
A maturidade, já falei muitas vezes, me ensinou a viver pelas várias mudanças que consegui fazer em minha vida.
Dizia minha mãe, em certa época de sua vida, que as suas lágrimas secaram. Quase que repito o mesmo que ela falava.
O meu coração não se tornou adverso às torturas e aos desafetos. Sinto de outra forma. Já não há mais sofrimento. Há um coração que sangra apenas baixinho, muito baixinho.
A maturidade me deu forças para me controlar, para voltar e para seguir. O mundo não para mais para mim. Seria um contraponto fazê-lo estacionar quando este, incansavelmente, caminha, dando voltas e reviravoltas.
Não pensei que fosse assim, leitores. Abro meu coração e especulo a vida, entrando na dança do vai e vem. Sinto-me aberta e fechada, quando tem que ser. Surpreendo a mim e aos outros. Acho até que adquiri esta fortaleza através de tantas experiências que o tempo se encarregou de ensinar. A vida e suas nuances.
Hoje sou capaz de "ver e de ouvir estrelas." Sou botão e sou rosa. Desabrocho e só murcho se for o último dos meus atos.
É isso aí, leitores, quem diria....mas, a maturidade foi a grande mestra. E esta não se esquece de mim e nem das outras...
Eliana,
ResponderExcluirAs suas crônicas são encantadoras. Nota mil.
Beijos,
Laura