Especial!!

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Linda!!!!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

PELO MENOS DIGNIDADE....


Um tanto de repente, descobri que o meu quarto, hoje , havia se trans formado num escritório. Nada falta, ao contrário dos que pensam alguns. É até engraçado ouvir e, muitas vezes, deixá-los assim pensando. Triste ilusão.
Um dia, respondo à altura como merecem os sabem lá o que...
Mas, depois de tanto ler e estudar , comecei a refletir sobre a Educação nos últimos tempos. Imaginei que, até, podemos dizer que há uma espécie de traição no educar. Paga-se mal aos professores, as escolas, tantas vezes, ameaçam cair, livros são retirados das Bibliotecas porque falam em personagens que sugerem racismo e cantigas saem do contexto porque provocam medo.
Aí me interrogo se é certo ou incorreto? Acho que o medo faz, até, parte da existência, posto que pode ajudar o indivíduo a enfrentar. Porventura, provocaria, apenas, o afastamento das pessoas?
Não falemos em terrores e nem violências. Quem sabe o medo natural não seria saudável?
Sem me aprofundar na Educação, acho que esta, principalmente, na infância e adolescência, são, quase, uma utopia. Coloca utopia nisto...
Esta noite me leva a vários pensamentos. As leituras me conduzem aos temas. Entro no aspecto social, deixando mudar o tom pessoal das minhas crônicas para abordar assuntos que estão em pauta.
Âs vezes, escrevo alegre e esperançosa. Outras, escrevo sentindo uma dor que dilacera a minha alma. Já vi cenas que me tiraram o sono. Mães de tenras idades com os seus filhos , catando o lixo e comendo o que encontra, como se saboroso fosse. Pareciam contentes...
Penso que eles comem o lixo e nós engolimos, ruminando o lixo moral, muitas e muitas vezes. Continuamos as nossas vidas, como se nada tivéssemos a ver.
Há uma luta que se trava dentro de mim, para não cair na falta de esperança, na descrença que conduziria ao pior.
Deixo claro, também, que, mesmo maduros, estamos, ainda, a aprender com a alegria e com a dor...
Sinto que estou preocupada. O sono está me conduzindo a terminar o texto.
De qualquer forma, devo ter deixado uma mensagem. Isso me dá uma tranquilidade. Pelo menos, devo ter plantado uma árvore e vocês, leitores,estão vendo o meu lado social, que clama por Justiça e, se não por igualdade (que não existe ou não existirá), pelo menos dignidade!!!!

sábado, 14 de maio de 2011

E MUITO MAIS....


