
Desisti de procurar o sono. Também pudera, acordada às duas horas da manhã, já foi tempo demais nesta angústia, que me deixa inquieta, intranquila e , pior que tudo, pensativa.
Queria parar de pensar um pouco e poder ter a paz de que tanto preciso.
Tanto desprezo rolando e tanta inconsequencia daqueles que imaginam ter o mundo aos seus pés, não importam as voltas que o mundo dá. Parecem ter a certeza das certezas de que o hoje afortunado de tudo será sempre o amanhã.
Não quero sentir a falta que os outros me fazem. Fácil , também, não é entender o muito da felicidade que parecem sentir aqueles que se alienam da realidade do mundo, desprezando e se calando.
Ai daqueles que apressam o rio. Também ai daqueles que se abstraem de um futuro de incógnitas e de um futuro inesperado.
Desisti de procurar o sono. Não estou tão bem quanto queria. Nunca imaginei que o desprezo doesse tanto. Valha-me Deus, dói muito....
Aprendi a dar voltas por cima, mas tudo isso me pesa, agora, como se o passar dos anos fosse mais amedrontador e mais sofrido.
Na noite e na madrugada, um pouco menos, tudo parece ter uma dimensão maior. Esta deve ser a razão, ou não, desses meus devaneios recheados de inquietações.
Estou acordada, sozinha. A SOLIDÃO , geralmente, é um fator de ansiedades e de angústias.
Já sinto , de longe, uma réstia de sol e , junto com ela, a esperança de que você estará ao meu lado nos momentos inquietantes, pois eu também quero lhe ajudar, se, um dia, o sol não brilhar tanto quanto queria...