Especial!!

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Linda!!!!

domingo, 3 de março de 2013

Abracei-me a mim mesma...


Naquele dia e hora,abracei-me a mim mesma. Não havia como ser diferente. O local não comportava amigos, parentes e nem aderentes. Cada um se virava só, numa proteção a si mesma. Desabara um temporal no sentido de tempo e, metaforicamente, os nossos âmagos recebíam uma descarga que, inusitadamente, dera uma reviravolta sem que quiséssemos dessa forma.
Tudo acontecera sem sinais e sem premeditãções.Nem mesmo os mais perceptivos, haviam sido espiritualmente avisados. Houve um preparo físico e outro espiritual, só depois...
Naquele dia, abracei-me a mim mesma. Não havia como ser diferente. Apertei-me com tanta força, clamando por pessoas que já desapareceram de minha vida. Terrível sensação de busca de afeto e a ilusão de que tudo voltaria a ser como antes.
A vida, às vezes, é inusitada e inoportuna. O tempo muda e chove. A alma clama e chora.Somente aqueles de sensibilidade, desapegados do bem material, sentem com o outro. E, naquele instante, o meu olhar fora contemplativo. Pensei ser capaz de obter cumplicidade nesta forma de ver e de sentir com o outro. Fora em vão a minha súplica. Mas, o meu abraço apertado me deu energias e poder inimagináveis. Abominei alguns seres e falei alto. Tudo pareceu ser o melhor,naquele instante.Estou sempre refletindo e partindo para a luta.


Abracei-me a mim mesma. Não estavam parentes, amigos e nem aderentes. Percebi que, muitas vezes, nos bastamos a nós mesmas, ainda que contrariando a célebre frase de Thomas Merton: HOMEM ALGUM É UMA ILHA.
Não posso discordar desse grande escritor, mas , naquele dia, abracei-me a mim mesma e fui capaz de vencer os obstáculos....
Meus leitores são muito astutos e sabem que estou em paz...

Um comentário:

  1. Eliana,

    Quisera ter o seu dom para escrever essa crônica. Muitíssima boa.P A R A B É N S.

    bEIJOS, lAURA

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