
Não sei se lembro bem do título. Acho que era "Brincadeira do contente." Falava Pollyana, personagem de histórias infantis, que a gente deve aproveitar sempre o lado bom da vida.
Li esses livros lá se vão tantos anos. Hoje, muito tempo depois, achei que deveria aproveitar essa lição. Sempre guardamos do passado algo que nos impressionou ou nos marcou fortemente.
De ontem para cá, fiquei a pensar se deveríamos ler ou escutar tantas injustiças que nos são dirigidas, sem possibilidade de diálogos ou de nossas defesas. Sem razões e sem entendimentos...Valha-me Deus!
Pegaram-me "de supetão". Fiquei magoada, mas por quê?
Afinal, onde está, nesse caso, o lado bom da vida? há sempre algo que nos torna contente , posto que se não nos ensina, pelo menos, passamos a ter os nossos comportamentos reativos, que podem nos levar a um encantamento. Tornamo-nos indiferentes e isto também faz bem, às vezes.
Tudo que vem de fora, pode nos deixar mais fortalecidos. Não podemos, eternamente, ser plumas leves que se abatem perante as imprudências dos impensados, que se veem fortes.
Fui buscar, no fundo do baú das minhas memórias arquivadas, as histórias de Pollyana. No primeiro momento,me abati. No segundo , tirei leite de pedras. A gente aprende, também, com o que nos atinge. Se tudo fossem flores, nem sequer distinguiríamos o bom do mal, nem sequer saberíamos amar o bem e rejeitar o mal.
Há sempre o lado bom da vida. Que saudades do tempo em que aprendi a sentir que a vida tem sempre um lado maravilhoso.E é este lado que eu amo...
O ideal é estar contente. O emocional inteligente não se deixa abater por maus pedaços. O importante é ser sábio e a sabedoria não esquece a bondade e o contentamento. Quem vai desperdiçar a alegria por conta de atos agressivos, sejam impulsivos ou não?
Estou com saudades da minha infância, leitores queridos. Quanta coisa aprendi!





