Especial!!

Especial!!
Linda!!!!

domingo, 22 de maio de 2011

EU SOU ASSIM....


Difícil acreditar em tantas artimanhas de quem já passou da adolescência.
Para tanto, uso os meus conhecimentos psicológicos que me permitem uma aceitação positiva incondicional.
Acordei em plena madrugada. Esse lugar comum já não espanta e nem me mantém em alerta.
A gente termina por se acostumar a tudo, até mesmo com os comportamentos exdrúxulos que poderiam causar pânico.
Tudo que é hilário, mal pensado e mal formulado terminam por se tornarem um motivo de espetáculo, como dizia o meu pai. Que ele nos ouça. Tão ciente está do que acontece na terra, com gregos e troianos. Será?
O domingo termina sem nada de relevante, aliás o final de semana todo.
Passeei, sorri, fui às livrarias. Afinal, aproveitei o suficiente ou mais ainda, considerando que os serviços domésticos, tão saboreados por mim, me tomaram um pouco do meu tempo. Faz parte , agora, do meu cotidiano deixar a minha casa muito arrumada, satisfazendo a minha sensualidade estética que me persegue.
Com tantos passeios e devaneios, ainda me lembrei de você, menina de mais de cinquenta.
Esquecida de que a vida não espera pelo tempo mastigado com asneiras, deixa o momento passar sem pudor e sem possibilidade de arrependimentos.
Ainda bem, que estou sentada na poltrona dos, quase, esquecidos. Não prejudico
e nem sou prejudicada. Mantenho-me neutra e me dou por muito querida.
Valha-me Deus: na madrugada vale tudo, até os pensamentos variados que saem de nossas mentes, sem censuras e sem , muitas vezes, congruências.
Eu sou assim e não quero mudar. É dessa forma que sou amada e que, talvez, me iluda com palavras belas...
A ilusão , também, serve para alimentar o ego.
TUDO MUITO REAL SERIA UM DESMANTELO....
Pior seria a amargura, que eu não tive, pelo desamor...... Tudo foi passageiro e, como tanto, a dor foi TRANSITÓRIA....

sábado, 21 de maio de 2011

UM OLHO NA MISSA E OUTRO NO PADRE....


Um olho na missa e outro no padre. Isso vem se repetindo com todos, ou quase todos, que comungam dessa vida mutável e desordenada.
Acabei de chegar do Restaurante, alegremente. Não estou só, mas confesso que a minha contingência de ter o sono retardado, acaba por me deixar num estado de solidão. É uma hora em que compartilho os meus compromissos por escolha e não por exigência.
E lá vou eu, de emoção em emoção, curtindo o meu pensamento sempre á base de sentimentos bons.
Devo aos meus pais esta incorporação e à minha filha, a lapidação.
É a tal coisa: aliada a esses sentimentos , aprendemos tantos conteúdos, uns com outros, aqui em casa, que acabamos por entrar na área do outro, falando termos médicos, psicológicos e advocatícios.
Mas, é olho na missa e outro no padre. Nada de querermos nos revelarmos sem orientação e , muito menos, como diplomados no que não somos.
Em mim, há um receio de me mostrar, com segurança, um profissional verdadeiro , quando tudo não passa de um amadorismo.
Tenho andado esperta e um tanto diferente. Acredito que a minha nova imagem me deu uma forma de agir mais leve e mais eu. Também, nada de pressão alta. Que bom!!!!
Tinha que ser assim. Para quem não sabe, tive um evento no meu coração: o famoso e conhecido infarte.
O meu regime alimentar e o meu tratamento medicamentoso rígido, aliado às caminhadas diárias só poderiam me deixar bem modificada. Além de tudo, a orientação médica e psicológica. Como não me tornar zen?
Acho que depois da luz vermelha, o alerta acendeu e eu me conscientizei mais do que pensa quem não me acompanhou.
Naquele momento, senti tanto a falta da minha mãe, tão forte como sofridamente, por mais que eu procurassse relaxar e esquecer, sem querer esquecer.
O frio toma conta de mim. É sabido que uma temperatura mais baixa nos deixa mais preguiçosos e, por vezes, mais melancólicos.
Já falei , no entanto, que agora estou sem apego, sem melancolia e sem saudade. "A ordem é desocupar lugares. Filtrar emoções."( Caio Abreu.)
Leitores. foi difícil, mas não é que tão esperta, quanto muitos, aconteceu.
E, hoje, com banho e tudo , lá me vou eu contar carneirinhos. É um olho na missa e outro no padre, inversamente mesmo. Dará no mesmo o caminho da minha resposta matemática, que eu tanto amei!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

ESTE SEMPRE NEM EXISTE....


