo os castelos visionários, tão bem feitos , como se fosse verdade.
Confesso, meus leitores, que hoje estava fatigada. A noite de ontem foi longa na espera de minha filha, enquanto levantei cedo , cumprindo o"desiderato" dever de meu trabalho na Universidade.
( Olha, que utilizo este termo porque incorporei, por gostar...)
Ainda bem , que a tarde me permitiu dormir o sono dos justos.
O outro lado da moeda me mostra agora um arrastar das horas, que não me preenchem, em nada, o prazer do tempo que vivo.
Há, poucas vezes, um vazio desnorteante, como se o objetivo do meu viver não tivesse, tanto ou quanto, uma motivação satisfatória.
Perambulo pela minha casa toda e crio pouca coragem para ler, meu eterno prazer cotidiano.
A vida, nem sempre é igual. Há um interstício que temos que aguentar, quase insuportavelmente, por vezes, já que a vida, no seu vai e vem, também é insossa e sem estímulo.
O arrastar das horas nos faz mal, enquanto o tempo, que se esgota rapidamente, nos faz falta.
Ouvi hoje que a nossa PAZ é a gente que faz...
Baseada em tantas premissas, vou criando, aqui e acolá , os mecanismos de defesa para que nunca me deixe desabar o mundo que eu quero ver e ter.
O amor já tenho, com todos os sentidos. Por onde preciso mais lutar, tão acariciada nos momentos mais necessários?
Valha-me Deus...e haja imaginação minha e de vocês, amados leitores....
Que voemos até onde pode alcançar a nossa imaginação...

domingo, 26 de junho de 2011

O SENTIDO DA VIDA.....


Tarde fria, nostálgica, procuro me valer de meu bem estar para não lembrar que o feriadão terminou.
Tento seguir os Mandamentos que me levam a uma autoestima, desta feita seguindo tudo que o tempo vem me ensinando e me fazendo mais próxima da alegria de viver.
Tenho vivenciado momentos diferentes, tão diferentes que me fazem sentir o que não estava tão acostumada. Deixei que passasse muito do meu tempo, sem que os momentos prazerosos fossem o alvo da minha vida...
Mas, a tarde não dispensa um clima de ressaca de quem aproveitou, ao seu modo, todo contentamento das festas juninas. Há um quê de saudade e uma melancolia adocicada pelas recordações tão boas, que me alimentam e me retroalimentam na NOVA mulher que sou hoje.
Subi e desci degraus, experimentei o bom e o ruim , fui fada e fui feiticeira, senti o doce e o amargo, fui exaltada e humilhada, mas hoje sou tudo que sonhei e me fez rainha. Aprendi mais do que imaginara aprender. Na Roda gigante , me sinto agora no, quase, topo do brinquedo da vida.
Tarde, nostálgica tarde, com todo este sentimento, ultrapasso os caminhos tortuosos com mais facilidade e os atoleiros já não me constituem tanto perigo, como foram.
Faço um retrospecto do meu viver e , com nova filosofia de vida, deixo de lado o que me abalou e guardo, em mim, tantas e tantas aprendizagens que eu busquei no auge de tantos auges...
Já é quase noite. A tarde sumiu e deixou a nostalgia gostosa dos dias passados e bem vividos.
Que o nosso Bom Deus esteja sempre ao nosso lado para que sejamos o AMOR E A SOLIDARIEDADE.
Aí teremos achado o sentido da vida...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

MENOS A FALTA DE AMOR....


