
"Quem vê cara, não vê coração." Difícil encontrar uma mão amiga e um ombro que acalente nossos momentos de dissabores. A gente se abre com pessoas que se pensa ser, no mínimo, um grande amigo ou uma grande amiga. Terrível sensação de desprezo que vem acompanhando um mutismo de quem tem medo de se contagiar. Já vivi momentos assim...
Se a felicidade incomoda, como se diz, a dor afasta os próximos de nós.
Amanheci como quem não quer deixar ir embora este sono que é a pròpria fuga do que nos abala. E o mundo gira e os outros lhe dão a prova do que são ou do que nunca foram. Usam uma máscara que engana a muitos, mas só não dissimula a mim, a quem estava , mais do que precisando, em busca , ao menos, de um abraço. Um abraço forte que traduza cumplicidade: eu estou aqui.
O núcleo familiar ainda é o nosso sustentáculo, o nosso porto seguro e o amor maior. Tinha uma união fraterna inimaginável até o dia em que minha mãe se tornou enferma e eu fiquei, mais do que só, sofrida.
Desculpem, leitores, se abro o sábado com tamanhas cantilenas. Não há porque se deterem em minhas palavras. A vida de cada um sempre será a vida de cada um. Restam poucos para me ofertarem as suas mãos e o seu ombro amigo. As decepções afastam os amigos de nós , mas a minha esperança é sempre a minha maior companheira!!!!!
Eliana,
ResponderExcluirEscrever como você, poucos. Parabéns. Amei o seu texto que retrata a realidade. Muitos têm medo de se manifestarem. Escondem até as tristezas daqueles que não percebem o 'invisível."
Beijos, Laura