A tarde foi diferente. Sonhei, com tanta realidade, que vivi o momento com todos os meus sentidos.
Não consigo ficar sem pensar em você, mamãe. Aquelas nossas conversas, só entre nós duas, ficaram interminadas.
Hoje, por força de Deus, possivelmente, consegui terminá-las com tanta certeza ou quase certeza, que alimentou a minha alma ,no momento do sonho. Pelo menos isso.
Por força de contingências, estamos um tanto distantes. Mas,como se sabe, mãe não deixa os seus filhos, por mais que a distância física forçada imponha o fato.
Além de tudo, mama, seja onde você estiver, hoje ou, melhor, amanhã, você entenderá , possivelmente, como suportei não ter você, tão,antes, abnegada a minha pessoa de todas as maneiras possíveis e inimagináveis.
Tudo isto pertenceu só a nós duas.
Ando parecendo independente, ou melhor, curada e ajudada por uma terapeuta que me deu condições suficientes para mudanças. Sem tanto, mãe, você vai entender,um dia, o quanto estaria às portas de novas topadas e, aceitando, porque não haveria como não deixar de aceitar, estar nas mãos de Deus.
Na verdade, estou vivendo de forma muito diferente. Gostaria de conversar tudo isto com você, frente a frente,como em tantos dias que nos regozijávamos com todas as minhas confissões.
Você , sempre, me disse que era eu quem lhe contava todas as coisas. Éramos de uma cumplicidade a olhos vistos...
Mas, agora, mama, rezo o Terço. Não deixaremos de conversar para sempre.

ESTE SEMPRE NEM EXISTE....

E, nós, seremos o que, talvez, nem os outros sejam capazes de entender...
O que hoje você não sabe, será o amanhã quem lhe "contará"...
Amo você, de todas as formas!!!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

FILTRANDO EMOÇÕES....


Pensara hoje ter um bom sono esta tarde. Qual engano! Nem sei o porquê desta excitação, que me deixou inquieta.
Após uma boa caminhada, cheguei no ponto para tirar uma soneca. Um milhão de sentimentos se misturaram e eu terminei acordada , pensando em tudo, menos naqueles que não eram merecedores. Acho que este sentimento de ingratidão acontece, se não em todos, pelo menos em sua maioria. Não sou exceção...
Tenho lido muito e aprendido bastante. Numa dessas leituras do autor Caio Fernando Abreu, me deparei com uma frase, que me deixou pensativa:" SEM APEGO. SEM MELANCOLIA. SEM SAUDADE. A ORDEM É DESOCUPAR LUGARES. FILTRAR EMOÇÕES."
Sensitiva como sou, não foi fácil filtrar as minhas emoções. Com tantas pessoas a se comportarem de formas diversas, estive ã beira de um colapso.
Mas, sabe, leitores amigos, ouvi de um famoso cardiologista que às vezes é preciso dar uma topada para acordar.
Já havia levado a minha, já havia acordado em parte e, com uma boa dose de inteligência emocional, fui filtrando, uma a uma, as emoções mais fortes, que me fizeram chorar de tristeza e de melancolia.
Hoje sou , como disse Caio Abreu, sem apego, sem melancolia e sem saudade.
Não sei, até que ponto, me tornei indiferente. A vida ensina com a alegria ou com a dor. Já aprendi muito...
Posso dizer que sou outra mulher. Enganam-se os que insistem em não acreditarem. É que mudanças radicais, mesmo acontecidas a longo prazo, provocam choques.
Nunca estive tão na minha, nunca acreditei tanto em meus valores e na minha auto-estima. Não sinto arrependimentos. Enfim, estou em paz comigo mesma.
Cuidando do meu físico e do meu emocional, já houve quem me tecesse elogios.E que elogios! Vocês, ainda, haverão de concordar, ou não.
Sinto que subi uma escada devagarinho , mas subi. Levei a topada e me levantei.
Alerta a tudo e a todos, me desapeguei do que, emocionalmente, me doía, tornei-me alegre e a saudade saiu de mim.
Que os espertos reflitam como eu fiz. No momento certo, virem a página da vida.
Penso que "se não posso mudar o meu começo, posso fazer o meu final."
A frase não está escrita na íntegra. Com tudo isto, transmiti a mensagem.
E o melhor de tudo: sei, agora, filtrar as emoções. Que mais quero eu?
Com este coração sob domínio...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