Aqui em Boa Viagem, sinto um frio que parece penetrar em minhas entranhas. Talvez, devido ao fato, perco o meu sono e começo a ler. É uma tola ilusão, posto que permaneço de olhos abertos, sem sinais que me deem esperança de adormecer.
Já é uma hora da madrugada. Saio do quarto para não incomodar. Começo a ler, seguindo o meu velho costume de folhear livros, sem me acostumar, de toda, com a leitura feita pela internet.
Imagino, com minha maneira de achar sempre uma razão, que Nem tudo que é novo é positivo e, ainda, que Nem tudo que é tradicional é certo.
Já li algo sobre o assunto. Na verdade, gosto de manusear as páginas do livro e, confesso que, até sentir o seu cheiro, me fascina.
Que os muito jovens me perdoem , mas a internet não me atraiu a tanto. A linguagem , que se modifica com uma certa constância, nem sempre percebemos. Evidentemente, que busco ler o que está atualizado ou rebusco os livros escritos há tempos, mas que me dão um ensinamento inigualável, satisfazendo a minha sede de aprender. Há escritores que não morrem. Muito pelo contrário, se perpetuam , com um legado de saberes escritos, que nos deixaram e nunca serão ultrapassados.
Mas, o tempo passa e eu sinto que o tema não me leva ao sono. Talvez desejasse falar de amor , de ternura e de muito mais. Entro nos livros como quem não quer , mesmo, amenizar o momento.
Deve haver , além do frio, um pouco de preocupação que ocupou a minha mente nesses últimos dias. Apesar de mais tranquila, foi tão forte o peso, que o inconsciente ainda guarda de forma muito insistente. Outros fatos joguei no lixo, pois vinham de gente sem escrúpulos e sem muito mais...
Abro a varanda. O vento faz barulho e parece aumentar ou alimentar aquela ansiedade de algo difuso e misturado, que eu me esforço, mas não consigo contê-la. A minha Psicologia não funciona tão rapidamente e nem surte efeito em mim. Também pudera. Nem um aconselhamento seria possível sem alguém que me falasse.
A rua está deserta e silenciosa, excetuando-se um som aqui e outro ali de notívagos estranhos que, talvez, embriagados se destroem e falam sem sentido.
A noite é, quase, um mistério. E quando a insônia bate, Deus dos céus, nem os fantasmas da mente desaparecem.
Com todo o frio, quase batendo o queixo, fecho tudo , pois tudo,hoje, faz medo , neste mundo. Abrigo-me com mais vestes e vou ao banho quente.
Há uma esperança no ar de que eu adormeça embalada por esta solução. Durmam bem e, se houver alguém insone, use o meu método.
Não preciso ir para Pasárgada. Será? Lá é o reino feliz, inventado por Manuel Bandeira, onde ele iria dormir com a mulher escolhida, na cama do Rei.
Desculpem o que digo ou repito. Falo em Pasárgada sem justificativa. Já estou prá lá de Bagdá....

quarta-feira, 11 de maio de 2011

NUNCA FAÇO ASSIM....


Nem sempre faço assim, ou por outra, nunca faço assim... Hoje, nem sei porque, desliguei a Televisão e me ausentei de ver tantas violências e desigualdades, que assisto todos os dias.
Existem muitas teorias acerca de como resolver essas situações, que ficam nos papéis, formando amontoados de Processos e de Projetos acumulados na poeira.
Também tem dias que a dor , principalmente , a da alma pulula em nossas mentes e começamos a refletir, achando que uma parceria do bem poderia ser a esperança de melhores dias.
Mas, hoje estou descrente. Passados tantos anos, penso e sinto que a Justiça Legal inexiste. Já acreditei e muito. Na minha infância, gostava de ver, no bureau do meu pai, uma estatueta de pessoa com os olhos vendados e com a balança do equilíbrio.
Imaginava que ao se fazer JUSTIÇA , não se visse a quem. Ledo engano esse meu. Penso que naquela idade melhor foi crer assim. Não tinha condições de acreditar que existem, talvez, muitas Justiças. Vejo , agora, que por roubar um pão tem gente na cadeia e, por matar, tem afortunados em cadeias semi abertas, com direitos e regalias.
Difícil ver, tentar mudar e ser, muitas vezes, uma gota no oceano. Também, sou amadora no assunto. Sem viver no mundo dos advogados, escrevo como vejo.
E lá se vão, agora, tentando diminuir o peso do tema, algumas lembranças , que nunca deixaram de me perseguir.
"As vezes ser diferente dói." Nem sei porque veio à tona essa frase. Acho que ando obcecada com alguns desprezos injustificados de quem ainda não me deu o valor que mereço.
Deixa pra lá....contanto que eu lhes conte, amados leitores, que na minha infância doeu muito ter olhos castanhos, enquanto os cinco irmãos possuíam olhos azuis, que puxaram a minha mãe.
Hoje sorrio da minha dor e até agradeço pelos olhos escuros. O motivo, eu deixo velado. Mas, pensem bem, num sol que temos, ter olhos azuis é muita vantagem?
A minha crônica é hoje tudo que pensei escrever. Se vale ler, deixo com vocês os comentários....muito me faz bem!!!!!

terça-feira, 10 de maio de 2011

NOVAMENTE APRENDENDO....


