
Já são quase doze horas da noite. Percebo que a minha inspiração, como a dos outros, provavelmente , chega de repente, quase do nada ou do inconsciente que fala tão baixinho, mas "muito insistente."
Estou num momento quase único ou igual a muitos outros. Na verdade, nem sei dizer, tamanha a confusão mental que se instala nesta quase madrugada.
Ando um pouco desaparecida, entregue aos pensamentos e indagando o porquê de tantos desaparecimentos, injustificadamente justificáveis.
Precisava fazer uma pausa. A gente, também, precisa fazer falta, para que os outros sintam a nossa ausência e alguns aprendam a nos dar o tratamento que merecemos.
Quase não sei como proceder. Não sei se calo ou se falo. Difícil discernir entre a necessidade de esconder, neste momento, os meus íntimos segredos ou escancará-los sem pudor.
Estou apática e , ao mesmo tempo, eufórica. Para uns mostro uma dor, para aqueles me abro em sorrisos. Não é fácil definir o meu humor. Nem eu mesma consigo me achar. É um momento fácil e difícil. Depende da hora e de quem estou perto.
Falo, talvez, por metáforas. Sou atípica, quando me expresso. Por isso agrado a uns e a outros desagrado. Não me importo. O patamar de minha maturidade não me permite me estressar. Já agradei a quem não devia e já sofri as consequencias. Aprendi à forceps e outras vezes por querer.
O sono não me chega, hoje, com facilidade. Há uma dúvida em mim: se choro ou se sorrio. Não sou tão diferente dos outros. Este estado de tensão ou de relax aparece, por vezes, confuso e indecifrável.
Faço do Terço o meu conforto. Além do mais, 27 de janeiro é aniversário do meu casamento com pessoa tão querida. Dia 28 é aniversário do meu esposo. Vou deitar a minha cabeça no travesseiro da paz , pois nele posso saber quem sou eu , neste momento!