PELO MENOS DIGNIDADE....


Um tanto de repente, descobri que o meu quarto, hoje , havia se trans formado num escritório. Nada falta, ao contrário dos que pensam alguns. É até engraçado ouvir e, muitas vezes, deixá-los assim pensando. Triste ilusão.
Um dia, respondo à altura como merecem os sabem lá o que...
Mas, depois de tanto ler e estudar , comecei a refletir sobre a Educação nos últimos tempos. Imaginei que, até, podemos dizer que há uma espécie de traição no educar. Paga-se mal aos professores, as escolas, tantas vezes, ameaçam cair, livros são retirados das Bibliotecas porque falam em personagens que sugerem racismo e cantigas saem do contexto porque provocam medo.
Aí me interrogo se é certo ou incorreto? Acho que o medo faz, até, parte da existência, posto que pode ajudar o indivíduo a enfrentar. Porventura, provocaria, apenas, o afastamento das pessoas?
Não falemos em terrores e nem violências. Quem sabe o medo natural não seria saudável?
Sem me aprofundar na Educação, acho que esta, principalmente, na infância e adolescência, são, quase, uma utopia. Coloca utopia nisto...
Esta noite me leva a vários pensamentos. As leituras me conduzem aos temas. Entro no aspecto social, deixando mudar o tom pessoal das minhas crônicas para abordar assuntos que estão em pauta.
Âs vezes, escrevo alegre e esperançosa. Outras, escrevo sentindo uma dor que dilacera a minha alma. Já vi cenas que me tiraram o sono. Mães de tenras idades com os seus filhos , catando o lixo e comendo o que encontra, como se saboroso fosse. Pareciam contentes...
Penso que eles comem o lixo e nós engolimos, ruminando o lixo moral, muitas e muitas vezes. Continuamos as nossas vidas, como se nada tivéssemos a ver.
Há uma luta que se trava dentro de mim, para não cair na falta de esperança, na descrença que conduziria ao pior.
Deixo claro, também, que, mesmo maduros, estamos, ainda, a aprender com a alegria e com a dor...
Sinto que estou preocupada. O sono está me conduzindo a terminar o texto.
De qualquer forma, devo ter deixado uma mensagem. Isso me dá uma tranquilidade. Pelo menos, devo ter plantado uma árvore e vocês, leitores,estão vendo o meu lado social, que clama por Justiça e, se não por igualdade (que não existe ou não existirá), pelo menos dignidade!!!!

sábado, 14 de maio de 2011

E MUITO MAIS....


