E já se vão cinco dias que eu não escrevo no blog. Tenho recebido mil e uma solicitações para que eu voltasse. A minha última crônica bombou, sem que eu esperasse. A minha leitura sobre O Silêncio do Paciente rendeu um texto muito sério. Isso é bom, muito bom!
Mas, quando as lembranças e recordações mais relevantes batem em nossas portas, não há como fugir delas. Estava eu no meus trinta anos, época de maior vicissitude física experimentada, quando o mundo parecia aos meus olhos ser tudo cor de rosa.
Foi um tempo que me fez mais formosa pela , talvez, própria mãe Natureza. Trabalhava como psicóloga e tinha o gosto de me ter tornado financeiramente independente. Foram tempos de namoro rompido e de pensamento voltado para casamento. O conhecimento de meu esposo. A vida e a satisfação de viver. A experiência de ter me tornado Doutora, os meus clientes, o respeito a minha pessoa, a maravilha de me ver bonita, com todas as nuances mais coloridas. Eu mais loira e mais alegre.
Nesse tempo, tive o meu primeiro emprego público e a minha maior gratificação emocional em poder reduzir os problemas emocionais de meus pacientes. O meu cargo de Docente no Esuda e o meu consultório. Recordações que vêm à tona sem que eu precise pedir. Estava com os meus trinta anos. Beleza de idade, onde o sonhar se tornou realidade, onde a magia dos maiores encantos me elevaram às alturas. Impossível esquecer o tanto que vivi...
A época de meus quase primeiros manifestos sentimentos de generosidade. Os melhores passeios. A vaidade física sem tom de concorrência. Quando melhor aprendi que é preciso curtir a vida sem preconceitos, sem vaidades e sem ânsias de poder mais do que os outros. A certeza do efêmero. A realidade entendida de que o mundo gira.
Tantas saudades. A vida mostrou que os atoleiros podem ser vencidos. Que a humildade é o sentimento de grande porte. Que a gratidão é o maior de nossos valores. Que o perdoar é necessário. Que amar deve ser doação.
Que não se vive só por viver....

Eliana,
ResponderExcluirEssas recordações nos levam ao passado, mas também nos fazem revivê-las.
Você quando aborda uma temática, entra profundamente nos pormenores dos momentos. Fala do concreto e do abstrato.
Você encanta os seus leitores.
Beijos, Lara