Acho que nunca, na verdade, houve tempo em que eu pensasse que a vida era ou é simples. Ela é muito complexa...
Com uma percepção aguçada e com algumas vivências ultrapassadas a trancos e barrancos, vivi fatos e melodias, que não foram fáceis.
Incríveis são as pessoas, quase impossíveis de serem entendidas mesmo no auge das terapias( psicológicas ou não) mais profundas.
Tentativas e erros têm me levado a pensar nas malícias das criaturas e nas generosidades dos poucos , que são normais e bons.
Estou aprendendo , muita coisa, novamente. É preciso me salvar diante de tantos comportamentos estriônicos. Quando a gente pensa que venceu, vem uma onda forte, que se compara a uma rebeldia de humores tão oscilantes, que assustam.
Não, não sei se já falei o quanto repudio a falsidade e a rede de intrigas infantis que, de tão infantis, acabam sendo drásticas.
Conheci gente que faz da vida uma fofoca, usando um termo bem abaixo daqueles que fazem parte do meu vocabulário. Assimilei bem o que papai dizia e me lapidei, com leituras e estudos científicos, para não ficar igual aos que se recusam a um crescimento intelectual.
Mas, mudando de assunto, continuo achando que as chuvas e a baixa de temperatura fazem da minha alma e do meu corpo um gelo. Faltam-me carinho e aconchegos, para que eu vença as tempestades inusitadas e sem controle.
Com tantas e quantas, percebo que o reverso da medalha também existe. O outro e os outros que caem num atoleiro difícil de sairem. Coitados!
Imagino que ando numa corda bamba. E daí? Vamos nessa e naquela. O importante é usar a inteligência e a arte de me querer, sem medos e sem tropeços. . Valha-me DEUS!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O QUE SOBROU DO ACASO...


A noite cai, debaixo de um céu nublado e de um tempo quase frio.
Absorta em meus pensamentos, não consigo me desvencilhar de uma rede de conflitos, que insistiram em bater na minha porta e me fazerem morada.
Tenho amores e dissabores, tenho medos justificados e assombrações escandalosas. Pensem no que quiserem. Pelo menos, o pensar é livre...
Há tempo de aparecer e outros de se esconder. Assim, mais ou menos, disse Clarice Lispector, em alguma de suas poesias. Fiz questão de memorizar este poema, mas que não fosse na íntegra. Perguntem-me o porquê. Não saberei responder.
Como vocês sabem, e eu sei, às vezes é necessário ter uma amnésia, quase lacunar, para não se tomar de tantas explicações.
Mas, tudo tem uma razão. Vivo, no entanto, uma fase indefinível, tal qual a maioria dos seres humanos, em certos momentos.
Com isso, tenho escrito textos mais ocultos ou mais filosóficos. A mim não importam as interpretações que possam dar os meus leitores. Melhor assim, quando o se escancarar traz amarras que poderiam suscitar desfechos maliciosos. Eu, hein, estou na minha,até os meus limites.
Estou bem comigo mesma, ou náo. Tenho dúvidas que me tiram o sono e certezas que têm um período limitado.
Tudo isto, ou quase tudo, me faz ficar diferente na minha maneira de pensar e de me expressar. Não sei, muito bem, a quem agrado. Os comentários são tolhidos. Respeito a posição , só não me peçam que eu afirme um contentamento....
Ah, chuva, chegaste com força...E, nós, tão fracas tememos os seus estragos.
Não tenho frequentado a minha varanda. O frio e a ventania me afastam. Mas, ela continua tão amada, posto que há, sempre, um cantinho onde curtimos nossos sentimentos e onde nos tornamos, mais e mais, VERDADES.
Lá se vai a noite, chegando com a sua escuridão inerente. Vamos esquecer o que sobrou do acaso....

quinta-feira, 5 de maio de 2011

SER MÃE....