Aqui em Boa Viagem, sinto um frio que parece penetrar em minhas entranhas. Talvez, devido ao fato, perco o meu sono e começo a ler. É uma tola ilusão, posto que permaneço de olhos abertos, sem sinais que me deem esperança de adormecer.
Já é uma hora da madrugada. Saio do quarto para não incomodar. Começo a ler, seguindo o meu velho costume de folhear livros, sem me acostumar, de toda, com a leitura feita pela internet.
Imagino, com minha maneira de achar sempre uma razão, que Nem tudo que é novo é positivo e, ainda, que Nem tudo que é tradicional é certo.
Já li algo sobre o assunto. Na verdade, gosto de manusear as páginas do livro e, confesso que, até sentir o seu cheiro, me fascina.
Que os muito jovens me perdoem , mas a internet não me atraiu a tanto. A linguagem , que se modifica com uma certa constância, nem sempre percebemos. Evidentemente, que busco ler o que está atualizado ou rebusco os livros escritos há tempos, mas que me dão um ensinamento inigualável, satisfazendo a minha sede de aprender. Há escritores que não morrem. Muito pelo contrário, se perpetuam , com um legado de saberes escritos, que nos deixaram e nunca serão ultrapassados.
Mas, o tempo passa e eu sinto que o tema não me leva ao sono. Talvez desejasse falar de amor , de ternura e de muito mais. Entro nos livros como quem não quer , mesmo, amenizar o momento.
Deve haver , além do frio, um pouco de preocupação que ocupou a minha mente nesses últimos dias. Apesar de mais tranquila, foi tão forte o peso, que o inconsciente ainda guarda de forma muito insistente. Outros fatos joguei no lixo, pois vinham de gente sem escrúpulos e sem muito mais...
Abro a varanda. O vento faz barulho e parece aumentar ou alimentar aquela ansiedade de algo difuso e misturado, que eu me esforço, mas não consigo contê-la. A minha Psicologia não funciona tão rapidamente e nem surte efeito em mim. Também pudera. Nem um aconselhamento seria possível sem alguém que me falasse.
A rua está deserta e silenciosa, excetuando-se um som aqui e outro ali de notívagos estranhos que, talvez, embriagados se destroem e falam sem sentido.
A noite é, quase, um mistério. E quando a insônia bate, Deus dos céus, nem os fantasmas da mente desaparecem.
Com todo o frio, quase batendo o queixo, fecho tudo , pois tudo,hoje, faz medo , neste mundo. Abrigo-me com mais vestes e vou ao banho quente.
Há uma esperança no ar de que eu adormeça embalada por esta solução. Durmam bem e, se houver alguém insone, use o meu método.
Não preciso ir para Pasárgada. Será? Lá é o reino feliz, inventado por Manuel Bandeira, onde ele iria dormir com a mulher escolhida, na cama do Rei.
Desculpem o que digo ou repito. Falo em Pasárgada sem justificativa. Já estou prá lá de Bagdá....

quarta-feira, 11 de maio de 2011

NUNCA FAÇO ASSIM....


Nem sempre faço assim, ou por outra, nunca faço assim... Hoje, nem sei porque, desliguei a Televisão e me ausentei de ver tantas violências e desigualdades, que assisto todos os dias.
Existem muitas teorias acerca de como resolver essas situações, que ficam nos papéis, formando amontoados de Processos e de Projetos acumulados na poeira.
Também tem dias que a dor , principalmente , a da alma pulula em nossas mentes e começamos a refletir, achando que uma parceria do bem poderia ser a esperança de melhores dias.
Mas, hoje estou descrente. Passados tantos anos, penso e sinto que a Justiça Legal inexiste. Já acreditei e muito. Na minha infância, gostava de ver, no bureau do meu pai, uma estatueta de pessoa com os olhos vendados e com a balança do equilíbrio.
Imaginava que ao se fazer JUSTIÇA , não se visse a quem. Ledo engano esse meu. Penso que naquela idade melhor foi crer assim. Não tinha condições de acreditar que existem, talvez, muitas Justiças. Vejo , agora, que por roubar um pão tem gente na cadeia e, por matar, tem afortunados em cadeias semi abertas, com direitos e regalias.
Difícil ver, tentar mudar e ser, muitas vezes, uma gota no oceano. Também, sou amadora no assunto. Sem viver no mundo dos advogados, escrevo como vejo.
E lá se vão, agora, tentando diminuir o peso do tema, algumas lembranças , que nunca deixaram de me perseguir.
"As vezes ser diferente dói." Nem sei porque veio à tona essa frase. Acho que ando obcecada com alguns desprezos injustificados de quem ainda não me deu o valor que mereço.
Deixa pra lá....contanto que eu lhes conte, amados leitores, que na minha infância doeu muito ter olhos castanhos, enquanto os cinco irmãos possuíam olhos azuis, que puxaram a minha mãe.
Hoje sorrio da minha dor e até agradeço pelos olhos escuros. O motivo, eu deixo velado. Mas, pensem bem, num sol que temos, ter olhos azuis é muita vantagem?
A minha crônica é hoje tudo que pensei escrever. Se vale ler, deixo com vocês os comentários....muito me faz bem!!!!!