
Acordara depois de um pesadelo que não me deixou tão bem quanto desejara. Havia ido dormir preocupada. Dizem que os pesadelos advêm de aperreios e preocupações que se tem ou se perpetuam na hora do adormecer. Verdade seja dita...
Tenho quase sempre bons sonhos. Aliás, com toda a certeza, eles acontecem dormindo ou acordada. É quase como um compromisso meu. Oxalá, seja compreendido pelos meus leitores.
Lembro bem, impossível não recordar, a grande tensão com que fui dormir na noite do meu pior e melhor evento. Quem me tirou de tempo nesta fatídica noite, é hoje a pessoa para quem eu mais peço graças. Com o coração bom, físico e por boa índole, teria que ser assim a minha conduta...
Reitero que foi o melhor evento, pois a possível aproximação da morte, não aconteceu. Com que palavras haverei de agradecer a Deus?
Mas, voltando à minha realidade, tenho que admitir que os meus sonhos acordada trazem em si conteúdos os mais diversos. Como espectadora de mim mesma, como narcisista em grau acentuado, faço castelos no ar, me vejo em palcos inventados, pinto a minha imagem e me vejo no espelho tal qual o grande escritor inglês Oscar Wilde. Nele imagino o invisível e o suposto.
O imbatível livro de Wilde, O retrato de Dorian Gray, trago em minha memória desde os tempos de Faculdade, quando fiz a análise perfeita da obra, o que me rendeu um belo DEZ na
cadeira de Psicologia Geral.
O dia chuvoso me leva a delirar entre o que é real e imaginário.Entre os castelos inventados e a realidade do hoje...
Interessante e inteligente é o pensamento de Fernando Pessoa, que passo a citar, numa cumplicidade inédita com o que sinto e tenho inerente, também, a minha pessoa:
"Tenho uma espécie de dever de sonhar sempre, pois, não sendo mais, nem querendo mais, que um espectador de mim mesmo, tenho que ter o melhor espetáculo que posso. Assim me construo a ouro e sedas, em salas supostas, palco falso, cenário antigo, sonho criado entre jogos de luzes brandas e músicas invisíveis."
Para mim, muito emocionante este pensamento. Sinto-me, penso e ajo tal e qual....
Profa Eliana,
ResponderExcluirAmei o texto. Quisera ter o dom de escritora. Espero o livro. Sou sau fã de carteirinha.
Alice