Esta é a semana das mães. O mês de maio já pertence a nós. O assunto é tão vasto e tão emocionante que , confesso leitores, não sei como definir tão facilmente.
Tive com minha mãe uma relação de carinho e de proteção incondicionais tão maravilhosa, que já me fez ver e sentir o valor de uma mãe na vida do seu rebento.
Hoje, chora o seu padecer extremo numa cama , sem que saibamos até quando Deus deverá levá-la. Essa tristeza é tão profunda, que me deixa sob o impacto de como poderia homenagear às mães, estando ela e seus filhos tão sofridos.
Apesar de tudo, ela será sempre o meu alento, a saudade de velhos tempos, que não voltarão, mas cujos valores transmitidos estão incorporados e fazem de mim o que sou. Hoje e sempre.
Também, sou mãe. Com muito orgulho, dou a minha pessoa o maior título alcançado. Como mãe, aprendi a amar sem limites, exercendo toda a doação de que um ser seria capaz.
Desde que me fiz mãe, senti o carinho mais gostoso de dar, não estabelecendo regras, pois o amor de mãe é tudo e muito mais. É carinho, doação, perdão, aproximação, veneração, orgulho e a própria anulação para ver sua filha, no meu caso, ou seus filhos realizados.
Com uma filha maravilhosa, doce e abnegada, experimento o amor de mãe mais glorioso. É um amor que começou desde que ela foi gerada e se perpetua em todas as épocas de suas vidas . É um contentamento indescritível.
Hoje , homenageio todas as mães. Aquelas que me estão perto ou distantes,as abnegadas, as sacrificadas e as , sempre, doadas.
Homenageio as mães, ainda, gestantes, as que acabaram de dar à luz, enfim, a você mulher que cumpre ou CUMPRIU, um dia, a sua grande missão: SER MÃE!!!!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

NÃO TÃO REAL...


Hoje sonhei com você. Apenas em sonho, posso lhe dar esse tratamento. Não ousaria, jamais, tratá-lo assim, salvaguardando todos os meus princípios de educação e de respeito, que faço questão de preservá-los. Cresci e me lapidei nesses moldes.
Acordei várias vezes durante a noite e voltei a dormir um sono leve, entremeado de preocupações.Tanto assim, que cedo me levantei...
Não gostaria que fosse dessa forma. Também pudera, difícil assim não acontecesse. Tenho notado que a hierarquia vem desaparecendo , paulatinamente. Aqueles de escalão mais baixo, até mesmo, em casa, já não trata o seu patrão como devia. Isso quando trata, pois , em diversas ocasiões, nem sequer o atende.
Tenho ímpetos de gritar o que deveria, mas me seguro, mesmo sabendo que todos têm o direito de gritar. Estudei isso recentemente, embora já sabendo.
Mas, hoje sonhei com você. Havia, há tempo, um desejo de pedir ajuda e de clamar por socorro, diante de tantas humilhações sofridas, que, até, já tiveram um desfecho desfavorável.
Você me ouviu e se mostrou , com toda a sua ética, mais calado, porém dando sinais fisionômicos de que nada poderia ser assim.
A noite foi diferente, ou não. Penso que, por mais que tente me modificar, os meus bons sentimentos e a minha solidariedade atuam muito mais forte do que reluto.
Há uma tristeza escondida e camuflada. Isso tudo expressei no sonho, de forma não tão real...
Sentimento, como este, tem me deixado insatisfeita.
Às vezes, tenho pena de certos sentimentos de arrependimento, de que poderão ser vítimas as pessoas que tanto já busquei e fui repudiada.
Não sei se grito por socorro ou se apenas expresso o que sinto. Pelo sim e pelo não, o meu sonho não terminou. Você , que eu oculto, continuará abstrato.
Nem sempre podemos expressar , publicamente, tudo que gostaríamos.
É isso leitores: a vida e suas nuances. Eu e você, você e eu. Uma roda gigante que não para de girar. Um futuro de incógnitas. Surpresas que podem assustar, ou não.
Há gente tão forte, que nunca sai sequelado. Isso é bom. O esquecimento se dá fácil em muitos, mas para outros restam o medo e a tristeza do acontecido.
De qualquer forma, ainda resta um contentamento que me gratifica emocionalmente.
Disse Pitágoras: "Das injustiças, o pior não é sofrê-las, é cometê-las."