
São exatamente dezoito horas. Neste horário, há sempre um quê de nostalgia que nos faz refletir ou , até mesmo, nos deixar levar por um momento Santo. O Cântico da Santa Maria, neste instante, nos eleva a um estado de pureza d' alma , quando parecemos mais dignos e menos avessos ás ingratidões....
Quando assim falo, lembro do meu pai que, sempre, aludia ser a ingratidão um sentimento abominável.
Repetia ele as palavras de Jesus, na Parábola dos leprosos: "Não foram dez os curados, onde estão os outros nove?
Essa maneira de agir se repete nos tempos de hoje e, por mais que não queiramos julgar, fica, sempre, uma tristeza que, muitas vezes, guardamos no fundo do coração, evitando falar, já que o indivíduo, que o pratica, é o maior sabedor.
Concordo com papai, mas como ele, apenas repito as palavras de Jesus.
De que adiantará imputar a um ou a outro?
Além do mais existem os esquecidos da realidade , os pseudo esquecidos e os mais lembrados do que possamos imaginar.
Achei muito importante o Pensamento de Albert Camus:" Vou lhe dizer um grande segredo , não espere o Juízo final. Ele se realiza todos os dias."
Mas, leitores, há quem viva o momento, sem pensar no ontem. Talvez, nunca tenha se ajoelhado para agradecer, ou se o faz, esbarra com comportamentos imperiosos, esquecidos de tudo e de todos, daqueles que amenizaram a sua dor e lhe trouxeram a paz, a cura, o alento, a caridade e, ainda, lhe perdoam com Humanidade.
Mas, a verdade é que tudo isso se inclui no que disse o grande escritor Enoch de Oliveira: NENUMA INGRATIDÃO É MAIS INJUSTA DO QUE A DO HOMEM PARA COM DEUS." E Deus está, muitas vezes, representado pelo homem que ajudou ao outro homem...
Preciso dizer mais?