Não é comum acontecer assim. Adormeci sem sentir , sem que sinais maiores de sono acometessem a minha mente.
Provavelmente, depois de alguns passeios, estava cansada e, recostada na cama, terminei por dormir.
O livro aberto sobre mim, leitura que eu fazia com muita concentração, contribuiu para esse inusitado sono.
Confesso, leitores, que acordei atordoada. Casa oca sem a minha filha, que preenche todos os espaços. Tento sempre me acostumar às suas viagens, mormente agora em pleno período junino. É a síndrome do ninho vazio.
Mas, com tudo que ainda tenho por fazer, incluindo as minhas orações, debrucei-me no computador, como uma fuga das obrigações que sempre soam como deveres e , como tais, pesam um pouco em nossos ombros e na nossa alma.
Aqui na cidade, considero que já se foi o São João. Os dois dias subsequentes servirão ainda como alento para um descanso , que sempre chega na hora certa.
A noite sombria, um tanto friorenta , arrepia os meus pelos e me levam, como exceção, a um banho morno, para que possa continuar o sono que sem lavandas e sem hidratantes provocam pesadelos.
O habitual é tão necessário, como se fosse fora do contexto não cumpri-lo com todos os rigores.
Esse sono, que me insiste em tomar conta, me leva a um pouco de ansiedade, sentimento proibido no meu estado atual.
E lá vou eu: metade vontade, metade torpor, a uma tomada de banho, parecendo ser a minha obrigação maior.
Dessa maneira, haja o desejo de preparar-me para o sono da noite, mais prazeroso que a soneca da tarde. E haja tudo, menos a falta de AMOR!!!

O MEU SÃO JOÃO....


De livre e espontânea vontade, passei a noite de São João em casa. Já havia me distraído muito durante o dia, e a noite, como referi, não fiz nenhuma saída.
Pensem vocês que os tempos melhores, os mais alegres, aqueles em que minha mãezinha participava, com vulcão, bichas de rodeio, traques de massa, bombinhas e outros mais, ficaram no tempo, guardados na caixinha das boas recordações...as outras já voaram alto.
A infância passou e os dias da adolescência deixaram poucas recordações desses tempos.Foram momentos bem aproveitados, mas esquecidos sem muito o que lembrar, posto que a minha vida deu um giro de 360 graus....vocês devem conhecer as voltas que o mundo dá.
Vieram outras épocas, que sumiram no tempo , sem deixarem resquícios.
A prole jovem aproveita para curtir o moderno São João , que não pertence mais à metrópole. Os interiores, ou quase, tomaram conta da festa e os melhores shows constituem a maravilha da festa junina.
Penso que, agora, a festa é quase dos jovens. Que os mais energizados , embora maduros, ainda rodopiem à vontade. São desejos que não devem ser recalcados e muito menos deixados ocultos, por força da idade, que não impede o indivíduo de ser feliz.
Para mim, ontem, o dia foi suficiente.As conversas roladas entre os meus queridos cunhados valeram por tudo. Rir e não ter medo foram o meu lema.
As fogueiras desapareceram, para mim, diante do quadro sofrido de uma mãe querida,que tanto me amou.
PARA EU SER FELIZ, PRECISO QUE OS MEUS TAMBÉM SEJAM.
O São João vai indo embora um tanto depressa. A espera é tão curtida , que não deixa o verdadeiro tempo parecer mais prolongado. Que vocês não deem espaço à melancolia. As festas andam....
Ao lado disso, vou seguindo o meu outro lado. Presenteada agora, leio , ao mesmo tempo,como fazia o meu pai, os segredos da Dieta Ortomolecular e , para variar, a Biografia de Oscar Wilde . E aí vai, logo logo, o meu talento, se é que tenho, em forma de textos, socializando tudo que li.
Acho que papai deixou mesmo para mim e outros descendentes o dom do intelecto, presente noite e dia e dia e noite.
Não viajei, como planejei, mas venho aproveitando o São João da forma que quis. Isso me leva ao gozo de um prazer tão grande , que melhor que tudo, estou bem. E hajam passeios. Deus dos céus!
Imaginem, apenas, que com canjica ou sem canjica , vivi o MEU SÃO JOÃO!!!
Postado por Eliana Pereira às Sexta-feira, Junho 24, 2011 0 comentários

segunda-feira, 20 de junho de 2011

TÃO AMÉLIA QUE JÁ MORREU...


