E a vida vai tomando os seus destinos, enquanto traçamos os nossos planos, paralelos ou não à realidade do aqui e agora. Estive sonhando, numa verdadeira fuga, ou não, do que é real.
O imaginário haverá de estar sempre presente em nossas mentes. Às vezes, fugimos e outras enfrentamos a certeza mais que certeza.
Lembrei-me hoje de Clarice Lispector, grande escritora e pensadora. Acho que, como disse ela, idealizo verdades inventadas, fazendo a minha vida mais amena, criando e realizando sonhos, ainda que não passem de invenção do meu eu.
Fiz uma pausa no meu trabalho na Universidade, concentrando-me, ou tentando concentrar-me, na beleza da vida, que, nem sempre, é tão bela. Que seremos nós se vivenciarmos apenas as verdades nuas e cruas, sem direito a reinventar os nossos desejos á moda de nossos caprichos e suaves devaneios?
já disse e repito: A vida e suas nuances. As amarguras jogadas ao vento, as desventuras transformadas e as ilusões se tornando parte de uma verdade só nossa, só minha....
Aqui em minha sala , vivo um momento de total silêncio, onde este fala mais alto do que muitas e numerosas falas. Sou capaz de pensar mais, de inventar verdades, de abandonar idéias e de me enriquecer com essa experiência. Falácia ou não, tento me acostumar ao que vivencio, quando impossível se torna me fazer acompanhada. Nessa situação, resta a mim criar certezas, ainda que sejam as mais incertas possíveis.
E lá se vão os meus devaneios. Uns que se tornam verdadeiros, outros que são levados ao vento. Reitero que sou uma mulher bem modificada. As inusitadas situações me deram o saber de ser mais eu. Sem amarras e sem máscaras, mesmo que a dor do coração ainda persista...
Profa Eliana,
ResponderExcluirLinda crônica. Você sabe desenrolar bem o psicológico, o filosófico, o imaginário e o real.
Está no capricho. Parabéns, Igor
Eliana,
ResponderExcluirNão saberia escolher a sua melhor crônica. tamanha a beleza de todas elas. Dr Nilo deixou para você um legado de sabedoria e de intelecto.
Seu esposo