A vida segue o seu destino e eu acompanho com um quê de mudança que se impôs a mim, em tempos de liberdade.
Amadurecida, talvez mais do que o esperado, foi que aprendi a ser mais livre, leve e solta.
Muito interessante tudo isto, mas muito importante para mim, posto que sentia necessidade de dar umas voltas , de virar páginas, de ousar e de me transformar.
Às vezes, sinto o espanto , nos olhos dos outros, como quem quer indagar o motivo e eu respondo com palavras vazias, deixando sempre no ar a curiosidade, que eu tenho vontade de suscitar.
Na verdade, na verdade, mudei de uma forma que me faz imaginar se o melhor aconteceu para mim ou o transitório é que me faz bem.
O reinício do meu trabalho já constituiu uma forma de agir diferentemente. Como se eu já estivesse num patamar de independência.
Estranha esta atitude, mas que me tirou do sufoco da insegurança. Penso que, sendo como sou, não necessito tamanhas maneiras de agradar para não perder.
A tarde se vai , levando o mistério de tantos mistérios.
Na realidade, vivo o presente e esqueço o passado, aquele pedaço que não me foi bom....
É o avesso da dor que eu demorei a achá-lo, mas que hoje , tardiamente, sigo um caminho que me leva a uma rebeldia limitada.
Se os dogmas, alguns deles, ainda persistem,sinto ,no meu ser , a beleza da mulher que ama, sem medos e sem leves receios.
E por falar nisso, vou embora ler um pouco do antigo proibido.
A bondade não implica o ter que ser a puritana Amélia. Tão Amélia que já morreu...

domingo, 19 de junho de 2011

COMO QUEM RETORNA AO LAR PATERNO....


Volto aos meus textos, como quem retorna ao lar paterno , em busca de aconchego.
É uma característica minha a transparência e o meu lado revelador que, tantas vezes, me faz desnudar para que vocês, leitores, aprendam a me conhecer , como autora e como gente.
Exatamente na hora em que eu dormia o meu melhor sono ou não, o ar condicionado parou. Que horror1! Estava em pleno sonho, embora fosse este um tanto atormentador.
Abro o janelão do quarto. As águas respingam no assoalho. Chove tanto, que este momento me deixa irritada, além dos meus limites. Isso é o pior...
Não queria, talvez, um domingo assim. Queria cama e esta só com a refrigeração.
Sempre passo por períodos ,uns menores, outros maiores, mas que fico confusa, diante do inusitado.
Nesse momento, impeço o meu pensamento de dar asas à imaginação. Às vezes, é preciso para-lo . Pensar em tudo e em tantas situações nos faz reviver o que deveria estar guardado em nossa caixinha de esquecimentos.
A noite, apesar das cinco horas, está muito escura. Esta negritude me provoca uma reação de repulsa. Vou lá e venho aqui. O computador me dá o prazer de preencher o tempo, tal qual, não fosse assim, me inquietaria de forma avassaladora. Deus dos céus!
A Tecnologia bem que ajuda. Sem tantos avanços seria o caos. Isso, depois que a desvendamos.
Amanhã é dia de trabalho. Termina o 'repouso" e começa a luta e que luta...
Confesso, leitores, que , poucas vezes, deixei que a vida me levasse pela pouca simpatia que me provoca o meu vizinho. Tento , de todas as maneiras, me desvencilhar desse sentimento.
Vivo um tempo que me transforma e me faz mais amadurecida, com garras e ousadias. Tenho que atravessar um atoleiro, para me sentir inovada e consonante com este mesmo tempo.
Lendo Fernando Pessoa , anotei , e quase memorizei, para seguir o seguinte Pensamento:
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas , que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e se não ousamos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
Concordando ou não, meus leitores, fico com Fernando Pessoa que sempre me fascinou e me abriu os olhos, por vezes, vendados.... e depois conversamos mais!